Ponte Barreiro - Lisboa“A ponte deve ser rodo-ferroviária”
“Temos que ter uma ligação rodoviária que outros têm há alguns anos” – sublinhou Ana Paula Vitorino.
O Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, defendeu a requalificação do Arco Ribeirinho Sul, particularmente, os territórios da Margueira (Almada), Siderurgia Nacional (Seixal) e Quimiparque ( Barreiro), como territórios “âncoras de um novo modelo de desenvolvimento”.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, defendeu que o Metro Sul do Tejo, deve chegar ao Barreiro ao mesmo tempo que a abertura da nova ponte, e, alertou para a necessidade de ser pensada a “rede rodoviária do concelho do Barreiro, de forma que facilite a chegada à nova ponte”.

Por Jornal Rostos
O Pavilhão do Luso Futebol Clube registou uma “casa de lotação esgotada”, para assistir ao debate sobre a Terceira Travessia do Tejo, uma iniciativa que visou motivar e sensibilizar para a importância da nova ponte Barreiro-Lisboa, nesta fase que está a decorrer a consulta pública do estudo de impacto ambiental.
Foram, certamente, muito para cima de 800 pessoas os presentes no Pavilhão do Luso Futebol Clube, dando expressão ao sentimento de muitos barreirenses que reconhecem a construção da nova ponte como essencial ao futuro do concelho.
Este debate contou com a presença de Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes; Eduardo Cabrita, Secretário de Estado da Administração Local; Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro; Carlos Fernandes, Administrador da RAVE; Duarte Silva, Coordenador do Projecto da TTT e Joaquim Matias, vereador do Planeamento da Câmara Municipal do Barreiro.
Que não prevaleça só a opinião de quem está contra
Joaquim Matias, vereador do Planeamento da Câmara Municipal do Barreiro, na abertura do debate sobre a Terceira Travessia do Tejo, sublinhou a importância de ser escutados os argumentos daqueles que estão a favor da construção da nova ponte com as componentes rodo e ferroviária de forma a que não seja corrido no risco que “prevaleça só a opinião de quem está contra”.
O autarca salientou que a construção da nova ponte é parte integrante de uma estratégia que “interessa ao Barreiro, à Península de Setúbal, à região de Lisboa e ao país”, acrescentando que a nova ponte vai contribuir para que o Barreiro ganhe “importância no alargamento da Área Metropolitana de Lisboa”.
“A ponte deve ser rodo-ferroviária”
A Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, começou por expressar a sua satisfação por estar a participar num debate, com tão forte adesão de cidadãos, referindo que este é “um projecto determinante e vital no sistema ferroviário do país”, um empreendimento que considerou “incontornável”.
“A ponte deve ser rodo-ferroviária” referiu Ana Paula Vitorino, recordando que tal tem fundamento em estudos elaborados pelo LNEC.
Na sua intervenção salientou que “uma das grandes vantagens desta ponte é que vamos ter comboio” contribuindo para a concretização do “anel ferroviário da Área Metropolitana de Lisboa” e que vai permitir que a distância entre o Lavradio, na Margem Sul, seja de 10 minutos até Entre Campos.
“Reduzir para metade o tempo que as pessoas gastam para ir para o trabalho” – sublinhou.
Uma proposta de desenvolvimento económico
Ana Paula Vitorino, salientando a tradição ferroviária do concelho do Barreiro, referiu que a novas Oficinas – PMO – vão ficar no concelho do Barreiro, contribuindo para gerar emprego.
A Secretária de Estado dos Transportes salientou que existe uma “estratégia de desenvolvimento” para a região de Setúbal, na qual se enquadra a articulação entre os Portos de Setúbal, Sines e Lisboa, assim como a construção da Plataforma Logística do Poceirão, uma estratégia que contribuirá para a “fixação de novas actividades económicas”.
“Uma proposta de desenvolvimento económico é essencial” sublinhou Ana Paula Vitorino, sublinhando que nesta proposta a Terceira Travessia do Tejo “é fundamental”.
Portagens que vão ter o mesmo valor que a Ponte Vasco da Gama
Ana Paula Vitorino, sublinhou que nos diversos corredores existentes na Área Metropolitana de Lisboa, “o único corredor que não tem uma ligação rodoviária directa é o corredor do Barreiro”, neste contexto, defendeu o principio da “equidade” de forma a que o Barreiro possa ficar “em pé de igualdade com outras áreas da AML”.
“Temos que ter uma ligação rodoviária que outros têm há alguns anos” – sublinhou Ana Paula Vitorino.
“A localização do novo aeroporto na margem esquerda torna incontornável a implementação rodoviária” – referiu a Secretária de Estado dos Transportes, acrescentando, no entanto, que o “uso do carro deve ser moderado” com a introdução de portagens que vão ter o mesmo valor que a Ponte Vasco da Gama.
O Barreiro vai ficar mais perto do centro de Lisboa que Oeiras
Na sua intervenção, Ana Paula Vitorino, sublinhou que a a construção da terceira travessia do Tejo dá “mais capacidade de sucesso” ao projecto de reconversão do território da Quimiparque, dando, igualmente ao Barreiro mais “centralidade” e proporcionando-lhe um “desenvolvimento cosmopolita”.
“O Barreiro vai ficar mais perto do centro de Lisboa que Oeiras” – salientou a Secretária de Estado dos Transportes.
Referiu, igualmente, que a nova travessia do Tejo vai ser estruturante numa “estratégia de desenvolvimento de todo o sul do país”.
No ano 2013 a ponte será aberta á circulação rodo-ferroviária
Duarte Silva, Coordenador do Projecto da Terceira Travessia do Tejo, referiu que a ponte vai ter uma extensão de 7,2 Km no rio, terá as componentes de TGV, ferroviária e rodoviária.
Será construída uma Estação Sul (no Barreiro – Lavradio) existindo no estudo de impacto ambiental duas soluções, uma perto da Escola Álvaro Velho ( Opção A), outra na zona das Oficinas dos TCB’s (Opção B), defendendo que esta última é “a opção preferível”.
O TGV vão ter uma Estação na margem sul, perto da zona do Poceirão, de forma a servir o novo Aeroporto.
Na sua intervenção salientou que o TGV vai entrar em túnel no Lavradio, perto do Hospital do Barreiro que vai sair numa zona perto da Penalva.
Igualmente, a vertente rodoviária vai entrar em túnel da zona da Feira Nova até perto da zona do campo do Galitos, na IC21.
Duarte Silva, referiu que o estudo de impacto de ambiental deverá estar concluído até ao dia 9 de Dezembro, entre 2009/2010, será desenvolvido o projecto, prevendo-se o início da construção da TTT a partir de 2011, com a conclusão para o ano 2013, quando será aberta á circulação rodo-ferroviária.
Península de Setúbal é essencial no desenvolvimento de “um novo quadro de competitividade”
Eduardo Cabrita, Secretário de Estado da Administração Local, sublinhou que este projecto de relevância e que se insere numa “estratégia nacional”.
Na sua intervenção referiu que este projecto permite que o “Barreiro se reencontre com a sua história”, expressando a sua satisfação pelo nível de participação no debate, facto que, na sua opinião contraria a ideia de discussões “elitistas” de projectos que contribuem para a implementação de um modelo de desenvolvimento do país.
Eduardo Cabrita, salientou que numa estratégia de desenvolvimento do país, como “frente Atlântica” da Europa, a península de Setúbal é essencial no desenvolvimento de “um novo quadro de competitividade” que “posicione Portugal no contexto económico europeu”.
Coma a nova ponte sobre o Tejo a “visão da Quimiparque ganha um novo sentido”
O Secretário de Estado da Administração Local defendeu a requalificação do Arco Ribeirinho Sul, particularmente, os territórios da Margueira, Siderurgia Nacional e Quimiparque, como territórios “âncoras de um novo modelo de desenvolvimento”.
“A Quimiparque tem um papel decisivo para este modelo” – sublinhou, acrescentando que com a construção da nova ponte sobre o Tejo, a “visão da Quimiparque ganha um novo sentido”.
Eduardo Cabrita, recordou a importância económica do Barreiro nos séculos XIX e XX, referiu que nos últimos anos “o Barreiro perdeu velocidade”, mas, salientou, este novo modelo que tem no Barreiro “uma incidência única” vai abrir novas perspectivas ao papel de centralidade do Barreiro, quer na Península de Setúbal, quer na Área Metropolitana de Lisboa.
Pensada a rede rodoviária do concelho do Barreiro
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, referiu a cooperação que tem sido mantida entre a autarquia e o governo, no “apoio à solução apontada”, nomeadamente que a Terceira Travessia do Tejo, tenha a “função rodoviária que é importante para o concelho do Barreiro”.
O autarca, acrescentou que não entendemos a ponte como um projecto para servir o Barreiro, mas sim “ao serviço da região e do país”.
Carlos Humberto, sublinhou ser importante valorizar a importância da “tradição ferroviária do Barreiro”, neste contexto, reconheceu ser positivo que as Oficinas Ferroviárias sejam mantidas no Barreiro, assim como a instalação das Oficinas do TGV.
O autarca perspectivou que a construção da GARE SUL deve ser encarada numa estratégia de criar mais uma nova centralidade no concelho do Barreiro, por outro lado, defendeu que o Metro Sul do Tejo, deve chegar ao Barreiro ao mesmo tempo que a abertura da nova ponte.
Carlos Humberto, alertou, igualmente, para a necessidade de ser pensada a “rede rodoviária do concelho do Barreiro, de forma que facilite a chegada à nova ponte”.
Exposição divulga linhas centrais do projecto da TTT













