Simulacro de “acidente industrial” no Barreiro“Testar meios, recursos e capacidades e detectar lacunas” nas acções de socorro e emergência
No próximo dia 23 de Novembro, domingo, das 9 às 13 horas, a LBC Tanquipor, no Lavradio, será palco de um simulacro que simulará um “acidente industrial”. O vereador João Soares conta que será “provocada uma situação de sismo com magnitude de 6.9 que provocará uma ruptura no Tanque de Amoníaco”. Fala de “grande envolvência e aparato”, em que estarão presentes perto de duas centenas de indivíduos de forças de segurança, com o objectivo de “testar meios, recursos e capacidades e detectar anomalias e lacunas”, nas acções de socorro e emergência, “para as vir a corrigir” no futuro.
O simulacro no Barreiro surge no âmbito do Exercício "PROCIV IV/2008", que está a ser planeado pela Autoridade Nacional para a Protecção Civil (ANPC), estando agendados vários simulacros para os dias 21, 22 e 23 de Novembro nos distritos de Setúbal, Lisboa e Santarém. O principal objectivo do exercício visa avaliar o Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico.

Por Jornal Rostos
O vereador João Soares, responsável pelo Gabinete de Protecção Civil da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), sublinhou a importância de a iniciativa ser divulgada atempadamente “para não causar alarme” e para a população não “pensar que o que se está a passar é uma situação real”, em virtude do que diz ser “o realismo preparado com meios e recursos que não são usuais”. Conta que o Barreiro foi escolhido para o simulacro em virtude de existir um complexo industrial com envolvente urbana e sobre o que irá acontecer adianta que será “provocada uma situação de sismo com magnitude de 6.9 (escala aberta de Richter) que provocará uma ruptura no Tanque de Amoníaco”, para perceber “qual é a capacidade de resposta num incidente que envolva matérias perigosas”. “Vai ultrapassar as capacidades que os equipamentos estão concebidos para responder com a eficácia e a segurança necessária”, sublinha, ao que acrescenta que o sismo simulado será semelhante ao que aconteceu em 1909, com epicentro em Benavente.
“Testar meios, recursos e capacidades e detectar anomalias e lacunas”
Falando de “um exercício que vai desencadear uma série de procedimentos em cadeia, alguns previstos, outros não expectáveis”, refere que o objectivo será: “Testar meios, recursos e capacidades e detectar anomalias e lacunas que as diversas entidades de acção de socorro e emergência poderão encontrar no terreno para as solicitações que forem chamadas, para as vir a corrigir”. E outro objectivo de que falou é de “ver até que ponto as entidades se conseguem articular entre si”. Para além dos Serviços de Segurança Municipais da CMB, diz que serão testados os Serviços Distritais e Nacionais, que têm a responsabilidade de fornecerem equipamentos. Refere que serão envolvidas diversas entidades, entre cerca de 40 actores e perto de duzentos indivíduos das forças de segurança, entre elas a PSP, a GNR, os Bombeiros e a Polícia Marítima. E adianta que a Escola Álvaro Velho e o Hospital do Barreiro serão também envolvidos no simulacro.
“Deixa de ser um problema interno da empresa e passa a ser um problema de garantia de segurança da população”
Refere que o exercício simula uma situação que “deixa de ser um problema interno da empresa e passa a ser um problema de garantia de segurança da população” e por isso extravasa o Plano Interno de Segurança da empresa. Quanto à escolha da Tanquipor como palco do simulacro, diz que resulta do facto “de ter uma ligação com as diversas empresas, como a Fisipe”, sendo fornecedora de produtos para outras empresas, assim como pela sua proximidade com a zona ribeirinha, envolvendo a Polícia Marítima.
“Que corra com toda a normalidade possível, de modo a afectar o menos possível a vida das populações”
Num processo que estima que seja “o mais real possível”, com “envolvência e aparato”, sublinha que se pretende “que corra com toda a normalidade possível, de modo a afectar o menos possível a vida das populações”. Quanto a medidas que serão feitas para salvaguardar essa normalidade, conta que vão ser criadas alternativas de circulação, por exemplo “de modo a que possam chegar à Feira Nova”, corredores de segurança e pede à população: “compreensão para alguma situação que colida como o normal pulsar da cidade”, referindo tratar-se de “um exercício que se estende por toda Área Metropolitana de Lisboa e que é necessário”, sendo “uma forma de nos preparamos para a segurança dos cidadãos”. Para a população do Lavradio, que mais vai sentir os efeitos do exercício, será distribuído um comunicado sobre o simulacro.
Maio de 2009 vai realizar-se um exercício de âmbito internacional
Em suma, disse ser “um Jogo autêntico, jogado o mais real possível, sem consequências” e que procura “evitar a deslocação para o local e o pânico” . O vereador João Soares revelou ainda que em Maio de 2009 vai realizar-se um exercício de âmbito internacional, envolvendo forças de segurança exteriores ao país.
Exercício "PROCIV IV/2008" - validação dos pressupostos operacionais contidos no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para os distritos de Setúbal, Lisboa e Santarém.
De sublinhar que o Exercício "PROCIV IV/2008" está a ser planeado pela Autoridade Nacional para a Protecção Civil (ANPC), em estreita colaboração com todos os Agentes de Protecção Civil (APC) e tem como principal objectivo a validação dos pressupostos operacionais contidos no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para os distritos de Setúbal, Lisboa e Santarém.
Este Exercício visa ainda promover o treino da capacidade de resposta da ANPC, dos mecanismos de articulação com os APC e demais entidades e ainda dos sistemas de apoio à decisão no quadro das intervenções de protecção civil, resultantes da ocorrência de um sismo.
Andreia Catarina Lopes













