Moita - Jerónimo de Sousa no Jantar Convívio do PCPXVIII Congresso é a resposta aos vaticínios de que “o PCP mudava de natureza ou morria”
E para o país defende primeiramente uma “ruptura com esta política que está a ser realizada”, entendendo que "não há alternativa política de esquerda sem política alternativa". E nessa alternativa de esquerda para Portugal ,entende que para isso “tem de haver o reforço do PCP“.

Por Jornal Rostos
Próximo do XVIII Congresso do Partido Comunista Português (PCP), que se realiza nos dias 29 e 30 de Novembro e 1 de Dezembro, no Campo Pequeno, em Lisboa, com o lema “Por Abril, pelo Socialismo, um Partido mais forte”, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que esse será um “momento alto da vida do partido”, constituindo uma “grande resposta do partido que vai contrariar todos os vaticínios do XVII Congresso, onde diziam que o PCP ou mudava de princípios e natureza ou morria de repente”. Refere que, pelo contrário “o partido não se limitou a resistir, como cresceu e está mais forte”, ao que diz que conta actualmente com 60 mil militantes, havendo um acréscimo de 7 mil militantes, entre os quais 36 por cento têm menos de 30 anos e 900 são jovens raparigas.
Congresso tem sido preparado “em movimento”
Sublinhando que o Congresso tem sido preparado “em movimento”, onde já resultaram 800 reuniões, diz que surge “num quadro de intensa luta” e que está “ligado à vida, aos problemas e aspirações do nosso povo”. Expressando: “somos diferentes dos outros partidos”, entende que essa diferença se patenteia também pelo facto de não existir “uma moção de um chefe, em que os militantes ou votam contra ou arranjam outro chefe”, por outra, recorda que existe um “Projecto Tese em discussão e análise que acompanha a realidade nacional e internacional”. Projecto Tese que conta com quatro capítulos, sublinhando que o “Partido é transversal a todas as teses”.
Jerónimo de Sousa defende primeiramente uma “ruptura com esta política que está a ser realizada”
No plano internacional, entendendo que “o capitalismo está a chegar aos seus limites” e que está na origem da actual situação económica e social nacional e internacional, em que ocorre “a crise do próprio sistema, devido às suas contradições e limites”, defende como alternativa o socialismo. E traçando um quadro nacional “de injustiça, desemprego e aumento da pobreza” e “de política de direita neoliberal, de privatizações, de liberalização, prejudicando a maioria dos trabalhadores e pequenas empresas”, considera que essa política “tinha inevitavelmente que resultar numa crise” e defende primeiramente uma “ruptura com esta política que está a ser realizada”, entendendo que "não há alternativa política de esquerda sem política alternativa". E nessa alternativa de esquerda para Portugal entende que para isso “tem de haver o reforço do PCP“. Não deixou de falar na importância da “convergência das forças sociais, "mas antes temos de definir que política é preciso fazer", advoga.
“Será com a CDU que vamos concorrer nas próximas eleições”
Sobre a questão da coligação, deixa o recado: “Já temos uma coligação, com “Os Verdes”" e acrescenta: “Será com a CDU que vamos concorrer nas próximas eleições”, ao que deixa o repto: “No dia em que o país quiser, o partido assumirá todas as responsabilidades que o povo português entenda atribuir”, afirmando: “O partido não abdica da sua natureza, identidade, princípio” que “está profundamente enraizado na luta pelos trabalhadores”.
“Luta de classes continua a ser a grande questão”
Defende que a “luta de classes continua a ser a grande questão”, ao que criticou: “Até o Bloco de Esquerda dizia que a luta sindical não se justificava mas hoje já corre atrás das manifestações e ainda bem que veio”, ao que acrescentou: “O PCP, contra a corrente, puxou pelas massas e trabalhadores” e, falando da “prova provada da importância da luta de massas”, não deixou de lembrar a manifestação de professores que “juntou, neste cantinho, 100 mil professores em luta para defender os seus direitos”.
Fundamental “o reforço do partido e a manutenção da sua ideologia”
Defendendo que o PCP é “a força essencial da democracia portuguesa”, Jerónimo de Sousa entende que “o reforço do partido e a manutenção da sua ideologia” são questões essenciais e rematou: “Temos de ir para este combate ideológico com os nossos meios mas temos de arranjar mais fundos para o partido”.
Andreia Catarina Lopes













