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Perspectivas

Forum Cidadania – Barreiro uma centralidadeAugusto Mateus defende que o «Barreiro do século XXI tem que ser um Barreiro planeado»

. Não pode existir para a Quimiparque uma ideia apenas imobiliária

. Com a construção da Gare Sul no Barreiro “começa a cidade de duas margens”

Augusto Mateus, na sua intervenção no Forum Cidadania, no âmbito do tema “Barreiro uma centralidade” defendeu que o concelho do Barreiro não deverá, no futuro, “ultrapassar os 100 mil habitantes” , dado que “não deve fazer da residência a sua estratégia de afirmação”.

Recordou que para se dinamizar o projecto Quimiparque “só vale a pena ser ambicioso” e neste contexto considerou que “o Barreiro do século XXI tem que ser um Barreiro planeado”, tem que ser “uma cidade planeada”, “uma cidade de oportunidades”.

No ano 2009, é preciso dar passos para que seja consolidada “uma sociedade” gestora que “tenha condições para desenvolver esta estratégia”, caminho na sua opinião essencial para que se passe para a concretização das ideias.

5 min de leitura
Forum Cidadania – Barreiro uma centralidade Augusto Mateus defende que o «Barreiro do século XXI tem que ser um Barreiro planeado»

Por Jornal Rostos

Augusto Mateus, na sua intervenção, no Forum Cidadania, que decorreu no Auditório Municipal Augusto Cabrita, salientou que tem existido uma “forte e equilibrada articulação do projecto Quimiparque entre a Câmara Municipal do Barreiro e a Quimiparque”, de forma a que seja concretizada uma estratégia “com valores”, “com identidade” e que seja percorrido um “caminho com alma”.
Recordou que para se dinamizar o projecto Quimiparque “só vale a pena ser ambicioso” e neste contexto considerou que “o Barreiro do século XXI tem que ser um Barreiro planeado”, tem que ser “uma cidade planeada”, “uma cidade de oportunidades”.
Neste contexto considerou, Augusto Mateus, que é importante “evitar que a construção da nova travessia do Tejo” divida o Barreiro em “quatro partes”.

Barreiro “polo da margem sul onde há emprego”

Na sua opinião o Barreiro tem que “recriar atractividade para trabalhar e para viver”, sendo necessário desenvolver um “combate aos movimentos pendulares” que existem nos tempos de hoje.
Sublinhou Augusto Mateus, que a diferenciação do Barreiro do século XXI passa pela criação de postos de trabalho, de forma a que o “Barreiro seja um sitio mais para trabalhar do que para viver”, transformando-se num “polo da margem sul onde há emprego”.
Na sua intervenção referiu que o Barreiro acolhe, actualmente, 10% da população da Península de Setúbal, e defendeu que o concelho do Barreiro não deverá, no futuro, “ultrapassar os 100 mil habitantes” , dado que “não deve fazer da residência a sua estratégia de afirmação”.
Augusto Mateus, salientou que a Região de Lisboa “não é só a Área Metropolitana de Lisboa” e defendeu que a Região “tem que se constituir como uma constelação urbana” que se estende de Santarém a Sines.

Não pode existir para a Quimiparque uma ideia apenas imobiliária

“Não desistir de um Barreiro que tem uma área empresarial moderna e competitiva” – sublinhou Augusto Mateus, acrescentando que “não pode existir para a Quimiparque uma ideia apenas imobiliária”, defendendo a necessidade de existir “articulação” entre “o território da Quimiparque e o território da cidade”.
Neste contexto sublinhou a importância de ser construída “uma cidade que não separe a residência do emprego”, com base num “sistema urbano mais contínuo”, com a criação de “projectos estruturantes” e tendo em vista a preservação da “qualidade da vida urbana”.
Na sua opinião o Barreiro tem que “resolver o seu passivo de imagem”, e, reconheceu que “não é possível ter desenvolvimento empresarial, sem ter desenvolvimento urbano”.

No Barreiro “começa a cidade de duas margens”

Augusto Mateus sublinhou que em relação ao território da Quimiparque é fundamental, trazer soluções para a “morte do ciclo industrial”, e defendeu o desenvolvimento das novas Oficinas Ferroviárias, a sul, no Lavradio.
Por outro lado, salientou que a construção da GARE SUL, na zona das antigas Oficinas dos TCB’s – “uma gare tão importante como a Gare Oriente” é, referiu, a marca que aqui, no Barreiro, “começa a cidade de duas margens”.
Augusto Mateus defendeu a transferência do actual Terminal Rodo-Ferro- Fluvial para o território da Quimiparque, visando a “qualificação da frente do Tejo” e a criação de “uma enorme Praça Central” frente a Lisboa.
No actual espaço do terminal perspectivou a criação de uma zona de actividade náutica e de fruição da natureza.

Dar passos para que seja consolidada “uma sociedade” gestora

Recordando a importância e o papel da Escola Alfredo da Silva na formação dos trabalhadores do Barreiro, defendeu a criação no Barreiro de escolas onde “os modelos educativos” seja exemplares” e a criação de Museus com uma dimensão de “futuro”.
Augusto Mateus, considerou que para a implementação de toda a estratégia de criação do Barreiro do século XXI, +e necessário a “optimização” das relações entre diversas entidades, públicas e privadas.
Neste contexto, referiu, Augusto Mateus que o Barreiro tem que ser uma terra “onde as pessoas se entendam”, que sejam “solidárias”, porque, por aqui, pelo Barreiro, passa uma grande mudança da Grande Lisboa no século XXI.
No ano 2009, é preciso dar passos para que seja consolidada “uma sociedade” gestora que “tenha condições para desenvolver esta estratégia”, caminho na sua opinião essencial para que se passe para a concretização das ideias.
“Não podemos viver numa sociedade de economia de mercado, desconfiando dele” – referiu Augusto Mateus, no decorrer do debate, acrescentando, ser importante definir as regras do jogo para “atrair investimentos” de forma a que o Barreiro, à sua escala, seja uma cidade de trabalho e emprego, projectando o seu “renascimento empresarial”.

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