S.energia formaliza integração de Montijo e AlcocheteUma forma de se “criar sinergias vitais” entre os municípios
Ontem a S.energia formalizou o alargamento da sua área de influência, através da integração dos municípios de Montijo e Alcochete, na Assembleia-Geral, realizada no Convento da Madre de Deus da Verderena. O presidente do Conselho de Administração da S.energia, Bruno Vitorino, sublinhou a importância da adesão dos dois municípios e em relação ao Plano de Actividades para 2009, que diz ser “ambicioso”, defendeu a necessidade de ser criado um Plano de Sustentabilidade da agência que “não sobrecarregue os orçamentos das Câmaras”, onde fez referência à importância da concretização de parcerias com o sector privado e de que as iniciativas “ajudem a abrir receitas para a agência”.

Por Jornal Rostos
Com a integração dos concelhos de Montijo e Alcochete, a S.energia – Agência de Energia criada para os concelhos do Barreiro e Moita, passa a designar-se por S.energia – Agência Regional de Energia para os Concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, passando de agência local para regional. Na Assembleia-Geral realizada, para além da formalização da integração dos dois concelhos, procedeu-se à discussão do Plano de Actividades e Orçamentos da agência para o ano de 2009.
Adesão constitui uma forma de se “criar sinergias vitais” entre os municípios
O presidente do Conselho de Administração da S.energia, Bruno Vitorino, sublinhou a importância da adesão de dois dos municípios da Área Metropolitana Sul à S.energia, que embora não pertencessem a nenhuma agência, não deixa de realçar: “tinham um trabalho válido e meritório na área da energia” e nesse âmbito, entende que a adesão, constitui uma forma de se “criar sinergias vitais” entre os municípios. Quanto à composição refere que o Conselho de Administração passa a ter mais dois vice-presidentes, sendo eles o vereador da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta e o vereador Paulo Machado, da Câmara Municipal de Alcochete.
Necessidade de um plano de sustentabilidade da agência que “não sobrecarregue os orçamentos das Câmaras”
Com a integração e após cerca de um ano de actividade, a S-energia passa a abranger, em termos de área de influência, de 87 quilómetros quadrados para 563, passando a envolver cerca de 207 mil habitantes. Para o próximo ano, Bruno Vitorino referiu que existe um Plano de Actividades “ambicioso”, mas defende: “com a equipa que temos considero que é possível”, ao que fez menção à necessidade de ser criado um Plano de Sustentabilidade da agência que “não sobrecarregue os orçamentos das Câmaras”, sublinhou. Nesse plano chamou a atenção para a importância da concretização de parcerias com o sector privado.
Importante que as actividades “ajudem a abrir receitas para a agência”
Auditorias Energéticas e Elaboração do Plano de Gestão e Monitorização da Iluminação Pública, são alguns dos elementos do Plano de Actividades para 2009, sobre o qual diz ser importante que as actividades “ajudem a abrir receitas para a agência”. O presidente do Conselho de Administração falou do “Caça Watts”, um projecto que a agência pretende implementar que passa pela “mudança de hábitos e comportamentos de consumo de energia das populações” e que através de auditorias nas habitações permitir reduzir os consumos entre 15 a 20 por cento.
“Conseguir chegar cada vez mais a mais munícipes, levando a cada passo o benefício que é a poupança energética”
O vereador da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, referiu que os “objectivos do município do Montijo casaram com este projecto”, referindo que o município tem vindo a desenvolver políticas de poupança energética, nomeadamente na área da iluminação pública. Nesse âmbito, diz ser com “satisfação” que o município passa a integrar a agência e sublinhou também a importância de a “agência avançar no sentido de ganhar mais dinamismo”, ao que justificou: “envolvendo mais entidades privadas” e que seja “um projecto que não fique limitado à área municipal”. Quanto ao objectivo, diz ser de “conseguir chegar cada vez mais a mais munícipes, levando a cada passo o benefício que é a poupança energética não só no orçamento familiar, como nas empresas e instituições”.
Andreia Catarina Lopes













