Associação de Municípios da Região de SetúbalNo Orçamento de Estado há uma discriminação negativa da região
Alfredo Monteiro, presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, ontem ,em conferência de imprensa, sublinhou que “em termos de investimento” para a região de Setúbal o Orçamento de Estado de 2009- “É zero. Não existe”.
O autarca defendeu que, para a Região de Setúbal, tal como o Governo aprovou para a Região Oeste , tem que ser definido “um Plano Integrado de Investimentos” de forma que sejam solucionadas as carências existentes, em áreas de saúde, segurança e mobilidade, que são indispensáveis concretizar, perante os desafios que são colocados à região, devido aos investimentos que estão programados pelo Governo, nomeadamente o novo aeroporto de Lisboa, Plataforma Logística do Poceirão e terceira travessia do Tejo Barreiro-Lisboa.

Por Jornal Rostos
Alfredo Monteiro, presidente da AMRS e da Câmara Municipal do Seixal, estava acompanhado, na mesa da conferência de imprensa, pelos presidentes das Câmaras Municipais da Moita, Palmela, Setúbal, Alcochete, Sesimbra e um vereador de Almada, na sua intervenção salientou os “importantes investimentos” que ao longo dos anos “foram realizados pelo Poder Local Democrático” que “em mais de três décadas marcam decisivamente a realidade e a vida deste território”.
Há falta de investimento do Poder central na região
“A região tem dos melhores indicadores de desenvolvimento ao nível do país, no que diz respeito a equipamentos sociais e nas condições de vida das populações” - sublinhou Alfredo Monteiro, mas tal, salientou o autarca, só foi alcançado devido ao investimento do Poder Local, dado que ao longo de décadas, referiu “há falta de investimento do Poder central na região, para resolver os problemas das populações”.
Segundo Alfredo Monteiro, o Orçamento de Estado de 2009, não sofreu alterações em relação a anos anteriores, e disse – “está longe de responder às necessidades da região”.
“Tem existido um decréscimo do investimento em PIDDAC ao longo dos últimos anos” – sublinhou Alfredo Monteiro, acrescentando que “nem compromissos já assumidos são contemplados e foram retirados”.
Foi sublinhado que não faz sentido serem adiados investimentos, como Hospital do concelho do Seixal, Hospital Alcochete-Montijo, diversas Escolas e Centros de Saúde, o prolongamento do Metro Sul do Tejo.
Diminuição geral do investimento público
Na informação divulgada aos jornalistas é salientado que para o Distrito de Setúbal, no ano de 2009, o PIDDAC prevê uma verba de 178.572.611 Euros, registando um aumento face ao ano de 2008, mas continua a “representar uma redução face a 2005 de 18,8%”, acrescentando que, “o aumento face ao ano anterior decorre da redução da verba não distribuída na rubrica “vários concelhos” e da realização de alguns investimentos “nacionais” em determinados concelhos., sendo referidos os exemplos da ampliação do molhe leste do Porto de Sines, a variante de Alcácer do Sal e o Estabelecimento Prisional de Grândola.
“No conjunto dos municípios assiste-se a uma diminuição geral do investimento público, verificando-se cortes profundos em vários concelhos, designadamente, Alcochete, Barreiro, Moita e Palmela” – sublinha a AMRS.
“Mais uma vez a Administração Central não acompanha o esforço de investimento dos municípios, continuando a privar o distrito de infraestruturas e equipamentos necessários a o bem estar e progresso económico e social da região” – refere e Associação de Municípios da Região de Setúbal.
Um Plano Integrado de Investimentos
Alfredo Monteiro, defendeu que, para a Região de Setúbal, tal como o Governo aprovou para a Região Oeste , tem que ser definido “um Plano Integrado de Investimentos” de forma que sejam solucionadas as carências existentes, em áreas de saúde, segurança e mobilidade, que são indispensáveis concretizar, perante os desafios que são colocados à região, devido aos investimentos que estão programados pelo Governo, nomeadamente o novo aeroporto de Lisboa, Plataforma Logística do Poceirão e terceira travessia do Tejo Barreiro-Lisboa.
“A criação de um Programa Operacional para a Região de Setúbal, com uma estrutura onde esteja assegurada a representação da Administração Central, da Administração Local e dos agentes regionais de desenvolvimento, que com o correspondente plano de financiamento, determine prioridades, articule investimentos, promova a integração dos grandes projectos nacionais na Região, potenciando os seus efeitos” – é um proposta defendida pela Associação de Municípios da Região de Setúbal.
Alcochete “prescinde” da verba do PIDDAC
O presidente da Câmara Municipal de Alcochete referiu que “o Governo não tem politicas que apostem de forma decisiva na margem sul” e sublinhou que em PIDDAC está prevista, para o seu concelho, uma verba de 17.500 euros.
O autarca, salientou que é sua vontade propor em reunião de Câmara, que seja aprovada uma proposta, no sentido de sugerir ao Governo que prescinda de aplicar esta verba de 17.500 euros no concelho de Alcochete.













