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Perspectivas

Candidatura de Amílcar Romano à presidência da CPC-PS BarreiroCom o objectivo de “o PS voltar a ganhar a Câmara Municipal do Barreiro.”

Ontem foi apresentada, na sede do Partido Socialista, a candidatura de Amílcar Romano à presidência da CPC-PS Barreiro. Sob o mote: “Nós acreditamos – Um Barreiro com futuro”, Amílcar Romano fez questão de esclarecer: “Não me candidato para fazer o meu percurso político, é exclusivamente o Barreiro que está em primeiro lugar”. Realça ainda que “não se trata de um desafio contra ninguém” e que passa fundamentalmente pelo objectivo de “o PS voltar a ganhar a Câmara Municipal do Barreiro.” Quanto à união do partido diz estar “optimista” e considera: “penso que todos os candidatos desejam isso e penso que todos no seu íntimo acham que sou a pessoa melhor colocada para desempenhar essa responsabilidade” pela “minha capacidade de poder concertar lógicas de trabalho e de encontrar uma estratégia comum”.

E frisando: “Não quero ser o candidato à Câmara Municipal do Barreiro”, Amílcar Romano referiu que a escolha do candidato: “tem de obedecer a um cuidado muito atento da própria formação política do Secretariado” e acrescentou: “justifica também a atenção da própria Federação”.

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Candidatura de Amílcar Romano à presidência da CPC-PS Barreiro Com o objectivo de “o PS voltar a ganhar a Câmara Municipal do Barreiro.”

Por Jornal Rostos

Na apresentação da sua candidatura à presidência da Comissão Política Concelhia (CPC) do PS Barreiro, sob o mote: “Nós acreditamos – Um Barreiro com futuro”, Amílcar Romano fez questão de esclarecer: “Não me candidato para fazer o meu percurso político, é exclusivamente o Barreiro que está em primeiro lugar”. Quanto à razão que o leva a candidatar-se, refere: “quem me conhece sabe que nunca desisto de uma luta, nunca desisti de um projecto de causas, é isso que me move, independentemente dos próprios resultados”. Realça ainda que “não se trata de um desafio contra ninguém” e que passa fundamentalmente pelo objectivo de “o PS voltar a ganhar a Câmara Municipal do Barreiro.”

“Há um espaço de trabalho para o PS e que justifica a expressão: “Vale a pena acreditar”

Amílcar Romano recordou o mandato do PS à frente da Câmara do Barreiro entre os anos de 2002 e 2005 e comentou: “Penso que o Barreiro respirou o que se pode chamar de uma vivência democrática, marcada por uma dose de democracia e proximidade com as pessoas” e lançou a crítica: “Hoje estamos a regredir”. E na apreciação ao actual executivo camarário do PCP deixa o reparo: “Em qualquer serviço da Câmara há grandes descontentamentos, por vezes avança-se com projectos, mas não se sabe quando se vai começar e ainda não começou praticamente nenhum” e acrescenta: “Hoje há muita gente que antes de falar observa quem está ao seu lado”. É nesse sentido que considera: “há um espaço de trabalho para o PS e que justifica a expressão: “Vale a pena acreditar”. Defendendo para a campanha do PS “o ambiente de oposição de 97 e que influenciámos em 2001”. “O Barreiro não pode continuar a viver fantasmas, nem pode continuar a pensar que se afirma enquanto projecto político alternativo a partir de fotografias”, contestou, ao que defendeu: “O PS é o partido de esquerda do Barreiro que melhor compreende e representa os problemas que hoje vivemos numa terra de cultura operária.”

“Criar condições para que as propostas do PS possam ser vistas pelos barreirenses como verdadeiras alternativas”

Sublinhando o apoio ao actual Governo, realça: “não podemos deixar de ser os seus representantes” e refere que o objectivo da sua candidatura é “criar condições para que as propostas do PS possam ser vistas pelos barreirenses como verdadeiras alternativas”. Da sua moção, sob o mote “Nós acreditamos – Um Barreiro com futuro”, em que esclarece “que não tem nada que ver com campanhas americanas”, refere que assenta na ideia que “vale a pena acreditar no Barreiro e acreditar na alternativa ao PCP e de criar melhores condições que permitam que seja uma terra de desenvolvimento e que não seja uma terra em que a cultura de greve marque o nosso quotidiano, sobretudo no momento de crise que atravessamos”. Entendendo que o “Barreiro precisa de novas gerações e de capacidade de crítica”, defende: “têm de mudar os hábitos de gestão e de relação”.

Criação de grupos de trabalho que sejam “espaços de formação” e processos de avaliação sistemático

Mais uma vez manifestou a sua disponibilidade “para pedir a reforma antecipada o mais rapidamente possível” “só para garantir total disponibilidade para trabalhar exclusivamente para o partido”. Diz assumir a responsabilidade de estruturar e organizar o partido e que se isso for alcançado “não temos dúvidas de que pudemos disputar as eleições.” A criação de grupos de trabalho que possam materializar decisões e que sejam “espaços de formação” e processos de avaliação sistemático são algumas das ideias que avança.

Escolha do candidato à CMB "neste momento justifica também a atenção da própria Federação”

E frisando: “Não quero ser o candidato à Câmara Municipal do Barreiro”, Amílcar Romano referiu que a escolha do candidato: “tem de obedecer a um cuidado muito atento, não da minha parte, mas também da própria formação política do Secretariado” e acrescentou: “e o Barreiro neste momento justifica que a escolha mereça também a atenção da própria Federação”. Para o candidato defende “um perfil ganhador, lutador, com experiência e que não deixe dúvidas de que seja mobilizador do próprio partido”.

“Na diferença é possível encontrar uma linha de rumo e objectivos mobilizadores de todos nós”

A “convergência unitária” é o objectivo de que fala para o partido e relativamente ao facto de existirem três candidaturas à CPC do PS Barreiro sublinha que o PS é um “partido plural” e acrescenta: “na diferença é possível encontrar uma linha de rumo e objectivos mobilizadores de todos nós”. Diz estar “francamente optimista” a respeito dessa união “quer em relação às entidades das três candidaturas, mas também nos que têm estado na direcção do partido”. E expressando “desculpem-me não ser humilde”, considerou: “Estou optimista e penso que todos os candidatos desejam isso e penso que todos no seu íntimo acham que sou a pessoa melhor colocada para desempenhar essa responsabilidade” pela “minha capacidade de poder concertar lógicas de trabalho e de encontrar uma estratégia comum”.

Rui Faria, Fernando Antunes, Berta Xavier, Luís Canhoto e Patrícia Ferreira foram alguns dos nomes que estiveram na mesa da apresentação da candidatura de Amílcar Romano e que o candidato diz representarem “freguesias, gerações, conhecimentos e não deixam de ser representativos do que penso, quero e defendo”.

Andreia Catarina Lopes

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