Fórum Palmela XXICrescimento demográfico até aos 100 mil habitantes no ano 2025
Margarida Pereira sublinhou como linhas estratégicas, a não criação de novos perímetros urbanos, e, defendeu o “reforço da densificação” em torno de aglomerados existentes.
Na sua opinião é mais importante que existam preocupações “em termos urbanos com a qualificação” em detrimento de apostas no “crescimento urbano”.

Por Jornal Rostos
No Cine-Teatro S. João, em Palmela, decorreu ontem o Fórum Palmela XXI, uma iniciativa promovida com a finalidade de proporcionar, aos diversos agentes locais, um debate sobre a estratégia de desenvolvimento e intervenção no concelho de Palmela.
No âmbito do Forum, foram realizadas um conjunto de conferências, em torno das propostas para a revisão do PDM – Plano Director Municipal.
“Dinâmicas sócio-urbanísticas” foi o tema da conferência , realizada por Margarida Pereira, que defendeu ser essencial, em termos urbanos, que existam mais preocupações com a qualificação urbana do que com o crescimento urbano.
A área urbanizavel prevista no PDM tem capacidade de acolhimento para um crescimento mais optimista
Margarida Pereira, sublinhou que “todos os municípios ao redor de Palmela têm expectativas de crescimento” face aos diversos investimentos que estão previstos para a região de Setúbal.
Na sua opinião, nos tempos de hoje os “municípios não têm fronteiras”.
Margarida Pereira, recordou que o actual PDM de Palmela tem uma projecção de crescimento demográfico que apontava “um plano de expansão de grande crescimento”, e, neste contexto salientou que o novo PDM, tem “perspectivas mais optimistas”, apontando para um crescimento até 100 mil habitantes, no ano 2025, assim como para 95 mil habitantes, no ano 2020. Por outro lado perspectivou a criação de 44 mil postos de trabalho no mesmo período.
“Dado o período de crise pode haver algum atraso para as expectativas projectadas” – sublinhou Margarida Pereira.
Segundo sublinhou o actual PDM de Palmela “projectava um modelo de expansão em baixa densidade”, tendo alcançado a sua concretização “um grau de execução baixa”, existindo áreas de “expansão sobredimensionadas”.
Por essa razão, Margarida Pereira, sublinhou, que “a área urbanizavel prevista no PDM tem capacidade de acolhimento para um crescimento mais optimista”, referindo que nessas eras “cabem os 100 mil habitantes”.
“Pensar menos em crescer e expandir”, e, “pensar mais em requalificar”
Margarida Pereira defendeu a necessidade de uma nova forma de “olhar os espaços urbanos”, apontando novas perspectivas.
Na sua opinião é mais importante que existam preocupações “em termos urbanos com a qualificação” em detrimento de apostas no “crescimento urbano”.
Referiu que “áreas urbanas de qualidade atraem mais investimentos” nesse sentido defendeu ser essencial apostar mais na “requalificação e reestruturação urbana”, do que no “crescimento”.
Na sua intervenção referiu a importância de criar “mais cidade compacta”, com base na valorização do conceito de criação de cidade assentes em “modelos de curta distância”, conciliando habitação com emprego e equipamentos colectivos.
“Pensar menos em crescer e expandir”, e, “pensar mais em requalificar”, sublinhou Margarida Pereira, acrescentando que esta é “uma outra forma de encarar o território”, porque “o território é um recurso escasso”.
PDM’s “preocupam-se com as novas áreas urbanas” e “esquecem os centros das cidades”
Margarida Pereira, referiu que os PDM’s “preocupam-se com as novas áreas urbanas” e “esquecem os centros das cidades” e “esquecem as áreas consolidadas” que, ao longos dos anos “degradam-se”.
“Num período de baixo investimento público” referiu é necessária “uma nova leitura do território”, porque sendo feitos investimentos em infraestruturas, depois não existe capacidade de manutenção e tal resulta em “perda de qualidade”.
“Uma organização descontrolada do território tem custos” – sublinhou, porque “cada nova frente de urbanização que se abre é um novo investimento e algo fica para trás na retaguarda”.
Margarida Pereira sublinhou como linhas estratégicas, a não criação de novos perímetros urbanos, e, defendeu o “reforço da densificação” em torno de aglomerados existentes, dando como referência Pinhal Novo e Poceirão, dada a proximidade da via férrea.
Na sua opinião deve existir uma estratégia para “contrariar a construção de espaços novos” e “contrariar a dispersão urbana”.
Criar duas centralidades importantes no município
Na sua intervenção defendeu a construção de equipamentos colectivos estruturantes, evitando que haja um único aglomerado que concentre todos os equipamentos.
Nesse sentido perspectivou “criar duas centralidades importantes no município” de forma a “evitar um concentração única”, apontando Pinhal Novo e Palmela, como os dois pólos de referência no sistema urbano.
Margarida Pereira salientou que a construção de “equipamentos de proximidade” devem ser equacionados como “ferramentas” para “reestruturação do tecido urbano”.
Ao encerrar a sua intervenção referiu que no concelho de Palmela “há muito território” mas é preciso “fazer um fato à medida”, para que se desperdicie “o menos território possível”.













