Moita – Visita do executivo da Junta de Freguesia de Alhos Vedros“Fazermos chegar a voz da população e exigir a resolução de muitas situações”
Duas necessidades no Cabeço Verde: conclusão da sede da Comissão de Moradores e conclusão da segunda fase do saneamento
Ontem, uma comitiva do executivo da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, constituída pela presidente Fernanda Gaspar, o tesoureiro Manuel Graúdo, a Secretária Maria Luís, e o vogal Jorge Taylor, realizou uma visita a alguns locais da freguesia. Uma iniciativa que visa tomar contacto com a realidade dos problemas e que a presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros diz surgir com o objectivo da realização de um “balanço partilhado” com a população e com a finalidade de melhor conhecer as dificuldades para “fazermos chegar a voz da população e exigir a resolução de muitas situações.”
Ontem, uma comitiva do executivo da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, constituída pela presidente Fernanda Gaspar, o tesoureiro Manuel Graúdo, a Secretária Maria Luís, e o vogal Jorge Taylor, realizou uma visita a alguns locais da freguesia. Uma iniciativa que visa tomar contacto com a realidade dos problemas e que a presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros diz surgir com o objectivo da realização de um “balanço partilhado” com a população e com a finalidade de melhor conhecer as dificuldades para “fazermos chegar a voz da população e exigir a resolução de muitas situações.”

Por Jornal Rostos
Ver não só os problemas ou aspectos mais negativos, mas também os mais positivos
A visita começou pela manhã na zona industrial de S. Pedro, na Corça. O primeiro ponto da passagem foi pela Serigrafia Horta, Lda, que está nas novas instalações desde Setembro de 2008, o que Joaquina Horta, responsável pela empresa, diz ter representado “um salto muito grande em termos de condições”. Com seis funcionários, incluindo uma estagiária da Associação Rumo, a empresa familiar assume como um dos objectivos: ”melhorar ao máximo as questões do ambiente” dentro das instalações, nesse âmbito, para além de realizarem a separação dos resíduos, que são recolhidos pela Amarsul uma vez por semana, Henrique Horta, responsável pela empresa, deu ainda a conhecer o recanto que comporta uma pequena “ETAR” para o tratamento das tintas utilizadas e que permite o reaproveitamento da água, o que entende ter sido o “investimento mais correcto”. A presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Fernanda Gaspar, congratulou a empresa pela sua preocupação e sublinhou que a visita tinha o propósito também de ver não só os problemas ou aspectos mais negativos, mas também os mais positivos. Ainda na Rua dos Flamingos, apreciou-se a vista para o esteiro do rio Tejo, mas não se deixou de se reparar num pequeno entulho, que se encontrava a manchar o pequeno jardim que ali se encontra. Um reparo a registar.
Duas necessidades no Cabeço Verde: conclusão da sede da Comissão de Moradores e conclusão da segunda fase do saneamento
Na localidade de Cabeço Verde, que estabelece os limites entre a freguesia de Santo António da Charneca, concelho do Barreiro e Alhos Vedros, concelho da Moita, foram abordadas duas questões: a primeira acerca da situação da sede da Comissão de Moradores, que necessita de cerca de 12 mil euros para ficar terminada e posta ao serviço da população e a segunda, que passa pela necessidade da conclusão da segunda fase do saneamento em algumas ruas perpendiculares à Rua 25 de Abril.
Sede da Comissão de Moradores de Cabeço Verde necessita de 12 mil euros para ficar concluida
Sobre a sede da Comissão de Moradores de Cabeço Verde, António Torres, um dos membros da Comissão, deu a conhecer o ponto de situação. Referindo que faltam cerca de 12 mil euros para se poder acabar a obra. Com as paredes levantadas e tecto já construído, faltam agora as obras interiores e o arranjo do espaço exterior. Um pedido que diz ter sido transmito à Câmara Municipal da Moita e que aguardam uma resposta. “Esperamos boas notícias”, expressa, ao que sublinha a importância da concretização de um espaço que diz ser essencial para a população que ali reside. Uma “sala de convívio” que permita trazer distracção, conforto e também informação a uma população maioritariamente idosa. Enquanto falava da sede, não deixou de realçar o empenho de Manuel Nunes, um dos fundadores da Comissão, na execução da obra e dos seus sonhos: “ele já pensava em fazer um segundo piso”. E ainda sobre aspirações, revelou a vontade de que a sede pudesse ser inaugurada numa data simbólica, no dia 25 de Abril, assinalando a altura em que começaram a surgir as primeiras Comissões de Moradores.
Comissões de Moradores - “extensões das Juntas de Freguesia”
Sublinhando a importância das Comissões de Moradores, que disse serem “extensões das Juntas de Freguesia”, a presidente da Junta de Alhos Vedros comprometeu-se em contactar a Câmara da Moita para dar conta da situação e realçou a importância da existência das sedes das Comissões para a população, ao que acrescentou: “O concelho da Moita prefere ter uma Casa da Comissão de Moradores ao serviço da população para poderem exercer os seus direitos cívicos, do que estar a alugar espaços.”
Rua 11 de Março - problemas de inundações que a rua sofria foram resolvidos.
De passagem pela Rua 11 de Março, a presidente da Junta sublinhou as melhorias que ali se verificaram e que resultaram das obras de pavimentação, saneamento e electrificação, que foram contrapartidas da construção da urbanização “Casas do Campo”. Assim, com, os passeios e estrada arranjada, diz que os problemas de inundações que a rua sofria foram resolvidos.
Leitaria - Visita por uma actividade que faz parte das tradições do concelho da Moita
A visita por uma actividade que faz parte das tradições do concelho da Moita, também foi ponto de passagem. Na Vacaria da Quinta da Migalha, em Rego de Água, que é propriedade de José Policarpo já há 60 anos, pode-se ver de perto como trabalha uma leitaria. Apesar da crise, que o senhor Zé não deixa de sentir, refere que por dia são produzidos, em média, seis mil litros de leite. Um homem que não dispensa o uso do barrete, começou o seu negócio aos 22 anos, quando adquiriu a propriedade e se dedicou inicialmente ao rebanho de ovelhas. “Nunca tive patrão”, conta e refere que tem hoje 400 vacas e 200 a ordenhar. Em dia de nascimento de um vitelo, que ainda mal conseguia equilibra-se nas patas, Zé Policarpo falou das muitas memórias que guarda, dos prémios ganhos, nacionais e internacionais, e dos muitos episódios que marcam a vida e que trazem as emoções.
A visita, essa terminou no Bairro Macho, onde o executivo, pode constatar as melhorias verificadas na área da higiene e limpeza e quanto às queixas da população, apontam agora para a existência de um terreno, junto à Estrada Nacional 11-2, com materiais de sucata e para a necessidade de um passeio até ao cemitério municipal. E quanto a uma próxima visita pela freguesia, Fernanda Gaspar adiantou: "vamos fazer um esforço para ainda conseguir fazer outra, que será mais no Verão."
Andreia Catarina Lopes
A visita começou pela manhã na zona industrial de S. Pedro, na Corça. O primeiro ponto da passagem foi pela Serigrafia Horta, Lda, que está nas novas instalações desde Setembro de 2008, o que Joaquina Horta, responsável pela empresa, diz ter representado “um salto muito grande em termos de condições”. Com seis funcionários, incluindo uma estagiária da Associação Rumo, a empresa familiar assume como um dos objectivos: ”melhorar ao máximo as questões do ambiente” dentro das instalações, nesse âmbito, para além de realizarem a separação dos resíduos, que são recolhidos pela Amarsul uma vez por semana, Henrique Horta, responsável pela empresa, deu ainda a conhecer o recanto que comporta uma pequena “ETAR” para o tratamento das tintas utilizadas e que permite o reaproveitamento da água, o que entende ter sido o “investimento mais correcto”. A presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, Fernanda Gaspar, congratulou a empresa pela sua preocupação e sublinhou que a visita tinha o propósito também de ver não só os problemas ou aspectos mais negativos, mas também os mais positivos. Ainda na Rua dos Flamingos, apreciou-se a vista para o esteiro do rio Tejo, mas não se deixou de se reparar num pequeno entulho, que se encontrava a manchar o pequeno jardim que ali se encontra. Um reparo a registar.
Duas necessidades no Cabeço Verde: conclusão da sede da Comissão de Moradores e conclusão da segunda fase do saneamento
Na localidade de Cabeço Verde, que estabelece os limites entre a freguesia de Santo António da Charneca, concelho do Barreiro e Alhos Vedros, concelho da Moita, foram abordadas duas questões: a primeira acerca da situação da sede da Comissão de Moradores, que necessita de cerca de 12 mil euros para ficar terminada e posta ao serviço da população e a segunda, que passa pela necessidade da conclusão da segunda fase do saneamento em algumas ruas perpendiculares à Rua 25 de Abril.
Sede da Comissão de Moradores de Cabeço Verde necessita de 12 mil euros para ficar concluida
Sobre a sede da Comissão de Moradores de Cabeço Verde, António Torres, um dos membros da Comissão, deu a conhecer o ponto de situação. Referindo que faltam cerca de 12 mil euros para se poder acabar a obra. Com as paredes levantadas e tecto já construído, faltam agora as obras interiores e o arranjo do espaço exterior. Um pedido que diz ter sido transmito à Câmara Municipal da Moita e que aguardam uma resposta. “Esperamos boas notícias”, expressa, ao que sublinha a importância da concretização de um espaço que diz ser essencial para a população que ali reside. Uma “sala de convívio” que permita trazer distracção, conforto e também informação a uma população maioritariamente idosa. Enquanto falava da sede, não deixou de realçar o empenho de Manuel Nunes, um dos fundadores da Comissão, na execução da obra e dos seus sonhos: “ele já pensava em fazer um segundo piso”. E ainda sobre aspirações, revelou a vontade de que a sede pudesse ser inaugurada numa data simbólica, no dia 25 de Abril, assinalando a altura em que começaram a surgir as primeiras Comissões de Moradores.
Comissões de Moradores - “extensões das Juntas de Freguesia”
Sublinhando a importância das Comissões de Moradores, que disse serem “extensões das Juntas de Freguesia”, a presidente da Junta de Alhos Vedros comprometeu-se em contactar a Câmara da Moita para dar conta da situação e realçou a importância da existência das sedes das Comissões para a população, ao que acrescentou: “O concelho da Moita prefere ter uma Casa da Comissão de Moradores ao serviço da população para poderem exercer os seus direitos cívicos, do que estar a alugar espaços.”
Rua 11 de Março - problemas de inundações que a rua sofria foram resolvidos.
De passagem pela Rua 11 de Março, a presidente da Junta sublinhou as melhorias que ali se verificaram e que resultaram das obras de pavimentação, saneamento e electrificação, que foram contrapartidas da construção da urbanização “Casas do Campo”. Assim, com, os passeios e estrada arranjada, diz que os problemas de inundações que a rua sofria foram resolvidos.
Leitaria - Visita por uma actividade que faz parte das tradições do concelho da Moita
A visita por uma actividade que faz parte das tradições do concelho da Moita, também foi ponto de passagem. Na Vacaria da Quinta da Migalha, em Rego de Água, que é propriedade de José Policarpo já há 60 anos, pode-se ver de perto como trabalha uma leitaria. Apesar da crise, que o senhor Zé não deixa de sentir, refere que por dia são produzidos, em média, seis mil litros de leite. Um homem que não dispensa o uso do barrete, começou o seu negócio aos 22 anos, quando adquiriu a propriedade e se dedicou inicialmente ao rebanho de ovelhas. “Nunca tive patrão”, conta e refere que tem hoje 400 vacas e 200 a ordenhar. Em dia de nascimento de um vitelo, que ainda mal conseguia equilibra-se nas patas, Zé Policarpo falou das muitas memórias que guarda, dos prémios ganhos, nacionais e internacionais, e dos muitos episódios que marcam a vida e que trazem as emoções.
A visita, essa terminou no Bairro Macho, onde o executivo, pode constatar as melhorias verificadas na área da higiene e limpeza e quanto às queixas da população, apontam agora para a existência de um terreno, junto à Estrada Nacional 11-2, com materiais de sucata e para a necessidade de um passeio até ao cemitério municipal. E quanto a uma próxima visita pela freguesia, Fernanda Gaspar adiantou: "vamos fazer um esforço para ainda conseguir fazer outra, que será mais no Verão."
Andreia Catarina Lopes

















