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Perspectivas

Fórum Palmela XXIDefendida a criação de uma “Agência de Promoção do Investimento”

. Internacionalização da economia do concelho de Palmela

. Urgência de “existir uma boa Lei dos solos a nível nacional”

No debate que encerrou o Fórum Palmela XXI, que decorreu no Cine-Teatro S. João, em Palmela, Oliveira Neves, salientou que, quer o Novo Aeroporto de Lisboa, quer a Plataforma Logística do Poceirão, “podem permitir a valorização do concelho de Palmela”, colocando no horizonte a abertura de portas à exportação para novos mercados, quer ao nível Europeu, quer para os Estados Unidos da América.

A possibilidade de criação de uma “Agência de Promoção do Investimento” como “uma ferramenta orientada para a atracção de investimento” foi uma ideia-força defendida por Oliveira Neves.

António Cardoso, salientou as condições óptimas existentes no concelho de Palmela tendo em vista estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte privilegiado, apontando a necessidade de criação de uma rede ciclovias.

6 min de leitura
Fórum Palmela XXI Defendida a criação de uma “Agência de Promoção do Investimento”

Por Jornal Rostos

O Fórum Palmela XXI foi promovido com a finalidade de proporcionar, aos diversos agentes locais, um debate sobre a estratégia de desenvolvimento e intervenção no concelho de Palmela.
No debate de encerramento Octávio Machado, apontou a necessidade de serem tomadas medidas de requalificação das zonas industriais do concelho de Palmela, assim como sublinhou a importância de se “compatibilizar a revisão do PDM com as entidades nacionais e distritais”, tendo em consideração os investimentos que estão projectados para o Distrito de Setúbal.

Internacionalização da economia do concelho de Palmela

Neste contexto, Oliveira Neves, salientou que, quer o Novo Aeroporto de Lisboa, quer a Plataforma Logística do Poceirão, “podem permitir a valorização do concelho de Palmela”.
Na sua opinião, estas infraestruturas podem abrir a porta ao desenvolvimento empresarial, nomeadamente a valorização das culturas locais, colocando no horizonte a possibilidade de exportação para novos mercados, quer ao nível Europeu, quer para os Estados Unidos da América.
Na sua intervenção sublinhou que estas infraestruturas podem contribuir para a “internacionalização da economia do concelho de Palmela” ao nível dos produtos agro-alimentares, e, considerou que, também, podem existir condições para se gerar, no concelho de Palmela, uma nova linha de actividades ao nível da restauração.

Criação de uma “Agência de Promoção do Investimento”

A possibilidade de criação de uma “Agência de Promoção do Investimento” como “uma ferramenta orientada para a atracção de investimento” foi uma ideia-força defendida por Oliveira Neves.
Na sua opinião a estratégia deverá perspectivar “o reforço do valor acrescentado ao nível local” fomentando “uma melhor inserção no mercado dos produtos locais”, através das novas infraestruturas, quer novo Aeroporto, quer da Plataforma Logística.

Urgência de “existir uma boa Lei dos solos a nível nacional”

Um dos temas que suscitou reflexão foi a necessidade de reconversão das zonas de AUGI’s, perspectivando uma intervenção, de um membro de
uma AUGI, a urgência de “existir uma boa Lei dos solos a nível nacional”, porque, disse “é uma lei que não existe”.
Na sua intervenção o munícipe reconheceu que no âmbito da revisão do PDM a “a Câmara Municipal de Palmela está a ter uma preocupação muito mais ampla” sobre esta matéria e, acrescentou, a necessidade da autarquia “não permitir que se construa nas zonas de AUGI’s”.
Sobre esta matéria Margarida Pereira, recordou que o “direito de propriedade” não é igual ao “direito de construção”.
Neste contexto, referiu que “o processo de reconversão da área de AUGI’s que existe no concelho de Palmela é muito grande e cuja reconversão terá custos muito elevados”, defendendo a necessidade de serem incorporadas esta áreas no processo de “recuperação urbana”.

É preciso desenhar uma ocupação turística adaptada ao espaço rural

Rita Vinhas, interrogou sobre a possibilidade do PDM prever a construção de uma zona de ocupação turística numa área agrícola florestal, se tal, não significa estar a criar em confronto duas realidades, com características diferenciadas.
A munícipe expressou a sua perplexidade pelo facto de se projectar uma área de ocupação turística numa zona de ocupação agrícola florestal.
Maria do Rosário Partidário, defendeu que “è perfeitamente compatível existir turismo em zona de actividade agrícola”.
Na sua opinião, “é preciso desenhar uma ocupação turística adaptada ao espaço rural”, garantindo a “sustentabilidade ambiental”.
“O modelo de turismo de Palmela não é equivalente ao turismo da Costa da Caparica” – sublinhou.
Outro munícipe, alertou para o facto de estar a ser autorizado um licenciamento urbano, para habitação, por baixo de uma linha de alta tensão.
E criticou o facto de na sua zona de residência estar a ser destruída uma estrada que foi construída pelos moradores.
Na sua intervenção solicitou que fosse efectuada uma avaliação das taxas de ocupação do empreendimento turístico que existe implantado na Quinta do Anjo.

Apostar “na requalificação do centro histórico”

Margarida Pereira, numa intervenção final, comentou a importância de na estratégia do PDM se apostar “na requalificação do centro histórico”, uma acção onde a Câmara Municipal de Palmela “pode ter um papel de liderança”, embora, sublinhasse que esta é “uma tarefa para uma década”.
Referiu que a existência de uma estratégia de dispersão urbana, que existe, tem custos elevados ao nível de infraestruturas.

“É preciso apoiar quem sabe fazer vinho”

António Cardoso, sublinhou a sua discordância pela existência de explorações pecuárias, a norte do concelho de Palmela, onde existem milhares de cabeças de gado, num espaço restrito, situação que considerou urgente de ser analisada ao nível jurídico.
Na sua intervenção referiu que “tudo o que está relacionado com a actividade agrícola no concelho de Palmela está a ser considerado” ao nível da revisão do PDM.
“É preciso apoiar quem sabe fazer vinho” – sublinhou.

Condições óptimas para estimular a utilização da bicicleta

A finalizar salientou as condições óptimas existentes no concelho de Palmela tendo em vista estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte privilegiado, apontando a necessidade de criação de uma rede ciclovias.
“O concelho é plano, com excepção de Palmela” – salientou.

Desenvolvimento dos perímetros urbanos da proximidade dos pólos de Caminhos de Ferro

João Antunes, do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico da Câmara Municipal de Palmela, sublinhou a importância de se apostar no “desenvolvimento dos perímetros urbanos da proximidade dos pólos de Caminhos de Ferro”.
Na sua intervenção referiu que a reconversão das AUGI’s é considerado um “processo de transformação” dos perímetros urbanos existentes no concelho de Palmela.

Duas áreas de implantação turística

João Antunes sublinhou que na revisão do PDM vão ser contempladas duas áreas de implantação turística, uma na zona de Zambujal, outra no Rio Frio, sendo eliminada uma das áreas perspectivadas no actual PDM.
Ao nível da mobilidade recordou que a estrada 252, vai ter uma variante.
Entre as preocupações com a revisão do PDM salientou a preocupação de “qualificar as áreas industriais.”
João Antunes, a finalizar salientou que esta sessão não significava o encerramento do processo de revisão do PDM, “não é o fecho do PDM”, pois outras reuniões e reflexões serão dinamizadas.

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