Relatório sobre Qualidade de Água do Barreiro de 2008Necessidade de mais cuidados por parte dos utilizadores das piscinas
Ainda sobre as piscinas, sublinhou a necessidade de “maior vigilância da camada superficial das piscinas e de mais cuidados por parte dos utilizadores” e, nesse âmbito, foi apresentado um cartaz e um folheto referentes a uma campanha de sensibilização para a utilização correcta das piscinas do concelho. Sobre a questão, o delegado de Saúde do Barreiro fundamentou: “independente da desinfecção da água feita regularmente, se a higiene das pessoas não for adequada há sempre a possibilidade de haver contaminação”.

Por Jornal Rostos
Na apresentação dos resultados do Relatório sobre a qualidade da água para consumo humano e piscinas do concelho do Barreiro, no ano de 2008, pela Unidade de Saúde Pública (USP) do Barreiro, o delegado de Saúde do Barreiro, Mário Durval, referiu que em termos globais a qualidade de água “evoluiu positivamente”. A respeito da água para consumo refere que “tem mantido uma qualidade idêntica ao ano anterior”, podendo utilizar-se a expressão que utilizou no ano passado: “Recomenda-se a água aos barreirenses.”
Análise à qualidade de água de consumo: “os resultados não foram muito diferentes” dos de 2007
Marília Marques, gestora do programa de análise, sobre as águas de consumo referiu que, apesar de terem sido feitas em 2008 menos 38 análises de campo pelo Serviço de Engenharia Sanitária do que em 2007, “os resultados não foram muito diferentes”. Num total de 130 análises de campo, 92 estavam conformes e 38 apresentavam níveis de cloro abaixo dos 0,2mg/l, valor que, segundo as regras comunitárias, aumenta o risco de contaminação. Adianta que houve uma “ligeira melhoria no sector central” e quanto aos outros sectores, refere que se mantiveram semelhantes, ao que acrescenta: “talvez devido ao problema de não haver vários pontos de cloragem ao longo da rede”, e acrescenta: “mas estamos em sintonia com a Câmara e qualquer problema, quer haja pouco cloro ou a mais, é resolvido.”
Piscina do Hospital do Barreiro destaca-se pela qualidade de água
Em relação à vigilância das águas das piscinas, quer de recreio, quer de fisioterapia, das cinco piscinas analisadas, refere que os resultados obtidos, tal como em 2008, melhoraram fundamentalmente na Piscina de Fisioterapia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário “foi a que se destacou com a melhor qualidade em 2008”, realçou, ao que acrescentou: “significa que a nossa intervenção, que tem sido muito activa com a responsável da piscina, tem dado resultados, embora seja uma piscina diferentes das outras, cuja temperatura da água requer mais atenção”. Na Piscina da Escolas Fuzileiros Navais, da do Colégio Minerva e da do Refúgio dos Fidalguinhos diz que houve uma “melhoria significativa” e quanto à Piscina Municipal do Barreiro refere que houve um “ligeiro aumento de colheitas não conformes.”
“Camada superficial das piscinas precisa de maior vigilância e cuidado”
Para além do relatório anual da qualidade da água, foi ainda apresentado um cartaz e folhetos a serem distribuídos brevemente sobre uma campanha de sensibilização para as normas de utilização consciente das piscinas do concelho, de forma a promover a qualidade das mesmas. O delegado de Saúde do Barreiro referiu que a iniciativa surge pelo “problema de higiene que está em causa nas piscinas”. Sublinhando que a “camada superficial das piscinas precisa de maior vigilância e cuidado.” Nesse âmbito, refere que a campanha alude para alguns cuidados e regras que os utilizadores devem ter, como o hábito de “tomar banho antes de ir para a piscina,” que diz ser muito importante e fundamenta: “independente da desinfecção da água feita regularmente, se a higiene das pessoas não for adequada há sempre a possibilidade de haver contaminação”.
À semelhança dos anos anteriores, a água das praias fluviais não foi analisada, aguardando-se a construção da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) Barreiro/Moita.
Andreia Catarina Lopes













