Aprovação da construção da Terceira Travessia do Tejo“Valeu a pena todo o empenho da população do Barreiro e dos órgãos autárquicos”
“A Quercus teve sempre uma posição que não me parece a mais justa, querem penalizar os que já são penalizados”
“Terceira travessia do Tejo não induz mais do que 1 por cento de carros em Lisboa”
Depois da “luz verde” dada ontem pelo Ministério do Ambiente para a construção da terceira travessia do Tejo, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro diz ter recebido a notícia com “satisfação mas também com responsabilidade.” Expressando que, em relação à Declaração de Impacte Ambiental,: “no que diz respeito ao Barreiro, consideramos que no fundamental foram considerado as nossas chamadas de atenção e propostas.” E sobre as condicionantes anunciadas, defende: “Achamos que os corredores de entrada em Lisboa devem ser tratados em pé de igualdade.”
A construção da ponte com as funções rodo-ferroviárias, a futura Estação Multimodal nas instalações dos TCB e a construção da Ponte Barreiro/Seixal são “as questões mais substanciais” que sublinha acerca da decisão do Governo e que diz irem ao encontro do que a autarquia defendia. E quanto à posição da Quercus que diz que vai avançar com uma queixa formal para a Comissão Europeia, o autarca comenta: “ a Quercus teve sempre, sobre esta matéria, uma posição que não me parece a mais justa, querem penalizar os que já são penalizados”, ao que adianta: “o corredor do Barreiro não tem acesso rodoviário.

Por Jornal Rostos
“Valeu a pena todo o empenho da população do Barreiro e dos órgãos autárquicos”, expressou, hoje, em conferência de imprensa o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, acerca da “luz verde” dada ontem pelo Ministério do Ambiente para a construção da Terceira Travessia do Tejo, entre Chelas e Barreiro. Nesse sentido, fez ainda referência ao que diz ter sido “as mais de 11 mil assinaturas no abaixo-assinado a defender as soluções adoptadas para a Travessia.”
A construção da ponte com as funções rodo-ferroviárias, a futura Estação Multimodal nas oficinas dos TCB e a construção da Ponte Barreiro/Seixal são “as questões mais substanciais” que sublinha acerca da decisão do Governo e que diz irem ao encontro do que a autarquia defendia.
DIA - “no que diz respeito ao Barreiro, no fundamental, foram consideradas as nossas chamadas de atenção e propostas”
O presidente da Câmara do Barreiro chama ainda a atenção para a necessidade de se “articular bem, e construir um conjunto de acessibilidades rodoviárias que permitam chegar à ponte” para que “de forma harmoniosa o concelho do Barreiro funcione como um todo e de forma articulada”. Da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) que o Governo considerou favorável, entende que: “no que diz respeito ao Barreiro, no fundamental, foram consideradas as nossas chamadas de atenção e propostas.” Adianta ainda que o DIA prevê “um conjunto de medidas que parecem ajustadas não só na construção mas também na exploração.” Do ponto de vista patrimonial, sublinha a importância de estudar e preservar o núcleo da Telha e realça ainda que a DIA aponta para “a recuperação dos rios Tejo e Coina”. Manifesta-se também “inteiramente de acordo” com a possibilidade de inclusão de uma ciclovia na ponte.
“Achamos que os corredores de entrada em Lisboa devem ser tratados em pé de igualdade”
E das condicionantes anunciadas na DIA, como um sistema de portagens diferenciadas, de modo a penalizar “o (s) período (s) de maior procura”, assim como a limitação de velocidade a 80km/h, o presidente da Câmara do Barreiro diz que a autarquia tem uma posição “muito clara”: “achamos que os corredores de entrada em Lisboa devem ser tratados em pé de igualdade”. E acrescentou: “Se isso serve os interesses da população da Área Metropolitana de Lisboa e do país e se resolve os problemas da qualidade do ar e do ruído, estamos disponíveis a aceitar, desde que os corredores sejam tratados com a mesma igualdade”, ao que fundamenta: “não estamos é de acordo que o corredor de arranque do Barreiro tenha estas limitações e que todos os outros corredores não tenham e não estou a falar apenas da margem sul, também os da margem norte para entrar em Lisboa. E sobre esta questão, refere ainda: “o estudo faz referência a isso, que é preciso, desde já, ir implementando medidas nos corredores já existentes.”
“ A Quercus teve sempre uma posição que não me parece a mais justa, querem penalizar os que já são penalizados”
Quanto à posição da Quercus que diz que vai avançar com uma queixa formal para a Comissão Europeia, entendendo que a terceira travessia sobre o Tejo rodo-ferroviária, implica o incumprimento da legislação comunitária na área do ruído, qualidade do ar e objectivos nacionais de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE), o autarca barreirense entende que “isso não vai impedir o andamento do processo” e comenta: “ a Quercus teve sempre sobre esta matéria uma posição que não me parece a mais justa, querem penalizar os que já são penalizados”, ao que adianta: “o corredor do Barreiro não tem acesso rodoviário”. Acrescenta ainda que a Câmara do Barreiro “está a fazer um esforço com a CCDR a propósito das questões de qualidade de ar, através de um conjunto de medidas”. E a respeito de a DIA sublinhar que a construção da componente ferroviária deverá ser privilegiada em relação à rodoviária, defende que “a função rodoviária abra ao mesmo tempo que a ferroviária.”
“Terceira travessia do Tejo não induz mais do que 1 por cento de carros em Lisboa”
Por sua vez, o vereador Joaquim Matias, responsável pelo Departamento de Planeamento e Gestão Urbana (DPGU) da CMB, sublinha que segundo os estudos realizados a “terceira travessia não induz mais do que 1 por cento de carros em Lisboa”. Refere ainda que o Plano Director Municipal (PDM) do Barreiro contempla desde 1992 um corredor rodo-ferrofiário, outro para o Metro Sul do Tejo e também a Travessia para o Seixal. Realça ainda o facto de que “a rede viária do concelho terá de ser adaptada” e” Sobre o facto de a Declaração falar na recuperação dos rios, o que diz ir ao encontro da Iniciativa Municipal de Programação da Área Ribeirinha (IMPAR), expressou: “terá um forte desenvolvimento suscitado pelas questões de impacto ambiental.”
Previsto em Março a abertura do concurso público para a construção da ponte
Considerando a decisão do Governo como “mais um passo” que “torna mais próxima a construção da Terceira Travessia do Tejo”, Carlos Humberto lembrou que se aguarda para Março a abertura do concurso público para a construção da ponte.
Andreia Catarina Lopes













