Exposição de Rosário Ribeiro na Galeria de Arte do Barreiro“Comecei a pintar e a desenhar compulsivamente a partir dos cinco anos e nunca parei”
Uma mostra para a qual não escolheu nome e que é constituída por três séries distintas: “Am I still here?”, biombos em que se encontram grandes ícones, como Elvis Presley ou Marilyn Monroe, que vão desaparecendo na escuridão. “Bonecas” que emergem das sombras ou da luz. Séries monocromáticas a que se junta a obra “Cem medos da Cor”, que diz surgir “mesmo para transmitir o não ter medo da cor”.
Obras realizadas entre 2008 e 2009, em que predomina o seu gosto por “brincar com as colagens”. O monocromático e depois a expressão da cor nos “’Cem medos da Cor’, que foram vencidos com a tela, servem de fio condutor à sua exposição.

Por Jornal Rostos
“Comecei a pintar e a desenhar compulsivamente a partir dos cinco anos e nunca parei”, conta Rosário Ribeiro que se licenciou em arquitectura, mas sempre acompanhada “da vontade de pintar”. Quando “parte” para um quadro, diz não o fazer com a tela em branco: “Folheio os jornais e alguns títulos interessam-me porque podem ter duplo sentido, ou porque posso rasgar e descontextualizar e voltar a montar e é por aí que costumo começar”. Um ponto de partida que é uma ideia e que diz que pode “desembocar noutra completamente diferente”. Mas é a partir desse momento que tudo surge “e o que for é impulsivo”, realça.
“Gosto de brincar com colagens”
Na sua segunda exposição no Barreiro, depois de: “Meninas Bonitas”, “que tinham cor e foram fotografias extraídas do álbum da minha avó”, recorda, Rosário Ribeiro tem agora patente na Galeria Municipal de Artes do Barreiro uma exposição composta por três séries, em que predomina o gosto “de brincar com colagens”.
Figuras que ora desaparecem na escuridão, ora emergem da sombra ou da luz
Da série dos biombos, sob o título: “Am I still here?”, surgem grandes ícones como Elvis Presley ou Marilyn Monroe “que vão desaparecendo na escuridão, tapados por véus”, o contrário do que acontece na série “Bonecas”: “as figuras emergem das sombras ou da luz, não se vão apagando”. E sobre essa série composta por seis quadros, utilizando a técnica mista sobre tela, conta: “Estas fotos foram tiradas por mim a uns manequins no Barreiro e que agora fui rebuscar para fazer esta série”. Quanto ao título, revela: “’Bonecas’ porque elas parecem meio humanas, meio bonecas, não sei bem se são pessoas que se estão a transfigurar em bonecas ou se são bonecas que estão a ganhar vida. Sei que estão a olhar para fora, à espera...”
“São ‘Cem medos da Cor’que foram vencidos com esta tela”
Quanto à terceira série, que diz ser mais antiga, tem por nome “Cem Medos da Cor”. Na fuga aos monocromáticos, conta como foi: “foram pintadas manchas de cor de uma forma quase aleatória nas várias telas e depois é que aparecem as sobreposições e as colagens e as transparências para resolver o ‘caos da cor’”. Um quadro que diz surgir “num dia em que disse: ‘Não posso ter medo da cor! ‘e é por isso que comenta: “São ‘Cem medos da Cor’que foram vencidos com esta tela”.
E em relação a próximas exposições, diz já ter uma agendada para Abril na Costa da Caparica “com obras com muita cor”.
A mostra, patente ao público até ao dia 4 de Abril, poderá ser visitada na Galeria Municipal de Arte do Barreiro, na Avenida Alfredo da Silva, nº 15, de terça-feira a sábado das 14 às 20 horas.
Andreia Catarina Lopes













