Painel do Ambiente do BarreiroEmpresas recusam ser um problema porque entendem ser parte da solução
“Queremos continuar a atrair empresas para o Barreiro” – referiu, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que o principal problema do Barreiro reside no desenvolvimento económico e criação de emprego.
“As indústrias fazem falta e são bem vindas ao concelho do Barreiro” – sublinhou Carlos Humberto.
Bruno Vitorino, Vereador do Pelouro do Ambiente, sublinhou que o objectivo do trabalho do Painel do Ambiente do Barreiro é que “exista uma estratégia clara, integrada e transversal com vista á sustentabilidade local”.
“Pretendemos contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho” - salientou a finalizar o Administrador da FISIP, no decorrer da sessão de assinatura Pública da “Magna Carta” do Painel de Ambiente do Barreiro, acrescentando – “como empresas, recusamos a ser um problema, entendemos ser parte da solução”.

Por Jornal Rostos
A Câmara Municipal do Barreiro promoveu, ontem, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro a assinatura Pública da “Magna Carta” do Painel de Ambiente do Barreiro.
Uma iniciativa que é o culminar de um processo de diálogo entre a autarquia, empresas e instituições tendo por objectivo a implementação de políticas ambientais que contribuam para um desenvolvimento sustentável do concelho do Barreiro.
A Mesa que presidiu aos trabalhos foi composta pelo presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto; Bruno Vitorino, vereador do Pelouro do Ambiente; João Dotti, Administrador da FISIPE e Jorge Regino, técnico da FISIPE que integra o Painel de Ambiente do Barreiro e acompanhou o desenvolvimento do projecto da “Magna Carta”.
No decorrer da sessão tomaram posse os membros que vão integrar o «Painel do Ambiente do Barreiro», através da assinatura da «Magna Carta».
Estratégia clara, integrada e transversal com vista á sustentabilidade local
Bruno Vitorino, Vereador do Pelouro do Ambiente, sublinhou que o objectivo do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido é que “exista uma estratégia clara, integrada e transversal com vista á sustentabilidade local”, passando por uma aposta na defesa do património natural – Sapal do Coina, Mata da Machada.
O autarca referiu diversas acções que têm sido dinamizadas com as escolas do concelho do Barreiro, assim como a acção que tem sido desenvolvida pela Agência S.Energia, agora alargada aos concelhos de Montijo e Alcochete.
Plataforma será a base de diálogo e troca de informações
Bruno Vitorino referiu que as preocupações que foram sendo avaliadas relativas à “qualidade do ar”, motivou a necessidade de existir “interacção e uma plataforma de diálogo onde estivessem representadas as empresas, as autarquias e associações representantes da população”.
Na sua opinião a plataforma a constituir será a base de diálogo e troca de informações.
Numa acção que teve o seu início no ano 2007, foram sendo encontrados pontos de acção que permitiram “estar aqui hoje, com um conjunto significativo de empresas”, a assinar a «Magna Carta» no âmbito do Painel do Ambiente do Barreiro.
Na sua intervenção Bruno Vitorino traçou um breve retrato do histórico ambiental do concelho do Barreiro.
Elementos geradores de confiança são fundamentais
Jorge Regino, da FISIPE, que integra o «Painel de Ambiente do Barreiro» salientou a importância do diálogo entre s empresas e a Câmara Municipal do Barreiro, que se traduz na elaboração da «Magna Carta», na perspectiva de dinamização do diálogo entre as empresas e a comunidade.
Na sua opinião é fundamental que se estabeleçam “elementos geradores de confiança que são fundamentais quando tratamos desta temática de ambiente, responsabilidade social e desenvolvimento económico”.
Jorge Regino, salientou diversos momentos de reflexão sobre as políticas ambientais ao nível europeu, que perspectivam a participação das populações, o reforço do modelo social europeu e o desenvolvimento sustentável.
Salientou que é com base nessas politicas europeias que “identificamos a missão do Painel de Ambiente do Barreiro”, tendo em vista o “desenvolvimento do diálogo” e a “troca de informação e estabelecimento de relações de confiança, partilha de conhecimentos entre as empresas do concelho do Barreiro e a comunidade”.
Jorge Regino referiu essencial “promover a participação dos agentes locais” e o envolvimento de crianças e jovens, na valorização do património ambiental da região.
Referiu, igualmente, a importância de serem desenvolvidas “práticas laborais de excelência” que reduzam os impactos ambientais.
Passo importante em matéria ambiental
João Dotti, Administrador da FISIPE, salientou que a criação do «Painel do Ambiente do Barreiro» - “ é um passo importante em matéria ambiental” tendo por objectivo contribuir para “um desenvolvimento sustentável”.
Recordou que o conceito “desenvolvimento sustentável não é novo”, tendo a sua origem nos anos 70, consolidando-se no ano 2002, com a definição que o «desenvolvimento sustentável deve assentar em três pilares independentes e mutuamente sustentadores: desenvolvimento económico, desenvolvimento social e protecção ambiental.»
“O conceito d desenvolvimento sustentável torna-se particularmente importante no período de recessão que atravessamos, porque uma abordagem integrada ajudar-nos-á a atravessar as dificuldades actuais” – referiu João Dott.
Na sua opinião em Portugal temos bons exemplos de boas práticas ambientais, recordando que o complexo industrial de Estarreja, que adoptou um modelo idêntico ao que vai ser implementado no Barreiro, recebeu um Prémio Europeu.
João Dotti considera essencial a existência de relações de transparência entre as empresas e a comunidade envolvida.
Recusamos a ser um problema, entendemos ser parte da solução
“Estamos empenhados em desenvolver as nossas actividades de uma forma sustentável procurando o equilíbrio entre os aspectos económicos, ambientais e sociais” – referiu.
“Pretendemos contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho, procurando contribuir para a solução de questões criticas como o desemprego, desperdício, degradação ambiental, segurança, saúde e direitos humanos. Em resumo diremos que como empresas, recusamos a ser um problema, entendemos ser parte da solução” – salientou a finalizar o Administrador da FISIPE.
As indústrias fazem falta e são bem vindas ao concelho do Barreiro
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a importância desta iniciativa no âmbito da politica ambiental e referiu a necessidade de se “aumentar a atractividade do concelho do Barreiro”, para que se instalem todo o tipo de empresas, de serviços e indústria, com respeito pelo ambiente.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu a aprovação do estudo de impacto ambiental da Terceira Travessia do Tejo, como um passo importante para o desenvolvimento do concelho do Barreiro.
“Queremos continuar a atrair empresas para o Barreiro” – referiu, acrescentando que o principal problema do Barreiro reside no desenvolvimento económico e criação de emprego.
“As indústrias fazem falta e são bem vindas ao concelho do Barreiro” – sublinhou Carlos Humberto.
Discussão pública do Plano de Urbanização da Quimiparque em articulação com o território ferroviário
Na sua intervenção o presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou a importância dos territórios da Quimiparque e Ferroviário no desenvolvimento do concelho do Barreiro, referindo ser essencial no planeamento que exista a articulação dos dois territórios.
O autarca referiu que, provavelmente em Abril será possível iniciar a discussão pública do Plano de Urbanização da Quimiparque em articulação com o território ferroviário.
S.P.
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