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Perspectivas

Factura e leitura mensal de água no BarreiroRedes de águas e saneamento da Quimiparque vão ser integradas no sistema do concelho do Barreiro

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que está em fase de conclusão um estudo económico e financeiro sobre as águas, saneamento e resíduos sólidos urbanos, acrescentando que estão a ser concretizados investimentos – “como há muitos anos não fazíamos”.

A vereadora Sofia Martins apelou à compreensão dos munícipes para alguma situação anómala que possa acontecer, com a aplicação do novo sistema de facturação e expressou toda a disponibilidade para serem solucionados os problemas que possam ser registados.

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Factura e leitura mensal de água no Barreiro Redes de águas e saneamento da Quimiparque vão ser integradas no sistema do concelho do Barreiro

Por Jornal Rostos

Sofia Martins, Vereadora responsável pelo Pelouro de Águas e Saneamento, no decorrer de um encontro com os órgãos de comunicação social, referiu que devido à mudança do software da empresa que presta o serviço de facturação de água à autarquia, tal implicou a migração de todos os dados de 42 mil consumidores da Câmara Municipal do Barreiro, para o novo software para emissão de novas facturas.
“O processo implica operações difíceis quando se trata da migração de dados” – referiu, poderão acontecer problemas e surgir anomalias nas facturas que chegam aos munícipes.
A autarca salientou que foi enviada informação para todos os consumidores, esclarecendo as mudanças que se registaram, acrescentando que para o universo de toda a facturação “não existe nada de significativo”.

Tivemos uma factura com um número exagerado

Sofia Martins apelou à compreensão dos munícipes para alguma situação anómala que possa acontecer e expressou a disponibilidade para serem solucionados os problemas que possam ser registados.
“Até agora tivemos uma factura com um número exagerado, e cerca de 34 facturas que saíram em duplicado” - referiu.
Segundo Sofia Martins, a Câmara Municipal do Barreiro – “tem das melhores arrumações de dados do Distrito de Setúbal”.

Factura e leitura mensal

Na sua intervenção salientou que a facturação de água está a ser concretizada de acordo com a nova legislação, “com factura mensal” e “com leitura mensal”, sendo de registar que os valores passam a ser mais baixos que o habitual.
Referiu a autarca que foi efectuado um trabalho rigoroso de controle da facturação, facto que originou um atraso de cerca de quinze dias no envio das facturas para os consumidores.
Sofia Martins sublinhou que a Câmara Municipal do Barreiro, pelo facto de iniciar a facturação mensal – “gasta mais de 200 mil euros em emissão de facturas” e procedeu à admissão de mais quatro leitores-cobradores.

Uma receita que vai directa para a ARH

Outro assunto referenciado pela autarca, foi a aplicação da Taxa de Recursos Hídricos, cuja cobrança vai ter inicio na nova facturação.
“Esta é uma receita que vai directa para a ARH – Administração Hidrográfica do Tejo” – sublinhou, referindo que a autarquia expressou a sua discordância da aplicação desta nova taxa.

Facturação foi sempre realizada com base na leitura real

No decorrer do diálogo com os jornalistas, foi esclarecido que pelo facto de a cobrança mensal de água ser facturada de dois em dois meses, tal não tinha influência nos escalões de consumo, porque a facturação foi sempre realizada com base na leitura real.
A factura saía de dois em dois meses mas era sempre correspondente à leitura mensal, porque – “era dividida por dois”.
Foi esclarecido que poderiam existir situações que o consumidor subia de escalão num mês, mas descia no mês seguinte, devido à média.
Sofia Martins, acrescentou que está para publicação a Lei Base do Tarifário, que estabelece novas regras do tarifário das águas para todo o país.
“Nessa lei todos os escalões vão ser fixos e vão ser por enchimento. A pessoa só gasta aquilo que gastou. Será por escalão de enchimento” – sublinhou.
De acordo com a Vereadora Sofia Martins, com a aplicação do novo tarifário previsto, futuramente serão efectuados acertos na facturação, com uma periodicidade regular, situação que não acontece actualmente.
“Não é claro que seja mais justo um sistema ou outro” – referiu salientando que podendo existir equilíbrios “o preço final pode não ser mais barato”, para o consumidor.
“Estamos a preparar tudo para aplicar, quando a lei for publicada” – sublinhou Sofia Martins.

Foi um esforço imenso dos serviços e dos trabalhadores

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que ao “nível das águas e saneamento há um esforço muito grande de todo o serviço, para resolver os problemas que temos e trabalhamos de forma sustentada e planificada nesta área”.
O autarca referiu que as medidas que estão a ser tomadas “não são perceptíveis” mas do ponto de vista técnico “são muito exigentes”.
“Foi um esforço imenso dos serviços e dos trabalhadores, um trabalho imenso, de grande qualidade e de grande rigor” – salientou.

Em fase de conclusão um estudo económico e financeiro

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que está em fase de conclusão um estudo económico e financeiro sobre as águas, saneamento e resíduos sólidos urbanos.
Referiu, igualmente que estão a ser concretizados investimentos – “como há muitos anos não fazíamos”.
Salientou o investimento de meio milhão de euros nos depósitos de água – “vão ser todos recuperados no prazo de dez meses”.
“Estamos a elaborar um plano de investimento de médio prazo nas águas e saneamento” – sublinhou, acrescentando o investimento que está a ser desenvolvido na implementação da telegestão.
“Com pouquíssimos meios, estamos a fazer um esforço de grande qualidade em todo o sector das Águas e Saneamento” - referiu Carlos Humberto.
O autarca recordou que no concelho do Barreiro existe “uma rede muito velha” mas apesar dessa realidade “não temos falta de água”, embora, disse, “temos muitas roturas”.
“Estamos a trabalhar já há alguns meses, a estudar a integração da rede da Quimiparque no sistema do concelho do Barreiro” – referiu.

Temos água de qualidade

Sofia Martins, esclareceu que a qualidade da água no concelho do Barreiro, atinge numa escala de 0 a 100, atinge uma classificação de 98% de valores.
“Estamos de parabéns. Temos uma boa água” – sublinhou.
Recordou, ainda, que “somos dos municípios com água mais barata”, no entanto, acrescentou que são necessários efectuar ajustamentos de preços, porque, disse, “quando a Câmara não aumenta a água é sempre o munícipe que está a pagar”, dado que sendo a Câmara a suportar os custos, fica sem recursos para realizar investimentos em diversas áreas.
O presidente da Câmara referiu se fosse aplicada a lei o custo da água seria o dobro do preço que está sendo praticado pela autarquia.

S.P.

BREVE REGISTO DE REPORTAGEM

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