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Perspectivas

522.º Aniversário da freguesia do BarreiroLançamento do livro: “Barreiro. O Lugar e a História”
"Mais um passo para olhar a nossa terra, amá-la”

Obra que “enriquece o passado histórico do Barreiro”

Entregue candidatura do Barreiro Velho aos Centros Históricos

Adjudicada a obra de recuperação do túnel da Rua Miguel Bombarda

Ontem, a Cooperativa Cultural Popular Barreirense (CCPB) serviu de palco para o lançamento do livro: “Barreiro. O Lugar e a História. Séculos XIV a XVIII”, da autoria da historiadora Rosalina Carmona. A iniciativa assinalou o encerramento das comemorações do 522.º aniversário da freguesia do Barreiro e contou com apontamentos musicais do grupo musical Animae Vox e de recriações históricas que acompanharam os tempos de que fala o livro.

Um livro cuja personagem principal é uma terra cujo nome significa “sítio de onde se tira barro e barreira”, mas que também “é um livro sobre as gentes do Barreiro”. Desde os pescadores, os moleiros, aos cavaleiros que participaram nos Descobrimento, ou aos escravos alforriados.

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522.º Aniversário da freguesia do Barreiro Lançamento do livro: “Barreiro. O Lugar e a História” "Mais um passo para olhar a nossa terra, amá-la”

Por Jornal Rostos

A presentação do livro: “Barreiro. O Lugar e a História. Séculos XIV a XVIII”, da autoria da historiadora Rosalina Carmona, surgiu no âmbito do 522.º aniversário da freguesia do Barreiro, que se assinalou a 12 de Fevereiro e que segundo o presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, Raul Malacão: “não poderia terminar de melhor forma”. Imagens antigas e recentes da freguesia do Barreiro; apontamentos musicais pelo Animae Vox e quatro recriações históricas foram os ornamentos de uma tarde em que se falou e “olhou” para a história do Barreiro.

“Lançar um pouco mais de luz e conhecimento” sobre o Barreiro e as suas vivências

A autora da obra, Rosalina Carmona, manifestou diversos agradecimentos, quer à Junta de Freguesia do Barreiro, “por acolher este projecto e possibilitar a sua realização”; à Câmara do Barreiro “pela cedência de imagens antigas”; a José Encarnação, pelas suas fotografias que revelam “o seu amor pelo Barreiro Velho”; a Lina Soares “pelas suas observações preciosas” e ao Grupo Animae Vox “pelo espectáculo”. E da ideia que dizia ter há muito e que agora toma a forma de livro, diz não ser “um trabalho exaustivo”, mas que, por outra, reúne os momentos mais importantes para a história do Barreiro”, com o intuito de “lançar um pouco mais de luz e conhecimento” sobre o Barreiro e as suas vivências.

Obra que “enriquece o passado histórico do Barreiro”

A Lina Soares, professora da Escola Secundária Augusto Cabrita e investigadora da Universidade Nova de Lisboa, coube fazer o prefácio do livro “com muita honra e gosto”, como fez questão de sublinhar. Um livro que considera “fascinante” “pela forma como está tratada a história local”, em que sublinha “ a preocupação em apresentar pormenores da história que fizeram esta terra” e pela “forma como está escrito”, ao que fala de “uma prosa quase poética” e de uma escrita “muito sensível.” Uma obra preenchida de “páginas de rigor científico” e “aturada investigação” e que “enriquece o passado histórico do Barreiro”, expressou. E de um livro que fala de gentes, de património e da história de uma terra, faz menção também às fotografias que retratam épocas e pormenores, mostrando desde o “friso colorido das janelas restauradas a uma palmeira secular”.

“Este é mais um passo para olhar a nossa terra, amá-la”

“Este é mais um passo para olhar a nossa terra, amá-la”, referiu o presidente da Junta de freguesia do Barreiro sobre o livro: “Barreiro. O Lugar e a História. Séculos XIV a XVIII”. Entende que a obra “aumenta o conhecimento do passado histórico e abre perspectivas de reflexão”, contando com “belas fotografias” de José Encarnação, que mostram “um Barreiro antigo, que para alguns pode ser desconhecido, pela beleza dos seus recantos e pormenores de arquitectura”, considerou. E sobre a autora, Rosalina Carmona elogiou o seu “notável trabalho de investigação da história local e regional”

“Apostar no património, é apostar no futuro do Barreiro”

“Não é possível construir o presente e o futuro, sem termos presente o nosso passado”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, que realçou a importância da obra que fala da história e identidade da freguesia do Barreiro. Entendendo que “o centro histórico da freguesia do Barreiro precisa de uma particular atenção”, adiantou que já foi entregue a candidatura do Barreiro Velho aos Centros Históricos, no valor de cerca de 8 milhões de euros, ao que expressa: “se for aceite permitirá dar um salto qualitativo no Barreiro”. A recuperação integral do Café Barreiro; a conversão da Casa da Cerca numa residência de estudantes; a adaptação da Escola Conde Ferreira para equipamento lúdico/cultural; a recuperação da Igreja da Misericórdia, em cooperação com a Misericórdia, são alguns objectivos que a candidatura assenta, ao que acrescenta a integração da candidatura com a Centro Social Paroquial Padre Abílio Mendes, para a criação de um equipamento de apoio social à terceira idade, assim como a recuperação do largo junto à Igreja Nossa Senhora do Rosário, da Rua Eusébio Leão e das travessas que ligam o Barreiro Velho à Avenida Bento Gonçalves. Refere ainda que estão a ser “estudadas outras hipóteses de candidaturas”, entendendo que: “apostar no património, é apostar no futuro do Barreiro.”

Que o centro se vá alargando “para o interior da Quimiparque e zonas ribeirinhas”

Na sua intervenção, defendeu para o desenvolvimento do Barreiro “um centro forte, dinâmico e coeso, que se vá alargando”, “para o interior da Quimiparque e zonas ribeirinhas” e que permita “penetrações da Avenida Alfredo da Silva com o interior do Barreiro Velho e zona ribeirinha.” Adiantou que já está adjudicada a obra de recuperação do túnel da Rua Miguel Bombarda, assim como a intervenção de requalificação na Rua José Magro. Para o final de 2009 diz estar prevista uma intervenção do pavimento da Avenida Bento Gonçalves, pela APL -Administração do Porto de Lisboa e entende que é necessário “dar mais atenção à Rua Miguel Pais”. “O desenvolvimento do Barreiro está dependente dos cidadãos, dos órgãos autárquicos, mas também é indispensável o envolvimento de outras entidades, como a Administração Central”, expressou.

E em data de aniversário, a tarde conduziu os presentes numa viagem pelas memórias de uma terra. Viagem através da música e das recriações históricas do grupo musical Animae Vox, conjuntamente com Emanuel do PROJÉCTOR – Grupo de Teatro e de Ivanira, aluna de Lina Soares. E viagem através de um filme de Rui Ribeiro, que mostrou o Barreiro de hoje e o de outros tempos, quando se escrevia “Egreja do Rosário”. Um filme que também quis espreitar para o futuro, quando nele se pode ler: “Porque o comboio é novamente o paradigma que vai mudar o Barreiro, como há 150 anos atrás.”

Andreia Catarina Lopes

Pequenos apontamentos de reportagem:~

filme de Rui Ribeiro:

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