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Perspectivas

PS - Forum Cidade do Barreiro“Não” à nomeação de Jorge Espírito Santo no Conselho de Administração

. Foi defendida a criação da Unidade de Cuidados Paliativos

. Criação da carreira de Enfermeiro de Família “está esquecida” no Ministério da Saúde

O Hospital do Barreiro “é o único Hospital, em todo o país, onde é feita a avaliação da dor” em todos os serviços, colocando a dor como elemento na “dignidade de sinal vital”.
António Viegas, salientou que o Serviço de Cirurgia do Hospital do Barreiro, “é um dos serviços exemplares”, que não tem “capacidade de fazer mais”, embora tenha “capacidade de fazer melhor”.

Leonel Rodrigues, referiu a importância de existir uma articulação em rede com os Centros de Saúde e acrescentou que “é preciso repensar o Plano Director do Hospital do Barreiro “para os próximos 30 anos”.

Maria Paulina deu relevo ao trabalho desenvolvido pela EGA – Equipa de Gestão de Altas, que referenciou 196 utentes, que foram encaminhados para Rede Nacional de Cuidados Continuados.

Janeiro Neves, referiu - “Sinto alguma preocupação que um colega meu assuma uma posição no Conselho de Administração”, acrescentando que na sua opinião tal “não é compatível” e expressou o seu “não” à nomeação de Jorge Espírito Santo.

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PS - Forum Cidade do Barreiro “Não” à nomeação de Jorge Espírito Santo no Conselho de Administração

Por Jornal Rostos

A Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista promoveu uma conferência no âmbito do “Forum Cidade do Barreiro”, tendo como tema – “A Saúde no concelho do Barreiro”.
No 2º painel, António Viegas, Enfermeiro Chefe do Hospital Nª Srª do Rosário, começou por referir que a mudança de estatuto do Hospital do Barreiro, agora como IPE, veio permitir “mais agilidade na gestão”, porque actualmente a “mudança de pessoas é mais fácil resolver”.
No entanto, referiu que os profissionais dos Quadros têm carreiras, enquanto os profissionais contratados “não têm horizontes”.
Nesse sentido sublinhou que é difícil que “gente mal cuidada, possa cuidar bem de gente”. Recordou que “há congelamento de carreiras desde 2005”, sublinhando que tudo – “está harmonizado de forma errada”.
Sobre a gestão de equipamentos, considerou António Viegas que, existe um “excelente funcionamento” e perspectivou para breve a mudança de mobiliário hospitalar, dado que é o mesmo desde a entrada em funcionamento do hospital.

Esta organização rejeita a dor como algo inevitável

No que diz respeito à “gestão de cuidados” sublinhou que assenta numa “metodologia de qualidade” perspectivada com base na creditação dos serviços.
“A conciliação entre a pressão de prestar mais serviços” e “melhorar a qualidade” é uma constante sublinhou António Viegas.
Na sua intervenção deu relevo às políticas que têm vindo a ser desenvolvidas no “registo de avaliação da dor”.
“É o único Hospital em todo o país onde é feita a avaliação da dor” em todos os serviços, sublinha colocando a dor, como referência, na “dignidade de sinal vital”.
“Esta organização rejeita o sofrimento/dor como algo inevitável” – salientou.
Referiu, também o acompanhamento que é desenvolvido na “prevenção de quedas”, assim como o relacionamento com os utentes, introduzindo novos modelos de visitas.
O controlo de infecções no Hospital é algo que tem sido visto no normal funcionamento dos serviços, sublinhou António Viegas.
Na sua opinião, a aposta nas politicas de qualidade “tem vantagens” mas “trás muita burocracia”.
“Existe um difícil equilíbrio entre eficiência e qualidade” – sublinhou.

Cirurgia Ambulatória pode libertar as capacidades do Serviço de Cirurgia

António Viegas salientou que o Serviço de Cirurgia “é um dos serviços exemplares” que, referiu, não tem “capacidade de fazer mais”, embora tenha “capacidade de fazer melhor”.
Na sua opinião só a criação da Cirurgia Ambulatória pode libertar as capacidades do Serviço de Cirurgia.
“Não é só o Serviço de Cirurgia que tem a capacidade esgotada, outro também” – sublinhou, acrescentando que o Hospital do Barreiro tem uma capacidade de crescer muito grande.
António Viegas, referiu que continuam a ser enviados doentes para Lisboa, quando há casos que podiam ser resolvidos no Barreiro, desde que fossem criadas condições.

Criação da Unidade de Cuidados Paliativos

Recordou que o Hospital do Barreiro arrancou com 502 camas e que, actualmente, tem 400 camas a serem utilizadas.
No final da sua intervenção, defendeu a criação da Unidade de Cuidados Paliativos.
António Viegas, reconheceu como indispensável “diminuir os utentes na Urgência”, sendo para tal importante criar “Cuidados de Proximidade”.
Por fim, sobre a criação da carreira de Enfermeiro de Família, sugerida por Mário Durval, salientou que a proposta “está esquecida” no Ministério da Saúde, foi apresentada uma proposta e “não tivemos resposta”.

Hospital do Barreiro “deve ser inserido na margem sul”

Leonel Rodrigues, do Hospital Nª Srª do Rosário, sublinhou que a criação de uma Unidade de Cuidados Paliativos “tem razão de ser num Hospital de Agudos”.
Na sua intervenção defendeu que o Hospital do Barreiro “deve ser inserido na margem sul” e enquadrado num “Plano Director Regional”.
Sublinhou que o Hospital Garcia Horta está numa situação de “pré- ruptura”, enquanto o Hospital de Setúbal tem uma ocupação que ronda os 75%, uma capacidade que revela sustentabilidade de curto e médio prazo.

Pensar o redimensionamento do Hospital face á nova realidade regional

O Hospital do Barreiro salientou perdeu 28% da sua capacidade em termos de lotação.
Leonel Rodrigues referiu a importância de existir uma articulação em rede com os Centros de Saúde e acrescentou que “é preciso repensar o Plano Director do Hospital do Barreiro “para os próximos 30 anos”.
Na sua opinião a “acção estratégica anunciada” de criação do Centro Hospitalar Barreiro – Montijo, implica a “redefinição de áreas de atracção” do Hospital do Barreiro.
Recordou que a massa critica da área definida para o Centro Hospitalar Barreiro- Montijo é superior a 200 mil habitantes.
Por outro lado, considerou que é necessário pensar o redimensionamento do Hospital face á nova realidade regional.

Foram196 utentes encaminhados para Rede Nacional de Cuidados Continuados

Maria Paulina, Coordenadora de Serviço do Hospital Nª Srª do Rosário, sublinhou que a “saúde não é só a ausência de doença é o bem estar social” que “deve tratar o homem no seu todo”.
Salientou que o Serviço Social do Hospital do Barreiro visa a integração do doente e a sua reabilitação.
Maria Paulina deu relevo ao trabalho desenvolvido pela EGA – Equipa de Gestão de Altas, que referenciou entre 21 de Maio de 2007 e Maio de 2008, 196 utentes, que foram encaminhados para Rede Nacional de Cuidados Continuados.
“O Hospital é a instituição para onde fluem todas as situações de ruptura” – salientou.
Na sua intervenção sublinhou as doenças psicológicas pelas quais na sua opinião não existe o respeito que seria necessário, sendo instituições de solidariedade social que desempenham um importante papel social.

O financiamento deve partir dos Centros de Saúde para os Hospitais

No período de debate, um dos moderadores, José Luis Gomes, sublinhou a importância do Serviço Nacional de Saúde e recordou que este foi criado pelo Partido Socialista.
Eurico Garrido, outro moderador, alertou para o peso burocrático na acção de controle de qualidade, sublinhou, igualmente a importância da elaboração do Plano Director, a definição das áreas de influência e salientou que a criação do Centro Hospitalar Barreiro – Montijo “não vai aumentar a atracção”.
Mário Durval defendeu que o futuro vai apontar para a redução das camas nos Hospitais e considerou absurdo continuar a gastar recursos do Hospital através da Urgências, sublinhando como fundamental a criação de melhores serviços de Cuidados Primários.
“O financiamento deve partir dos Centros de Saúde para os Hospitais” – sublinhou.

Sentir-me-ia muito mal no Hospital se fosse nomeado

Madalena Alves Pereira, questionou sobre a importância da nomeação do representante da autarquia no Conselho de Administração do Hospital do Barreiro.
Janeiro Neves, referiu que no Hospital “devia existir um órgão consultivo” e, não querendo pronunciar-se sobre a Lei existente, afirmou que “não concebo” o Conselho de Administração, do Hospital, enquanto EPE, com “um representante da autarquia”.
E expressou a sua discordância pela pessoa indicada pela Câmara – “Sinto alguma preocupação que um colega meu assuma uma posição no Conselho de Administração”, acrescentando que na sua opinião “não é compatível” e expressando o seu “não” à nomeação de Jorge Espírito Santo.

Recordou que a Lei diz que “pode ser nomeado”. “Sentir-me-ia muito mal no Hospital se fosse nomeado” – disse Janeiro Neves.
Igualmente António Viegas, sobre esta matéria, sublinhou que “assino por baixo o que foi dito”, por Janeiro Neves.

Unidades de Saúde Familiar que “são feitas na relação de partilha de objectivos

José Robalo, da Direcção Geral de Saúde, no encerramento, salientou que a Saúde Pública vai ter nos Agrupamentos de Saúde um importante papel no planeamento.
Na sua opinião os Serviços de Saúde “têm que responder em função das necessidades”.
Por outro lado, deu relevo ao papel da USF – Unidades de Saúde Familiar que “são feitas na relação de partilha de objectivos, entre profissionais que se conhecem, partilham objectivos e trabalham em conjunto”.

S.P.

BREVE REGISTO DE REPORTAGEM


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