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Perspectivas

Dia Mundial da Poesia no BarreiroLançamento do livro: “Alma…abismo obscuro”, de Delfim Sobral

No passado sábado, Dia Mundial da Poesia, a Câmara Municipal do Barreiro assinalou a ocasião com o lançamento de dois livros de poesia. De Antónia Alves, de 92 anos, e de Delfim Sobral, de 28. Diferentes gerações. Unidas pela paixão da arte das palavras.

Delfim Sobral é do Barreiro, e no seu livro: “Alma…abismo obscuro” deixou “fluir livremente” os sentimentos. Aqueles que por vezes a alma esconde e não revela. “Os fantasmas internos”. O livro reúne textos que diz terem surgido de forma “espontânea”, sem um fio temporal, que os guie, são antes palavras que podem ser “um pequeno vislumbre do mais obscuro que a alma pode conter”.

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Dia Mundial da Poesia no Barreiro Lançamento do livro: “Alma…abismo obscuro”, de Delfim Sobral

Por Jornal Rostos

À sua primeira obra publicada, Delfim Sobral prefere não lhe chamar livro, diz antes que é a “vontade” de ver editado qualquer coisa sua, escrita em palavras que expressam a linguagem da alma. Textos que “não têm data, nem local específico de criação”. Foram vindo à luz “de forma espontânea”.

Quanto à escolha do título “Alma…abismo obscuro”, diz: “a nossa alma, às vezes é um mar de abismos, onde se reprimem sentimentos e onde se guardam as impressões que nos rodeiam, o que ouvimos, o que vemos. É a nossa caixa de Pandora, por assim dizer”. E nestes seus textos, em que entreabriu um pouco dessa caixa, chama a atenção para a importância de se “aproveitar os momentos” e de se usufruir “das coisas boas que a vida nos dá”. E deixa a mensagem: "Muitas vezes as pessoas reprimem-se, revoltam-se, guardam para dentro, em vez de pegarem no papel e escreverem o que pensam".

Andreia Catarina Lopes

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