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Perspectivas

Barreiro - Plano de Urbanização da QuimiparqueEntra em fase de consulta pública em Abril
“Extraordinário pelos objectivos já conseguidos”

Plano de urbanização é acompanhado pela realização de um estudo de mobilidade

“Manutenção de uma linha ferroviária com funções patrimoniais e turísticas que ligue o Lavradio à Estação Sul e Sueste”

Arco Ribeirinho Sul - “permitiu aos poderes públicos nacionais perceberem que era possível concretizar o que o próprio PROT-AML dizia”

Hoje foi anunciado, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara do Barreiro, que o estudo prévio do Plano de Urbanização da Quimiparque e zonas envolventes vai entrar em fase de discussão pública a partir de 3 de Abril e até ao início de Maio, com o objectivo de “recolher o maior número de contributos e reflexões”.

E em jeito de “balanço”, ainda que “muito provisório”, como faz questão de sublinhar, o autarca diz ser “extraordinário pelos objectivos já conseguidos” e adianta: “tratou-se de um processo muito exigente e trabalhoso mas muito conseguido”. Sobre o seu conteúdo, diz assentar na “ideia de que o Barreiro tem um papel importante para as estratégias da Área Metropolitana de Lisboa, da construção da cidade de duas margens polinucleada”. E destaca três ideias essenciais: a importância da criação de emprego; a preservação do património industrial e ferroviário e inclusão de espaços verdes e as questões da mobilidade.

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Barreiro - Plano de Urbanização da Quimiparque Entra em fase de consulta pública em Abril “Extraordinário pelos objectivos já conseguidos”

Por Jornal Rostos


Quimiparque é “determinante para a requalificação de todo o concelho”

Do Parque Empresarial da Quimiparque, que corresponde a 10 por cento do território do Barreiro, o presidente da Câmara Muncipal do Barreiro, Carlos Humberto, diz ser “determinante para a requalificação de todo o concelho”, para que possa “assumir a tal centralidade que a região e o país precisa”, frisou. Com o objectivo de que seja um território “essencialmente vocacionado para as questões do emprego, actividade económica, lazer e cultura”, é neste sentido que diz que o plano pretende concretizar uma ideia “que vem do plano estratégico”, “aproveitando o cenário do Tejo”, os cerca de três quilómetros de frente ribeirinha.

Criação de emprego, preservação do património e mobilidade

Do estudo prévio diz assumir três centralidades para o espaço: a Gare do Sul e zona empresarial; a praça central e nova Estação Fluvial, que ficara perto de onde é hoje o Porto da Atlanpor; e o que é hoje o actual terminal rodo-ferro-fluvial do Barreiro, que será dedicado à náutica de recreio. E destaca três ideias essenciais que estão incluídas no plano: a importância da criação de emprego; a preservação do património e inclusão de espaços verdes, adiantando que o plano tem “uma imensa zona verde”, e as questões da mobilidade rodoviária, fluvial e ferroviária.

“Manutenção de uma linha ferroviária com funções patrimoniais e turísticas que ligue o Lavradio à Estação Sul e Sueste”

Sublinha que o plano assenta também na preservação do património industrial e ferroviário. Nesse âmbito, fala na possibilidade de se criar no Barreiro “uma rota do património industrial”, o que diz incluir desde a Real Fábrica do Vidro, os fornos da Mata da Machada, ou o Museu dos Fuzileiros e a Torre do Relógio e que engloba o espólio ferroviário, passando pela rotunda das máquinas e comboios e pela antiga Estação Sul e Sueste. O que poderá incluir “a manutenção de uma linha com funções patrimoniais e turísticas que ligue o Lavradio à Estação Sul e Sueste”.

Deslocalização do actual terminal e das oficinas da EMEF para a Quimiparque

A deslocalização do actual terminal e das oficinas da EMEF para a Quimiparque são outras transformações de que fala o plano, assim como a localização das oficinas do Metro Sul do Tejo (MST), “já que as Oficinas de Alta Velocidade vão ficar aqui”, sublinha o autarca. Sobre o MST, defende que “chegue ao Barreiro pela antiga ponte do Seixal, que vá ao interior da Quimiparque, que passe na futura Estação Fluvial e na Gare do Sul”, acrescentando a proposta que passe no Hospital, ao que acrescenta: “vamos ponderar ainda outros trajectos”.

Plano de urbanização é acompanhado pela realização de um estudo de mobilidade

Ainda a respeito das questões da mobilidade, refere que no âmbito do Plano de Urbanização está a ser feito um estudo de mobilidade e sublinha a importância de se ter em conta as acessibilidades rodo-ferroviárias. Sobre a terceira Travessia, cujo concurso público para a sua construção está previsto para princípios de Abril, o autarca barreirense frisou que “existem duas importantes vitórias “que parece que estão conseguidas”, ao que se referiu ao facto de não haver praça de portagens e “de termos conseguido duas entradas e saídas para a ponte antes da Vila Chã (Galitos)”, e que são no território da Quimiparque “sensivelmente na zona da Feira Nova”, refere e o outro perto do Hospital.

Plano é “extraordinário pelos objectivos já conseguidos”

E em jeito de “balanço”, ainda que “muito provisório”, como faz questão de sublinhar, refere que o plano é “extraordinário pelos objectivos já conseguidos” e adianta: “tratou-se de um processo muito exigente e trabalhoso mas muito conseguido”, ao que realçou o papel da Quimiparque e das outras entidades, como a CCDR, o Parque Expo, A RAVE ou a Soflusa.

Arco Ribeirinho Sul - “permitiu aos poderes públicos nacionais perceberem que era possível concretizar o que o próprio PROT-AML dizia”

Sobre o projecto para o Arco Ribeirinho Sul, cuja decisão do Governo está aguardada para Abril, refere: “globalmente tem a nossa aceitação”. E sobre o facto de as autarquias terem avançado com planos para os territórios, considera que “permitiu aos poderes públicos nacionais perceberem que era possível concretizar o que o próprio PROT-AML dizia, que era fundamental aproveitar estes territórios para a requalificação metropolitana” mas acrescentou: “mas é evidente que este é um projecto nacional”. Defende ainda que se trata de um projecto que é preciso”aprofundar”. E sobre o investimento da autarquia, diz ainda não estar em condições de o referenciar, mas adianta: “entendemos como números de referência os do Arco Ribeirinho Sul”.

“Um projecto pouco vulgar em termos de dimensão e do envolvimento do número de entidades”

Luís Tavares, administrador executivo da Quimiparque, fala do plano como “uma gigantesca obra e ideia”, o que diz tratar-se de “um projecto pouco vulgar em termos de dimensão e do envolvimento do número de entidades”. E congratula-se pela concretização de um plano em que diz que “os passos vão sendo dados em conjunto”. Sobre a Terceira Travessia, sublinha também a importância ”de que o plano não anda a reboque dessa grande infra-estrutura mas que foi iniciado a tempo de, a passo e passo, acompanhar as melhores soluções e adaptações, que forçosamente uma infra-estrutura desta dimensão exige em qualquer território”.

“A ideia que queremos é de manter todos os clientes que já temos no parque”

Quanto ao futuro das empresas que já estão na Quimiparque, face às transformações previstas, Luís Tavares refere: “a ideia que queremos é de manter todos os clientes que já temos no parque” e acrescenta: “ agora é evidente que um projecto desta dimensão, e até pelas próprias exigências da construção da Ponte, muitos terão de ser deslocalizados ou relocalizados” e adianta “e é nessas soluções que estamos a trabalhar”. Por sua vez, o presidente da Câmara reforçando que o plano visa “aumentar o volume de actividade económica e de emprego para o concelho do Barreiro”, defende a “manutenção da actividade económica e emprego que cá existe”, a par de “dar um passo em frente para atrair novas actividades económicas”. E fez menção à disponibilidade da APL – Administração do Porto de Lisboa “para vir para o Barreiro com novas actividades”, o que diz ser “uma âncora muito importante”.

“A descontaminação deve ter em conta a função do território”

Sublinhando que “a descontaminação deve ter em conta a função do território”, o administrador da Quimiparque realça a importância que “avance simultaneamente com o plano de urbanização. Sobre a Quimiparque adianta que foi lançado um concurso para o estudo do subsolo da Quimiparque, para além do concurso para a eliminação de resíduos de zinco e requalificação da área do gesso. Três grandes objectivos de uma fase inicial de que fala “que permitirá saber quais as intervenções a fazer no subsolo e essas poderão ser objectos de um segundo apoio do QREN”.

O mais importante no plano é “a metodologia utilizada” - a participação

O vereador Joaquim Matias realça que o mais importante no plano é “a metodologia utilizada”, que diz ser “a participação e a mais-valia trazida por todas as entidades” e que assenta numa estratégia que tem em vista “a actividade económica e o emprego”. Refere ainda que o plano de urbanização “são as questões estruturantes do território e o regulamento que garantirá que a estratégia definida para o território vai ser cumprida ao longo do tempo” e chamando a atenção para o seu carácter “de maleabilidade”, acrescenta a existência de “imagens de marca” do território, como a Gare do Sul. Fala ainda da existência de um aterro “conquistado ao rio”, que representa 15 por cento do território, que “harmoniza” o tabuleiro da ponte e que pode ser utilizado para depositar alguns solos contaminados “devidamente selados”, realça”. “Será um parque florestal”, considerou.

Porto “com condições de operacionalidade que não há mais no estuário do Tejo”

O vereador falou ainda da zona de actividade portuária que diz que terá um ramal de caminhos-de-ferro “com condições de operacionalidade portuária que não há mais no estuário do Tejo”. E defende para a mobilidade fluvial “uma outra importância”, ao que acrescenta: “uma mobilidade que junte os principais pólos da AML e os ligue entre si, como se fossem carreiras de autocarros, em auto-estradas completamente livres, como é o Tejo”. A sustentabilidade ambiental, inclusive pela produção de novas energias, e a aposta em diferentes formas de deslocação suaves, como a pedonal e a ciclovia foram outras questões que abordou.

A fase de participação pública conta com um conjunto de iniciativas, segundo o presidente da Câmara, com o objectivo de “recolher o maior número de contributos e reflexões”. No dia 3 de Abril realiza-se uma reunião com os eleitos do concelho e no mesmo dia realiza-se um Fórum de Participação para a população. Reuniões com os trabalhadores, com utentes, com empresários instalados no território da Quimiparque e com a comunidade, são algumas das iniciativas agendadas.

De sublinhar que o estudo prévio do Plano de Urbanização da Quimiparque e zonas envolventes está disponível no site da Câmara Municipal do Barreiro, em http://www.cm-barreiro.pt/pt

Andreia Catarina Lopes

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