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Perspectivas

Associação Clínica FRATER - BarreiroA prestação de Cuidados Médicos continua a ser uma zona cinzenta

No decorrer do Seminário subordinado ao tema : “A Arte de Tratar: Livre – Responsável”, promovido pela Associação Clínica FRATER, que decorreu, hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, José Luis Gomes, Médico, Clínico de família, no último painel da iniciativa que em Portugal “a prestação de Cuidados Médicos continua a ser uma zona cinzenta, enquanto a legislação portuguesa não definir o conceito de «Acto Médico» e não for regulamentada a prática das chamadas Medicinas designadas de Alternativas”

José Elvas, Homeopata, sublinhou que nesta matéria há “responsabilidade do Estado, por inércia, por interesses, não implementa um quadro legislativo”.

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Associação Clínica FRATER - Barreiro A prestação de Cuidados Médicos continua a ser uma zona cinzenta

Por Jornal Rostos

O painel, moderado por Joaquina Bilro, proporcionou uma abordagem reflexiva sobre a eventual conflitualidade entre sobre «Medicina Convencional» e “Medicinas Alternativas».
José Luis Gomes, Médico, recordou que falta legislação relativamente à área médica e as valências alternativas, referindo que, por exemplo, a acupunctura é reconhecida pela Ordem dos Médicos como “uma área da medicina”.
José Luis Gomes, recordou que a “medicina é a rate de curar” e que “o exercício de Medicina Convencional é uma actividade regulada pela Ordem dos Médicos”.
Na sua intervenção, deu relevo a aspectos globais do Código Deontológico, onde são sublinhados os valores da “ética” e “qualificação profissional”, como essenciais no exercício da profissão.
Recordou que no exercício da sua actividade os Médicos devem contribuir para “aprofundar o Serviço Nacional de Saúde” e salientou que a Ordem dos Médicos “não é um organismo corporativo” mas sim tem como missão “defender os interesses dos utentes”.

“Profissão de Médico está bem regulamentada no seu Código Deontológica”

José Luis Gomes, alertou para o facto de muitas vezes, alguns actos classificados como sendo «negligência médica» , não serem praticados “por actos médicos”, mas sim pró “profissionais ligados à área da medicina”.
Na sua opinião a “profissão de Médico está bem regulamentada no seu Código Deontológica”, referindo que o mesmo recentemente foi alterado devido à publicação da Lei de Interrupção Voluntária da Gravidez, dado – “o Código Deontológico não se pode sobrepor à Lei do Estado Português”.
José Luis Gomes, sublinhou que um dos principais aspectos do Código Deontológico visa promover “o respeito pelo direito à Saúde dos doentes e da comunidade”.
“A prestação de Cuidados Médicos continua a ser uma zona cinzenta, enquanto a legislação portuguesa não definir o conceito de «Acto Médico» e não for regulamentada a prática das chamadas Medicinas designadas de Alternativas” – foi salientado a finalizar por José Luis Gomes.

“Esta indefinição, este pântano que existe, permite a permissividade”

José Elvas, Homeopata, começou por salientar que as duas áreas “não são antagónicas”.
Recordou que a Naturologia começou em Portugal antes do 25 de Abril, mas, nos dias de hoje, continua a existir “ausência de regulamentação”.
Na sua opinião a regulamentação é fundamental para que possa desenvolver-se a “afirmação de profissionais com formação adequada e cinetifica”.
Na sua intervenção sublinhou que em 2003 a lei reconheceu e enquadrou as “terapêuticas não convencionais”, existindo actualmente na Direcção Geral de Saúde uma Comissão Técnica e Consultiva, mas, salientou, continua a “a não existir regulamentação”.
“Esta indefinição, este pântano que existe, permite a permissividade” – sublinhou José Elvas.

“O Estado, por inércia, por interesses, não implementa um quadro legislativo”

“É importante e urgente a clarificação” do “Acto Naturologia”, que defina “as competências e os limites da acção perante outras profissões da Saúde” – referiu José Elvas.
Na sua opinião a clarificação é essencial “perante a sociedade” de forma a ficar “claro o que cada um faz”, acrescentando que esta situação gera “desconfiança” e “situações permissivas”.
José Elvas, considera importante que o Estado concretize “a credenciação dos profissionais que existem” e também, reconhece necessário “credibilizar o ensino” como contributos essenciais para a “afirmação da profissão”.
Na sua intervenção, sublinhou que “há forças de bloqueio” e “há diferentes interesses” que geram dificuldades na “definição de competências”.
Na sua opinião, “O Estado, por inércia, por interesses, não implementa um quadro legislativo”.

“Saúde e solidariedade são indissociáveis”

No encerramento do Seminário, uma iniciativa integrada no 5º aniversário da Associação Clínica FRATER, Helder Madeira, presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, salientou o bom nível de conhecimentos que o Seminário proporcionou e referiu “feliz terra que tem uma associação como a FRATER”.
Carlos Margalha, presidente da Direcção da Associação Clínica FRATER, sublinhou o trabalho desenvolvido pela FRATER, desde a sua fundação em 29 de Maio de 2004, principalmente no apoio a “populações mais carenciadas” recordando que “saúde e solidariedade são indissociáveis”.
Na sua intervenção saudou os bons resultados das parecerias protocoladas com a Câmara Municipal do Barreiro e Juntas de Freguesia do concelho do Barreiro.
“Estamos satisfeitos com o que fazemos para a população do concelho do Barreiro” – sublinhou Carlos Margalha.

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