Paulo Portas no BarreiroGoverno “escondeu” criminalidade no Distrito de Setúbal
. Garantir condições de policiamento nas regiões de Lisboa, Porto e Setúbal
Na sua visita à Divisão da Policia de Segurança Pública do Barreiro, Paulo Portas, respondendo a uma pergunta de “Rostos”, salientou que – “Setúbal é uma das regiões mais problemáticas, quer de aumento de criminalidade, quer da criminalidade de gangs, quer do problema da delinquência juvenil, da falta de efectivos, tudo isso atingiu a região de Setúbal, duma forma duríssima, e, há depois, factores da crise social que vão certamente adensar a pequena criminalidade.”

Por Jornal Rostos
Paulo Portas visitou as novas instalações da Divisão da Policia de Segurança Pública do Barreiro, no final da visita, num contacto com os órgãos de comunicação social, o líder do CDS/PP, referiu ser “o único líder partidário que regularmente visita postos, divisões, esquadras, quartéis das forças de segurança”, salientando que desta forma quer dar “um sinal muito claro”, às mulheres e aos homens que na Policia e na Guarda, “com o seu trabalho, com o seu risco, o combate à delinquência, muitas vezes, apesar das decisões erradas e das leis erradas que o Governo e Assembleia tomam ou colaboram” .
Temos delinquentes mais perigosos e querem despejar as cadeias
Paulo Portas, referiu que o CDS/PP sempre denunciou a questão dos efectivos, criticando o Governo por ter cancelado as admissões de agentes na PSP e na GNR.
“Quando se cancela as admissões nas forças de segurança para um ano, isso significa, na prática que se está a atrasar o efectivo, dois anos” – sublinhou.
Na sua opinião, quando, na actualidade, a criminalidade está a aumentar, “o efectivo para a combater diminuiu ou ficou mais frágil”.
Paulo Portas, sublinhou que o CDS “opõe-se a uma política de insegurança”, marcada por redução de efectivos e pela existência de leis que são mais brandas, e, “quando temos delinquentes mais perigosos e querem despejar as cadeias”.
“Isto não é possível, isto não garante segurança a ninguém, esta política está errada” – disse.
Garantir condições de policiamento nas regiões de Lisboa, Porto e Setúbal
O líder do CDS/PP referiu que “é preciso que os partidos façam compromissos muito claros relativamente aos próximos quatro anos”.
Paulo Portas defendeu “uma política de recrutamento para a polícia e para guarda, que compense as perdas de efectivos” de forma a serem garantidas “condições de policiamento e segurança, sobretudo nas regiões de Lisboa, Porto e Setúbal”.
Uma política mais eficaz para os Bairros problemáticos
Por outro lado, considera necessário que seja efectuada uma revisão das leis penais, de forma a existirem “penas severas para quem comete crimes graves” e exige que “o cumprimento das penas seja efectivo”.
O líder do CDS/PP defendeu a existência de uma política mais eficaz para os Bairros problemáticos, salientando que acredita em programas sociais, que incidam na redução da toxicodependência, redução do abandono escolar, auto estima ou estima pela habitação social e empregabilidade dos jovens – “nestes programas eu acredito”.
“Em programas que ponham fileiras de gente no rendimento mínimo e que seja tudo gratuito e que as pessoas só têm direitos e não têm obrigações, e não têm nenhum incentivo a tentar mudar a sua vida, nisso não acredito” – sublinhou Paulo Portas.
Paulo Portas, referiu, também, a necessidade de ser discutida a criminalidade de “não nacionais”.
Um momento para dizer “os que lhe vai na alma”
O líder do CDS/PP salientou que, no próximo dia 7 de Junho, os portugueses vão ter um momento para dizer “os que lhe vai na alma”, por essa razão, considerou que “aqueles que querem mais autoridade e segurança, leis penais mais duras quando os crimes são graves, cumprimento efectivo das penas, e um partido que tenha a coragem de abordar a criminalidade que é cometida por estrangeiros, que nos dêem força, nós somos esse partido”.
Segundo Paulo Portas, todos os outros partidos estão dependentes de “uma política de segurança mole e sem qualquer firmeza”.
É péssima ideia estar a aumentar as contribuições das IPSS’s
“Lutarei com todas as minhas forças, para num momento em que há uma crise social em Portugal, em que há mais desemprego, em que há mais pobreza, em que há até fome, a última coisa que o Estado deve fazer é penalizar as instituições particulares de solidariedade social, por exemplo as Misericórdias, mas não só, essas instituições precisam de apoio, a última coisa que precisam é de um Estado que agora vá carregar com impostos e contribuições, essas instituições sociais” – sublinhou o líder do CDS/PP.
Para Paulo Portas, defendeu que os recursos das instituições sociais, devem ser dirigidos para “apoio a quem está doente, a quem é pobre, a quem tem fome, a quem não tem emprego, não é possível que o Estado queira arrecadar receita das instituições que trabalham com os mais necessitados”, acrescentando, que “é um escândalo que o Estado pretenda encarecer o custo do trabalho nas instituições sociais, nas Misericórdias, mas não só”. O líder do CDS/PP considera que Portugal precisa, “como de mão para a boca, de instituições sociais próximas das pessoas que estão a passar por dificuldades, é péssima ideia, neste preciso momento, estar a aumentar, as contribuições das IPSS’s para a Segurança Social”.
Paulo Portas sublinhou que o Código Contributivo é mau para as instituições de Solidariedade Social, para os comerciantes e para os agricultores.
Setúbal é uma das regiões mais problemáticas
Respondendo a uma pergunta de “Rostos”, Paulo Portas, referiu – “Setúbal é uma das regiões mais problemáticas, quer de aumento de criminalidade, quer da criminalidade de gangs, quer do problema da delinquência juvenil, da falta de efectivos, tudo isso atingiu a região de Setúbal, duma forma duríssima, e, há depois, factores da crise social que vão certamente adensar a pequena criminalidade.”
Governo “escondeu” criminalidade no Distrito de Setúbal
“Mas, o que aqui aconteceu foi um aumento muito sério da criminalidade grave, que curiosamente o Governo quer esconder no Relatório, porque, toda vida nos Relatórios de Segurança Interna, a criminalidade veio discriminada por distritos, chegamos a este ano e para ocultar o que se passou em Setúbal, deixou de estar” – sublinhou o líder do CDS/PP.
S.P.













