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Joel Hasse Ferreira na Moita / Setúbal«A cidadania europeia não retira nada à cidadania portuguesa»

. Uma União Soviética Europeia não há, nem vai haver

Num debate promovido, pelo Partido Socialista da Moita, ontem, no Moinho de Maré de Alhos Vedros, Joel Hasse Ferreira, sublinhou que “as eleições europeias correm o risco de uma abstenção forte”.

Joel Hasse Ferreira salientou que na “Europa há 27 opiniões públicas, enquanto nos Estados Unidos há uma opinião pública”, acrescentando que “não há uma opinião pública europeia”.

“Não há desenvolvimento sustentável sem sustentabilidade social, sem diálogo social” – sublinhou o deputado do Parlamento Europeu.

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Joel Hasse Ferreira na Moita / Setúbal «A cidadania europeia não retira nada à cidadania portuguesa»

Por Jornal Rostos

Num debate promovido, pelo Partido Socialista da Moita, ontem, no Moinho de Maré de Alhos Vedros, esteve em debate o tema: «Desenvolvimento sustentável, democracia e cidadania», que contou com a participação de Joel Hasse Ferreira, Deputado Europeu do Partido Socialista, do Distrito de Setúbal.

Uma União Soviética Europeia não há, nem vai haver

No começo da sua intervenção, o deputado socialista, teceu comentários às posições dos deputados comunistas sobre a Europa e referiu que estes pensam que vai haver uma União Soviética Europeia – “Uma União Soviética Europeia não há, nem vai haver” – salientou.
No entanto, Joel Hasse Ferreira, referiu que é “melhor ter 20% dos votos na nossa esquerda” (PCP/BE) que existir uma situação idêntica à Áustria onde os votos estão na ordem dos 20% em forças de direita e extrema direita.
Joel Hasse Ferreira, sublinhou que “as eleições europeias correm o risco de uma abstenção forte”.

A cidadania europeia não retira nada à cidadania portuguesa

Hasse Ferreira sublinhou que “a cidadania europeia tem um conteúdo que se adiciona à cidadania nacional” acrescentando que “ a cidadania europeia não retira nada á cidadania portuguesa” e “não restringe nada” no que diz repeitos aos direitos assegurados pela Constituição Portuguesa.
Na sua intervenção deu relevo ao Tratado de Lisboa que contribui para desenvolver o direito de participação dos cidadãos, ao instituir “o direito de iniciativa”, com base numa petição subscrita por 1 milhão de cidadãos.

“Os parceiros na Europa têm uma grande força”

Joel Hasse Ferreira, recordou que a Europa começou com base na institucionalização de um Mercado Comum, mas, actualmente, com o Tratado de Lisboa, a União Europeia dá passos no reforço de políticas nas áreas sociais.
Referiu a importância do “Diálogo Social” e o papel dos parceiros sociais, nomeadamente dos sindicatos, sublinhando que “os parceiros na Europa têm uma grande força”.
“Para os sindicalistas europeus fazer sindicalismo é negociar” – sublinhou Joel Hasse Ferreira, comentando que – “Carvalho da Silva lá fora é um Europeu, mas chega cá…”.

Não há uma opinião pública europeia

Joel Hasse Ferreira salientou que na “Europa há 27 opiniões públicas, enquanto nos Estados Unidos há uma opinião pública”, acrescentando que “não há uma opinião pública europeia”.
Na sua opinião este é um factor que “torna difícil a construção europeia”, porque “há mentalidades europeias, há culturas europeias, há movimentos culturais europeus”, mas, “não há uma cultura europeia”.

Não há desenvolvimento sustentável sem sustentabilidade social

“O projecto Europeu não passa só por aspectos geográficos, passa pelo respeito dos direitos dos trabalhadores” – salientou Joel Hasse Ferreira, referindo a importância da “Estratégia de Lisboa” como elemento estruturante na definição de “um espaço europeu mais competitivo”, onde os “aspectos sociais são uma prioridade” e contribuiu para o desenvolvimento de um estratégia europeia assente num “desenvolvimento sustentável”.
“Não há desenvolvimento sustentável sem sustentabilidade social, sem diálogo social” – sublinhou Joel Hasse Ferreira.

Margem Sul como uma coisa menor

No período de debate Euridice Pereira, sublinhou que foi unânime a escolha, ao nível distrital, de Joel Hasse Ferreira como candidato nas próximas eleições europeias.
A propósito de fundos europeus, nomeadamente as limitações do QREN para a Margem Sul, foi referido por Joel Hasse Ferreira que “houve um défice de funcionamento nesta região” e também que “a estratégia como estava definida tratava a Margem Sul como uma coisa menor”.

Se a maioria for de esquerda é normal que se queira um presidente de esquerda

A propósito da candidatura de José Manuel Barroso a presidente da Comissão Europeia, Joel Hasse Ferreira, salientou que é normal que “os portugueses prefiram um presidente português se a maioria for de direita”, mas, “se a maioria for de esquerda é normal que se queira um presidente de esquerda”.
Joel Hasse Ferreira referiu que se “for eleito como espero, tomarei a posição que entender”.

S.P.

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