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Perspectivas

Assembleia Municipal do BarreiroVai ser lançado Concurso de Estudo de Impacto Ambiental Estratégico para o território da Quimiparque

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que “a luta política partidária que é natural, que é salutar e que é necessária, não ponha em causa aquilo que é essencial par o desenvolvimento do concelho do Barreiro”.
O autarca disse, relativamente aos “louros”, salientou que, quer como presidente da Câmara, quer como eleito por uma força política – “fiquem com os louros todos, não quero nenhum para mim, o que eu quero é que se encontrem soluções para servir o concelho do Barreiro”.

“Não houve nenhum governo que tomasse decisões tão estruturantes relativamente ao Barreiro e que assumisse, publicamente, um compromisso de transformação desta região, com um impacto tão profundo numa terra que muito me orgulho de chamar minha” – sublinhou Eduardo Cabrita, deputado do Partido Socialista.

11 min de leitura
Assembleia Municipal do Barreiro Vai ser lançado Concurso de Estudo de Impacto Ambiental Estratégico para o território da Quimiparque

Por Jornal Rostos

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, no ponto antes da Ordem do Dia, após a aprovação das moções e saudações, realizaram-se diversas intervenções.

“Barreiro – Território com estratégia”

Rui Lopo, PCP/CDU, numa intervenção tendo como tema : “Barreiro – Território com estratégia”, sublinhou – “mesmo que não se queira admitir, a gestão do município pela CDU introduziu ideias claras na gestão municipal, estratégias expressas no nosso programa eleitoral e que quase 4 anos depois, nos orgulhamos de serem, cada vez mais, uma realidade”.
Referiu Rui Lopo, que “não aduzindo paternidades” sublinhou “temos ideias diferentes sobre o centro da cidade, temos uma ideia mais assertiva de gerir o que ficou e está por fazer no POLIS e temos uma estratégia sobre o território da Quimiparque”.

Mudança de paradigma industrial para lógicas de desenvolvimento tecnológico

De acordo com a intervenção de Rui Lopo, as linhas orientadoras para o território da Quimiparque, definem três eixos fundamentais : “a necessidade de desenvolvimento económico e de criação de emprego local; o envolvimento dos barreirenses nos processos de decisão; o património como legado a preservar”.
Acrescentando que “a vasta área que agora se abre para a cidade e para o concelho será um catalisador de um novo Barreiro” que, disse, “estimulem a mudança de paradigma industrial para lógicas de desenvolvimento tecnológico, criador de emprego especializado”.

Atrair o investimento do PMO do TGV

Salientou Rui Lopo que, “entendemos que só com a participação da população é possível construir novas lógicas de cidade, alinhar expectativas e concretizar objectivos”.
Por outro lado, referiu – “porque entendemos que o património deve ser a história que orgulha o Barreiro, queremos manter e modernizar o pólo ferroviário, atrair o investimento do PMO do TGV pela tradição ferroviária do concelho e manter os ícones do crescimento industrial dpo século XX como legado”.

A ponte Barreiro – Chelas só tem a sua construção garantida porque PS vai ganhar as eleições

João Pintassilgo, PS, recordou que, “no passado dia 30 de Março foi dado mais um passo para a construção de uma infra-estrutura fundamental para o futuro do Barreiro, refiro-me, obviamente, à Terceira Travessia do Tejo”, devido à abertura do Concurso Público Internacional que integra a Ponte Barreiro – Chelas.
Sublinhou João Pintassilgo que tal significa a concretização do compromisso assumido, pelo Governo, com os barreirenses e com os portugueses, que “ainda neste mandato dá seguimento a estas obras estruturantes, quer para o país, quer para o Barreiro, demonstrando, mais uma vez, que o desenvolvimento económico não pode estar condicionado a calendários eleitorais”.
Na sua intervenção João Pintassilgo salientou que num período de crise os investimentos públicos são fundamentais, para desenvolver a actividade económica.
Sublinhou a capacidade de decisão do Governo, que em vez de discutir e adiar a decisão, optou por decidir.
“A ponte Barreiro – Chelas, esta, só tem a sua construção garantida, porque estamos convictos, que o Partido Socialista será vencedor nas próximas eleições legislativas, por muito que isso possa custar a alguns” - sublinhou João Pintassilgo.

O Barreiro já perdeu demasiado tempo

“O país não pode ser adiado. O Barreiro já perdeu demasiado tempo, para retomar o seu lugar no tecido económico do país e poder contribuir para o crescimento de emprego na região. O Barreiro não pode perder a oportunidade de alavancar o seu desenvolvimento que se pretende sustentável” – sublinhou João Pintassilgo.
Na sua intervenção sublinhou a importância da requalificação do território da Quimiparque, na melhoria da qualidade de vida dos barreirenses, assim como, a decisão do Ministério das Obras Públicas, de antecipar a decisão da vinda do Metro Sul do Tejo até ao Barreiro, aproximando o concelho do Seixal.

Quimiparque pode tornar-se um «case study»

“Todos os projectos da Administração Central se enquadram no projecto do Governo em considerar o Distrito de Setúbal, como grande pólo de atractividade económica, da grande Área Metropolitana de Lisboa.” – sublinhou, referindo a construção do novo Aeroporto e o projectos dos territórios do Arco Ribeirinho Sul.
Referiu que o território da Quimiparque pode tornar-se um «case study», concretizando – “os projectos de mudança iniciados no mandato anterior e que há muito fazem parte do imaginário dos barreirenses”.

Município devia apoiar de forma activa as decisões do Governo

João Pintassilgo sublinhou a acção do executivo municipal, criticando que se faça passar uma mensagem «equívoca» sobre quem decide e sobre quem apoia.
“Reivindicar sobre o que está decidido não parece a melhor forma” - referiu, dado que são conhecidas “pressões com sentido contrário”, por essa razão, João Pintassilgo, sublinhou que o município “devia apoiar de forma activa as decisões do Governo, seja ele de que matriz partidária for”.

Disponibilidade para criar um ambiente atractivo ao investimento

Na sua intervenção, referiu a construção do Instituto Politécnico, o POLIS e a ETAR, assim como o projecto das Cordoarias, como elementos que deram um contributo para melhorar a imagem do Barreiro.
“O Barreiro não terá, tão cedo, o conjunto de oportunidades que na actualidade foram criadas” – sublinhou, acrescentando que – “cabe à autarquia fazer a sua parte”, com a “colaboração institucional que se espera de uma Administração Local responsável e defensora dos interesses dos seus munícipes”.
João Pintassilgo, defendeu a promoção de uma política de Habitação Social coerente” e que exista “disponibilidade para criar um ambiente atractivo ao investimento”.
A finalizar a sua intervenção referiu que no poder ou na oposição o Partido Socialista quer pautar a sua acção pela defesa dos interesses do Barreiro.

Plano de Urbanização da Quimiparque tem a sua génese no mínimo há dez anos

José Caetano, PCP/CDU, referiu que o Plano de Urbanização da Quimiparque tem a sua génese, “no mínimo há dez anos, com o primeiro estudo avançado pela Câmara Municipal, gerida maioritariamente pela CDU, sob a presidência de Pedro Canário, teve continuidade no mandato anterior com o MasterPlan, e, neste mandato, há mais de três anos, foi aprovado pela Câmara Municipal o estudo estratégico para o desenvolvimento da Quimiparque”.
Na sua intervenção salientou que o Grupo de Trabalho do Arco Ribeirinho Sul foi criado há três meses pelo Governo”.

Arco Ribeirinho e o POLIS foram implementados por Isaltino Morais

Miguel Amado, PSD, começou referindo que “a campanha eleitoral ainda não começou”, acrescentando que parece estar a entrar numa fase que se perde a tranquilidade, recordando o texto de uma moção apresentada pelo PS, aprovada, onde são referidos os projectos aprovados pelo Governo, entre eles a Quimiparque – “estão distraídos”.
Na sua intervenção sublinhou que estas matérias não podem continuar a ser vistas como sendo do partido A, ou do partido B, e, sublinhou que o projecto do Arco Ribeirinho e o POLIS foram implementados, por Isaltino Morais, num governo social democrata.
“A forma assertiva de gestão deste executivo existe, em alguns aspectos” – sublinhou Miguel Amado, referindo a “capacidade negocial que esta Câmara tem com diversos parceiros”, nomeadamente em relação ao território da Quimiparque, sublinhando que este processo é partilhado com o Governo.
Miguel Amado questionou sobre a Avaliação Ambiental Estratégica para o território da Quimiparque e teceu críticas sobre os atrasos da revisão do PDM.
Na sua intervenção sublinhou que não interessa saber se há culpados, acrescentando, ser necessária “uma nova forma de fazer politica, sendo pró-activos”.
O deputado social democrata referiu “porque nos estamos a aproximar de eleições” procura-se dizer quem fez, ou quem não fez – “Isso não interessa aos barreirenses”.
A finalizar considerou que o importante “é que haja consensos”, porque “há coisas que estão a ser feitas e muito bem, por este executivo” e “há compromissos do Governo positivos para o nosso concelho”.

PS coloca a ponte em forma de cenoura

Humberto Candeias, BE, referiu que “é compreensível que dada a proximidade dos actos eleitorais as forças politicas façam valer os seus trunfos: o PS a ponte e os investimentos na região: a CDU a capacidade de diálogo com todos os parceiros; o PSD foi buscar o Isaltino Morais”.
Segundo o deputado do Bloco de Esquerda – “não convém exagerar”, referindo que o PS coloca “a ponte em forma de cenoura”, como dizendo –“ se não votam não têm ponte”.
Segundo Humberto Candeias, na gestão da CDU, “houve mudanças naquilo que tem sido a tradição, na capacidade de negociar com os parceiros. Isso é normal, mas não se estava habituado, por isso parece que é um grande feito”.

Somos oposição responsável e força alternativa para os barreirenses

Eduardo Cabrita, PS, sublinhou que “o Partido Socialista tem um compromisso assumido com os barreirenses, quer no quadro local, quer no quadro nacional, esse compromisso é coerente e solidário, quer no quadro nacional, que tem responsabilidades governativas, quer no quadro local, onde somos oposição responsável e força alternativa para os barreirenses”.
Sublinhou que a posição dos socialistas face aos projectos que são estruturantes no concelho e na região, é coerente a nível local e nacional, assumida de forma construtiva e responsável.
Salientou que o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro tem apoiado as posições, sobre os diversos projectos apresentados pelo Governo.
Por outro lado, referiu que o “conceito Arco Ribeirinho Sul”, tem origens várias, mas, hoje, existe a aprovação em Conselho de Ministros, “o que não aconteceu antes” do estabelecimento de uma estratégia para os três concelhos envolvidos, em territórios estruturantes na Área Metropolitana de Lisboa.
Eduardo Cabrita saudou o grupo municipal do PSD que se distingue da posição conhecida da actual liderança do seu partido, que é contrária aos investimentos públicos e ao lançamento do Concurso Público da Terceira Travessia do Tejo.
Na sua intervenção referiu - “Estranhamos a manifesta dificuldade da bancada comunista” que sobre esta matéria não tem a mesma posição do Executivo Municipal.
Rui Ferrugem, PCP/CDU, repudiou que existam posições divergentes entre a bancada CDU na Assembleia Municipal do Barreiro e a opinião do Executivo Municipal.

Não houve nenhum governo que tomasse decisões tão estruturantes relativamente ao Barreiro

Eduardo Cabrita, em nova intervenção, sublinhou que foi “neste momento e não noutro” que foram tomadas as decisões de desenvolvimento das diversas propostas que estão a ser concretizadas.
“Não houve nenhum governo que tomasse decisões tão estruturantes relativamente ao Barreiro e que assumisse, publicamente, um compromisso de transformação desta região, com um impacto tão profundo numa terra que muito me orgulho de chamar minha” – sublinhou Eduardo Cabrita.

Fiquem com os louros todos não quero nenhum para mim

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que “a luta política partidária que é natural, que é salutar e que é necessária, não ponha em causa aquilo que é essencial par o desenvolvimento do concelho do Barreiro”.
O autarca disse, relativamente aos “louros”, quer como presidente da Câmara, quer como eleito por uma força política – “fiquem com os louros todos, não quero nenhum para mim”, acrescentou, “o que eu quero é que se encontrem soluções para servir o concelho do Barreiro”.
“Estou disponível para trabalhar com todos, para servir o país, a região e o concelho do Barreiro” – sublinhou Carlos Humberto.

Sou membro do Comité Central e não tenho divergências com o meu partido

Na sua intervenção, sublinhou que tem dado o apoio aos projectos implementados pelo Governo, mas, também, tem tido uma atitude activa de intervenção.
“É neste momento que foram tomadas as decisões. É verdade que há um Governo do Partido Socialista. É verdade que há um presidente que é da CDU e que há uma força política que está à frente do concelho do Barreiro” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
O autarca referiu não existirem divergências entre o Executivo Municipal e a bancada da Assembleia Municipal – “Sou membro do Comité Central e não tenho divergências com o meu partido”.

Vai ser lançado o Concurso para realização do Estudo de Impacto Ambiental

Na sua intervenção, referiu que vai ser lançado o Concurso para realização do Estudo de Impacto Ambiental Estratégico para o território da Quimiparque.
Sobre a Revisão do PDM, referiu que devido aos diversos projectos que estavam a aguardar a decisão, nomeadamente a ponte Barreiro – Chelas, território da Quimiparque, novo Aeroporto, considerou-se que era indispensável tudo ficar definido para avançar com a revisão do PDM, de forma a não se gastar energias e recursos.

BREVES REGISTOS

Eduardo Cabrita - PS

Carlos Humberto - Presidente da CMB

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