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Perspectivas

Jantar evocativo do 25 de Abril – Juntas de Freguesia do Barreiro“Festejar um caminho e a vontade imparável de o continuar a percorrer”

“As autarquias devem ser a grande escola da política do país”

“Não fizemos a revolução para nós, fizemos para o povo português”

No passado sábado, dia 18 de Abril, realizou-se na S.I.R.B. “Os Penincheiros” o já tradicional jantar evocativo do 25 de Abril, organizado pelas oito juntas de freguesia do concelho do Barreiro, para com “muita alegria, comemorar Abril”. O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinhou que a iniciativa servia para “festejar um caminho e a vontade imparável de o continuar a percorrer”. E entendeu que a descentralização de competências constitui “um passo no caminho do 25 de Abril”.

Em representação das juntas de freguesia, Vicente Figueira expressou: “Não podemos deixar que se coloque em causa o que conquistámos. Abril está sempre presente”. E numa sessão em que se evocava as conquistas de Abril, entre elas, o poder local, o coronel Santa Clara Gomes entendeu que “as autarquias devem ser a grande escola da política do país”. Na sua intervenção, não deixou ainda de chamar a atenção para a importância de as memórias da revolução não se perderem, o que passa pelo envolvimento dos mais jovens e comentou: “Não fizemos a revolução para nós, fizemos para o povo português”.

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Jantar evocativo do 25 de Abril – Juntas de Freguesia do Barreiro “Festejar um caminho e a vontade imparável de o continuar a percorrer”

Por Jornal Rostos

Na sessão em que se assinalou o 35.º aniversário da Revolução dos Cravos, a sala encheu-se para se celebrar esse momento da história nacional, que contou com a prestação do grupo musical “Canções e Revoluções”. Em representação das juntas de freguesia do concelho do Barreiro, o presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, Vicente Figueira, abriu as hostes do discurso e referiu que o jantar assinala “com muita alegria, a comemoração da liberdade ”. Como autarca, sem esquecer as suas raízes profissionais, “sou e serei sempre um militar de Abril”, Vicente Figueira lembrou as conquistas de Abril: “as melhores condições na área da saúde e na habitação e no apoio social”.

“Não podemos deixar que se coloque em causa o que conquistámos. Abril está sempre presente”

Expressando: “Não podemos deixar que se coloque em causa o que conquistámos. Abril está sempre presente”, quando olha para o presente fala “do encerramento dos centros de saúde, da falta de médicos de família, dos hospitais que passam de gestão pública a privada” e na educação: “o Governo quer impor regras antidemocráticas”. E não deixa de falar nos “despedimentos de milhares de trabalhadores, em que o concelho do Barreiro não é excepção”, ao que lembrou o encerramento da AP – Amoníaco de Portugal. “Nem os autarquias escaparam”, sublinhou, ao que se referiu à ausência de dotação orçamental para o pagamento dos salários dos presidentes da Junta em regime de tempo inteiro e parcial no Orçamento de Estado de 2009, que abrange 332 freguesias.

Descentralização - “um passo no caminho do 25 de Abril”

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinhou que a iniciativa servia não para “apenas assinalar uma data”, mas para “festejar um caminho e a vontade imparável de o continuar a percorrer”. Um caminho que diz ser a “vontade de Abril”, em prol da liberdade, “que não se percorre num dia mas em anos”, ao que comentou: “o futuro conquista-se pela sua vivência diária”. E nessa conquista chama a atenção para o facto de “os direitos viverem através do seu exercício”. E sobre o processo de descentralização de competências para as juntas de freguesia, entende ser “um passo no caminho do 25 de Abril” e considerou: “agilizámos e simplificámos a resolução dos problemas”. Nas oito freguesias, entende que os espaços verdes, o parque escolar e a higiene urbana “melhorou”.

Imensa participação da população demonstra o “interesse atento dos barreirenses”

No seu discurso, recordou o Barreiro de há 35 anos atrás. “Uma grande cidade industrial herdeira de uma grande tradição de trabalho”. Uma terra que não ficou imune à desindustrialização, ao que comentou: “que deixou profundas cicatrizes no concelho”, mas não deixa de sublinhar: “nessas feridas ficou o conhecimento e o saber”. E é a esse saber que evoca para o desenvolvimento do Barreiro, em que fala do Estudo Prévio do Plano de Urbanização da Quimiparque e Zona Envolvente. Estudo que diz ter alcançado uma tripla conquista, considerando que representa o reforço do Barreiro, a capacidade de juntar diferentes entidades na construção do centro do Barreiro e a imensa participação da população, o que diz demonstrar o “interesse atento dos barreirenses”.

“As autarquias pela rede de proximidade devem ser a grande escola da política do país”

O militar de Abril, Santa Clara Gomes, “barreirense adoptivo”, chamou a atenção para o facto de parecer que “há conquistas que se vão perdendo ao longo dos tempo”, mas entende que as juntas de freguesia foram uma “conquista de Abril que “está mais sedimentada”, ao que expressou: “As autarquias, pela rede de proximidade, devem ser a grande escola da política do país”. Na sua intervenção, não deixou de chamar a atenção para a importância de as memórias da revolução não se perderem, o que passa pelo envolvimento dos mais jovens. “Façam-nos participar”, expressou, ao que comentou: “Não fizemos a revolução para nós, fizemos para o povo português”. E quanto ao futuro do Barreiro, desejou que “volte a ser a referência nacional que merece ser pelo seu passado de luta” e acrescentou: “Iremos para o futuro, sem renegar o passado”.

Andreia Catarina Lopes

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