Saltar para o conteúdo
Perspectivas

35.º Aniversário do 25 de Abril no Barreiro“Reforçando o papel do Barreiro, reforçando os caminhos de Abril”

Ontem o Parque da Cidade foi o palco das comemorações do 35.º Aniversário do 25 de Abril. A música e as palavras, pela voz de Luís Represas, tomaram conta de uma noite em se celebrava a Revolução dos Cravos e contagiaram os barreirenses, num misto de alegria e emoção. E numa data em que se evocam as memórias de um momento emblemático da história portuguesa, o presidente da Câmara do Barreiro falou das conquistas de Abril e da importância de serem consideradas “realidades renováveis”. E nessas conquistas destacou a importância da autonomia do poder local. “Uma conquista de Abril que é ainda hoje essencial do que enquanto povo somos e queremos ser”.

E no Barreiro, que disse ser “resistente, combativo e lutador” e a que chamou de “o Barreiro da Liberdade e da democracia, o Barreiro solidário e de Abril”, falou da importância da participação da população, tendo em vista a construção de “um Barreiro que cresça e se consolide, que se desenvolva consciente da sua história, ciente das suas potencialidades e com confiança no futuro”.

4 min de leitura
35.º Aniversário do 25 de Abril no Barreiro “Reforçando o papel do Barreiro, reforçando os caminhos de Abril”

Por Jornal Rostos

Sob o mote: “Barreiro, um sol de Abril”, a Câmara Municipal do Barreiro organizou um conjunto de iniciativas para assinalar o 35.º Aniversário do 25 de Abril. Ontem, as comemorações tiveram início com o Desfile da Liberdade, a partir das 21 horas, que percorreu a Avenida de Santa Maria até ao Parque da Cidade, ao que se seguiu o concerto com Luís Represas, que entre as canções do seu último álbum “Olhos nos Olhos” e de outras de outros tempos como: “Feiticeira” ou “Perdidamente”, contagiou a plateia, num misto de alegria e emoção.

“Barreiro resistente, combativo e lutador”

No tradicional discurso, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, começou por prestar agradecimentos a “todos os que pelo seu combate, coragem, dedicação e clarividência” tornaram possível a Revolução dos Cravos. E fez menção ao papel do “Barreiro resistente, combativo e lutador”, a que chamou “o Barreiro da Liberdade e da democracia”, o “Barreiro solidário e de Abril”.

Poder local - “Uma conquista de Abril que é ainda hoje essencial do que enquanto povo somos e queremos ser”

E falando nas conquistas de Abril, fez menção à autonomia do poder local e “à própria existência do mesmo, enquanto poder descentralizado”, o que disse ser “uma conquista de Abril que é ainda hoje essencial do que enquanto povo somos e queremos ser”. E não deixou de sublinhar a importância do papel da Assembleia Municipal, da Câmara Municipal, das Juntas e das Assembleias de Freguesia “independentemente da força política que representam ou do cargo que ocupam”, realçou e que diz que “devem ser o rosto de todos, o rosto do desenvolvimento e do caminho que desejamos para o nosso concelho”.

“Só é possível gerir democraticamente com a vossa participação”

A questão da participação foi outro ponto sublinhado pelo autarca, que ao se dirigir à população, considerou: “só é possível gerir democraticamente com a vossa participação” e acrescentou: “só é possível construir o concelho, convosco, com a vossa participação directa”. Uma participação que diz encontrar-se nas associações, em comissões, nos sindicatos, nas escolas, nas empresas e tendo em vista a construção de “um Barreiro que cresça e se consolide, que se desenvolva consciente da sua história, ciente das suas potencialidades e com confiança no futuro”.

“É necessário que as conquistas e direitos sejam exercidos e defendidos e aprofundados no dia-a-dia”

E defendendo que o “desafio de Abril” passa “pela conquista da liberdade, da democracia e do futuro, enquanto realidades renováveis”, expressou: “É necessário que as conquistas e direitos sejam exercidos e defendidos e aprofundados no dia-a-dia” .“Reforçando o papel do Barreiro, reforçando os caminhos de Abril”, considerou. E, nesse sentido, fez menção, ao que entende serem exemplos práticos no Barreiro do reforço das conquistas de Abril. E falou da “conquista em torno da Terceira Travessia do Tejo”, “o que o concelho reclama há 20 anos” e que diz que “poderá transformar o Barreiro numa centralidade da Área Metropolitana de Lisboa”. Fez menção à discussão pública em torno do plano de pormenor da reconversão do território da Quimiparque “como pólo gerador de actividade económica e de emprego”, e não deixou de se referir à realização do Fórum da Cidadania, subordinado ao tema “Participação, Cultura e Desenvolvimento”, “onde centenas de Barreirenses discutiram o futuro da nossa terra”.

E ao final da noite, as canções “Grândola, Vila Morena” e “E depois do Adeus”, que foram as senhas que conduziram à Revolução dos Cravos, também se fizeram ouvir pela interpretação da Banda Municipal do Barreiro e do Coro UTIB no palco da Chaminé. E não faltou o célebre fogo-de-artifício, na noite de celebração da liberdade.

Andreia Catarina Lopes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção