Sarau Renascentista no Convento da Madre de Deus da Verderena – Barreiro“Um acto muito compensador que cria laços entre os mais novos e os adultos”
Ana Mendes, professora de Língua Portuguesa da Escola Básica Quinta Nova da Telha, no final do espectáculo sublinhava a importância da iniciativa, considerando-a “a melhor forma de aprender” e comentava: “é um acto muito compensador que cria laços entre os mais novos e os adultos”

Por Jornal Rostos
“São os momentos que mais guardamos da escola e que não nos sai da memória”, comentava Ana Mendes, professora de Língua Portuguesa da Escola Básica Quinta Nova da Telha, no final do Sarau Renascentista que juntou cerca de 80 alunos de duas escolas dos concelhos do Barreiro e Palmela. Tida como a impulsionadora da iniciativa, Ana Mendes diz que a ideia surgiu com o objectivo de “aprofundar os textos e o conhecimento das matérias dadas nas aulas”. O que aconteceu através das leituras dramatizadas de poemas da Mensagem, de Fernando Pessoa e da dramatização do episódio “Inês de Castro”, de “Os Lusíadas”, e da vida de Luís Vaz de Camões, assim como o “O Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente. “Acho que esta é a melhor forma de aprender”, comentou a professora, ao que acrescentou: “Penso que os próprios autores dos textos que representaram também não lhes vão sair da memória e assim fica gravado a nossa cultura, a nossa literatura”, ao que acrescenta: “e criam-se laços afectivos muito importantes”.
"Um acto muito compensador que cria laços entre os mais novos e os adultos”
E face à adesão dos jovens à iniciativa, comenta: “a partir de certa altura acho que perdemos um pouco a noção do número de alunos, que foram ganhando entusiasmo e foram-se juntando”. Da Quinta Nova da Telha foram quatro turmas e de Azeitão 48 alunos. “Ao todo penso que deveríamos ter 80 alunos”, frisa. E sublinha que se trata de uma iniciativa em que os custos passam pelo empenho pessoal, ao que referiu que o guarda-roupa foi cedido “amavelmente” pela Companhia de Teatro Arte Viva do Barreiro e a Companhia de Teatro de Almada. E rematou: “Um acto muito compensador que cria laços entre os mais novos e os adultos”.
“Não foi apenas um trabalho de receber a escola mas de sermos um pouco anfitriões”
Quanto à presença dos 44 alunos do Grupo de Dança de Corte Renascentista Ars Luce, do Agrupamento de Escolas de Azeitão, refere que a ideia seria conciliar “o saber da professora Noémia Romão e o trabalho já feito com os alunos, que seria um repto para pôr os nossos a trabalhar” e sublinha: “Não foi apenas um trabalho de receber a escola mas de sermos um pouco anfitriões, dando um bocadinho de nós”.
“A maneira mais bonita de celebrar” o Dia Mundial da Dança
Do Grupo de Dança Ars Luce, Noémia Romão, a docente responsável pela dinamização do grupo, conta que o projecto visa “estimular a apetência para a história e para a vivência para a história e chamar a atenção para a dança social e uma apetência para a vivência da sociedade em corte”, objectivos pedagógicos a que acrescenta “a realização colectiva, que é o fazer parte de uma pequena parte de um todo e o convívio entre todos”. E no Dia Mundial da Dança, considera ter sido “a maneira mais bonita de o celebrar”.
A iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal do Barreiro, da Câmara Municipal de Palmela, da Companhia de Teatro Arte Viva do Barreiro e da Companhia de Teatro de Almada.
Andreia Catarina Lopes
Breves Registos de Reportagem:
Grupo de Dança de Corte Renascentista Ars Luce
Dramatização do episódio “Inês de Castro”, pelos alunos da Escola Básica da Telha do Barreiro













