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Partido Socialista – SetúbalNo debate “Nós, Europeus” salientada a importância da “Economia Solidária”no combate à crise

No decorrer de um debate promovido pela Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, tendo como tema “Nós, Europeus”, Vieira da Silva salientou que os países que optaram pelo modelo da flexisegurança “poderão vir a ser aqueles que vão estar melhor no final desta crise”.
“O que está em jogo nas eleições europeias é afirmarmos a vantagem de consolidar o modelo social europeu” – sublinhou.

Joel Hasse Ferreira referiu a importância da “Economia Solidária”no combate à crise, recordando que na Europa o sector de “Economia Solidária” ultrapassa 10% do peso económico europeu, acrescentando que nenhum dos sectores que integram a economia solidária – cooperativas, mutuas, misericórdias, entidades de acção social - “contribuíram para a crise do capitalismo”.

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Partido Socialista – Setúbal No debate “Nós, Europeus” salientada a importância da “Economia Solidária”no combate à crise

Por Jornal Rostos

Um debate promovido pela Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, tendo como tema “Nós, Europeus”, contou com a presença de Vítor Ramalho, presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista; Leopoldo Guimarães, mandatário distrital de Setúbal da candidatura do Partido Socialista às europeias; Teresa Almeida, candidata do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Setúbal; Joel Hasse Ferreira, eurodeputado do Partido Socialista e José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.

A ideia que os mercados funcionam por si é um erro

Joel Hasse Ferreira, eurodeputado do Partido Socialista, recordou que as eleições europeias vão decorrer num período de crise, uma crise que, na sua opinião, resulta da “forma como o sistema financeiro se deslocou da economia real”.
Hasse Ferreira defendeu que é necessário “construir um novo paradigma económico-financeiro” o qual sublinhou, “ninguém Sabe o que é” mas que deve corresponder a uma forma “mais aperfeiçoada de regulação dos mercados” e não aceitar a ideia que “os mercados funcionam por si, porque isso é um erro”.
Na sua intervenção, sublinhou que ao nível europeu “tem que existir uma estratégia global ao nível financeiro e social”, assim como tem que existir um “plano energético”, uma aposta na promoção de emprego, “com mais e melhor emprego”, defendendo a necessidade de “prosseguir o investimento público”.

A importância da “Economia Solidária”no combate à crise

Joel Hasse Ferreira referiu a importância da “Economia Solidária”no combate à crise, recordando que na Europa o sector de “Economia Solidária” ultrapassa 10% do peso económico europeu, acrescentando que nenhum dos sectores que integram a economia solidária – cooperativas, mutuas, misericórdias, entidades de acção social - “contribuíram para a crise do capitalismo”.
O eurodeputado salientou que é essencial aprofundar o debate sobre a importância da União Europeia no mundo e a necessidade de concretizar o processo que conduza à aplicação do Tratado de Lisboa.

Não há rumo na Europa, não há norte na Europa

Vítor Ramalho, presidente da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, expressou a opinião que “não há rumo na Europa, não há norte na Europa”, na sua opinião, Obama tem contribuído para dar uma direcção à Europa, acrescentando que os socialistas têm um papel importante na definição da liderança europeia.
Vítor Ramalho considera essencial que se discuta a “Europa da cidadania” e que na Europa “os socialistas têm que marcar a diferença”.

Atenção especial aos Direitos Humanos e à Democratização

Leopoldo Guimarães, mandatário da candidatura do Partido Socialista para as Europeias no Distrito de Setúbal, considera essencial que ao nível europeu seja dada uma atenção especial aos Direitos Humanos e à Democratização.
Na sua opinião os órgãos comunitários devem no seu relacionamento “aproximarem-se mais dos cidadãos” de forma que estes “se envolvam mais no processo europeu”.
Defendeu igualmente que ao nível das políticas de alianças internacionais a Europa não pode estabelecer as suas relações com base em critérios geoestratégicos, mas sim tendo como referência “os direitos do Homem e a democracia”.
Recordou a necessidade da Europa colocar nas suas prioridades as preocupações resultantes das alterações climáticas, o investimento em novas energias e também a preservação da água, porque salientou estes são problemas da Europa e do mundo.

O maior espaço de Liberdade e Direitos Humanos no mundo

José Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, salientou que o resultado das próximas eleições europeias “é muito importante para o futuro da união Europeia” e sublinhou que “eu não sou daqueles que acham que não existe Europa”, embora reconheça que “ela está com dificuldades sérias”.
Na sua opinião o espaço europeu “tem diferenças no que diz respeito aos direitos humanos e sociais”, acrescentando que não tinha dúvidas que a Europa é “o maior espaço de Liberdade e Direitos Humanos no mundo”.
Neste contexto considerou que aqueles que acusam a existência de “deficit democrático na União Europeia” esta posição esconde as posições que têm contra a União Europeia, referindo-se ao PCP e BE que “sempre foram contra a União Europeia”.
“A Europa que eles falam é outra” – salientou, referindo que essa Europa é a de “regressão dos direitos humanos”.

Vantagem de consolidar o modelo social europeu

Vieira da Silva, sublinhou que “o principal problema que as pessoas vivem em Portugal é a crise económica” e acrescentou que “esta é a primeira crise da globalização” que começou por ser uma crise financeira, transformou-se numa crise económica e é, nos tempos de hoje, uma crise social, que “afecta o emprego e os equilíbrios sociais estão em causa”.
“É uma crise que atingiu de forma diferenciada vários modelos de organização que é economia do mercado” – salientou.
Vieira da Silva salientou que os países que optaram pelo modelo da flexisegurança “poderão vir a ser aqueles que vão estar melhor no final desta crise”.
“O que está em jogo nas eleições europeias é afirmarmos a vantagem de consolidar o modelo social europeu” – sublinhou Vieira da Silva, dando relevo às prioridades de consolidação do Estado de Direito, Liberdade, Democracia, Protecção Social e Educação.
Na sua opinião é fundamental construir na Europa “uma sociedade onde seja valorizado o diálogo social e onde os Mercados sejam regulados com a participação dos parceiros”, uma sociedade que “combata a discriminação”.
Sublinhou Vieira da Silva que são os socialistas que estão em melhor condições de este tipo de valores.

Durão Barroso é um homem do passado

Vítor Ramalho, no decorrer do debate referiu que para que exista uma “mudança politica” é preciso que exista um projecto politico que galvanize, dando o exemplo de Obama nos Estados Unidos.
Na sua opinião a “Europa não fez esta mudança” porque a “mudança politica não foi operada”, acrescentando que Durão Barroso “é um homem do passado” e se continuar no seu cargo, “fica tudo como está”.

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