Em Grândola aniversário do Grupo COOP17º Festival de Cante Alentejano mantém viva a tradição
Na sua opinião, num mundo marcado pela globalização tem “haver lugar à diferença” por essa razão, sublinhou que é necessário “preservar o cante alentejano, um cante que tem que ser classificado Património de interesse mundial”.
Graça Marques, vereadora da Câmara Municipal de Grândola, salientou que “o Grupo COOP é uma força e um mensageiro da cultura alentejana e da nossa identidade”.
“Ser Alentejano é ser diferente: é cantar com alegria a tristeza, é cantar com tristeza a alegria, transmitindo o sentir da nossa vida, a fome, a esperança” – sublinhou a autarca.

Por Jornal Rostos
Realizou-se no dia 9 de Maio, em Grândola, o 17º Festival de Cante Alentejano, promovido no âmbito das comemorações do 16º aniversário do Grupo Coral Etnográfico COOP de Grândola.
Mesmo com o tempo a ameaçar chover foram muitas pessoas que, no Jardim 1º de Maio, no centro de Grândola, assistiram ao arranque do desfile dos diversos grupos corais alentejanos que participaram na festa do grupo grandolense.
Um a um, cantando e subindo a rua, rumo às instalações da Cooperativa, ao som de aplausos que eram escutados aqui e ali, por todos os que assistiam ao desfile, os Grupos prestavam a sua saudação ao povo de Grândola, abrindo o Festival com o tradicional desfile, assim, os Grupos foram, uma a um, dando vida às ruas de Grândola e fazendo ecoar aquele cântico, que marca o pulsar de uma região, justamente reconhecido como “Património de Interesse Municipal”.
Cante que tem que ser classificado Património de interesse mundial
A actuação em palco decorreu no palco do Cine Granadeiro, um espaço recentemente renovado e que é orgulhos dos autarcas e dos grandolenses.
Na cerimónia de abertura de registar a oferta da bandeira de Aljustrel, pelo Grupo Coral Feminino do MDM ao Grupo Etnográfico COOP – “uma bandeira de Aljustrel que oferecemos à vila histórica de Grândola, uma vila muito bonita”.
O Padre Manuel António, um apaixonado do cante alentejano, sublinhou que “o cante alentejano tem que ser preservado, porque o cante alentejano tem a ver coma identidade do Alentejo”.
Na sua opinião, num mundo marcado pela globalização tem “haver lugar à diferença” por essa razão, sublinhou que é necessário “preservar o cante alentejano, um cante que tem que ser classificado Património de interesse mundial”.
Ligar a cooperativa às populações e às autarquias
José Hermenegildo, Director da PLURICOOP, salientou que a cooperativa tem “feito um esforço para desenvolver as Delegações Locais, para ligar a cooperativa às populações e às autarquias”.
Referiu que esta tarde cultural – “tem duas vertentes uma de convívio, outra de preservação do cante alentejano”, um cante para o qual, na sua opinião é necessário desenvolver acções que motivem a juventude – “para que o cante alentejano não se perca”.
Transmitir este património às novas gerações
Francisco Teixeira, da Associação Cante Alentejano – “A Moda” salientou que é fundamental “transmitir este património às novas gerações”, recordando as experiências que estão a ser desenvolvidas em diversas escolas e autarquias.
Na sua intervenção sublinhou que o número de grupos de cante alentejano não tem vindo a diminuir, acrescentando – “se não existissem os grupos de cante alentejano o povo alentejano sentia-se mais pobre e certamente alguma coisa se estava a perder para a cultura alentejana”.
Manter viva uma tradição
Lídia Henriques, da Junta de Freguesia de Grândola, sublinhou o seu apreço pelo cante alentejano e considerou que este festival é uma iniciativa que contribui para manter vivos os valores culturais do Alentejo e “manter viva uma tradição”.
Graça Marques, vereadora da Câmara Municipal de Grândola, salientou que “o Grupo COOP é uma força e um mensageiro da cultura alentejana e da nossa identidade”.
“Ser Alentejano é ser diferente: é cantar com alegria a tristeza, é cantar com tristeza a alegria, transmitindo o sentir da nossa vida, a fome, a esperança” – sublinhou a autarca.
Após a cerimónia de abertura, o Grupo Coral Etnográfico COOP de Grândola, aniversariante, abriu a tarde de cante alentejano, ecoando os sons da planície e a energia de um povo que, como sublinhou o coordenador do grupo– “aqui em Grândola sentimos o Alentejo”.
Participaram no Festival, para além do Grupo Coral e Etnográfico COOP de Grândola, os seguintes Grupos : Grupo Coral Alentejano Amigos do Independente, Setúbal; Grupo Coral Feminino do Movimento Democrático das Mulheres, Aljustrel; Grupo Coral “Os Ganhões”, Castro Verde; Grupo Coral Feminino Amigos do campo de Faro do Alentejo, Cuba; Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Grupo Recreativo do Feijó, Almada; Grupo Coral de Mourão.
Este Festival foi organizado pela Delegação Local da PLURICOOP de Grândola, com o apoio da Câmara Municipal de Grândola e Junta de Freguesia de Grândola.
S.P.
BREVES REGISTOS DE REPORTAGEM













