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Perspectivas

MoitaBxB-Interface - Plataforma Comunitária Virtual da Baixa da Banheira
“Um elo de comunicar a cultura e identidade da freguesia”

Desde o início do ano que o site da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira inclui uma Plataforma Comunitária Virtual, de nome: "BxB-Interface" e que Daniel Vaz Figueiredo diz ser “uma forma muito natural de comunicação”, que permite o “registo de salvaguardar o património e ao mesmo tempo um elo de comunicar a cultura e identidade da freguesia”. Nesse local, pode-se consultar centenas de fotografias que são o “retrato” vivo da história e identidade local, que “declamam” poesia e reportam as “gentes”, os locais e a cultura de uma terra apelidada de “singular”.

Quanto a próximos desafios, diz passarem pela criação de narrações das fotografias e depois a aposta no audiovisual e multimédia.

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Moita BxB-Interface - Plataforma Comunitária Virtual da Baixa da Banheira “Um elo de comunicar a cultura e identidade da freguesia”

Por Jornal Rostos

Daniel Vaz Figueiredo e João José da Silva representam o Grupo de Trabalho Cultural da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, que lançou aos banheirenses um desafio: “Partilharem fotografias que estavam na sua caixa de recordações”. E a partir dessa ideia, que surgiu em 2006, e que Daniel Vaz Figueiredo diz ter resultado após uma prospecção sobre o património fotográfico que a Junta de Freguesia tinha, arrancou a exposição itinerante “Memórias da Nossa Terra“, pelos bares das 28 colectividades da freguesia, que durou um ano e que culminou numa exposição no Fórum Cultural Manuel Figueiredo, no 42.º aniversário da Freguesia, e que Daniel Vaz Figueiredo diz ter sido “não o fim mas uma etapa de trabalho”.

“Um elo de comunicar a cultura e identidade da freguesia”

A etapa seguinte arrancou logo nessa mesma altura, com o nascimento da Plataforma Comunitária Virtual no site da Junta de Freguesia, ao que adverte: “ainda não está concluída”. E sobre este projecto diz: “Como não existia um espaço físico para expor e não queríamos ficar com as fotografias mas sim com um registo, então surgiu como uma forma muito natural de comunicação”, com o intuito de “salvaguardar o património” e ao mesmo tempo constitui “um elo de comunicar a cultura e identidade da freguesia”.

Próximos desafios

A plataforma já reúne centenas de fotografias que retratam diferentes tempos e a sua passagem. São elementos de vivência. “A Fotografia funciona como um testemunho, um documento e muitas vezes até é poético”, expressa Daniel Figueiredo que em relação ao futuro do projecto diz passar primeiro pelo desafio da criação de narrações das fotografias e depois a aposta no audiovisual e multimédia: “Tal como existem fotografias, existem registos áudio que registam a história de um tempo”.

“Aproximação não só do passado e daquele passado, mas também o que podemos fazer no presente e o que podemos pensar sobre o futuro”

Sobre o “BxB”, cujo nome diz ter surgido naturalmente por uns jovens durante um concerto de hip hop, refere que tem como objectivo, para além de mostrar através da fotografia um pouco a história, através da recuperação do passado, ser um trabalho de aproximação às pessoas. “Não só recuperação mas também aproximação não só do passado e daquele passado, mas também o que podemos fazer no presente e o que podemos pensar sobre o futuro.”

E no prosseguimento do trabalho, que conta com o apoio técnico da Direxis, uma empresa da Baixa da Banheira, continuam a solicitar fotografias, que não têm de ser necessariamente antigas, podem ser actuais e uma vez que se fala de elementos pessoais, João José da Silva sublinha: “as fotografias depois são devolvidas, são reproduzidas e devolvem-se as originais, porque fazem parte do património de cada um”.

Andreia Catarina Lopes

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