Partido Socialista – Barreiro“Vamos exigir para o Barreiro tudo aquilo que as suas potencialidades merecem”
Eduardo Cabrita, candidato à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, sublinhou que “a actual Câmara Municipal nada tem para mostrar senão as obras que Emídio Xavier não pode concluir”, acrescentando que “não tendo mais nada para mostrar vão à boleia dos projectos e das decisões do Governo, que são património do PS”.
“Ninguém venha, aqui no Barreiro, apropriar-se daquilo que é exclusivamente uma decisão do PS e do governo PS” – salientou Ana Paula Vitorino.
Nuno Santa Clara Gomes, candidato do PS à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a importância dos investimentos públicos previstos para a margem sul, que ultrapassam os limites do concelho, referindo que é necessário estar à altura dos desafios que se colocam ao Barreiro do século XXI.

Por Jornal Rostos
Na SDUB “Os Franceses” decorreu, ontem, a Sessão Pública de apresentação dos dois candidatos do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, Nuno Santa Clara Gomes e à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, Eduardo Cabrita.
A sessão contou com a presença Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes e da Direcção Nacional do Partido Socialista; Vasco Lourenço, capitão de Abril; Joel Hasse Ferreira, deputado do Parlamento Europeu; Vítor Ramalho, presidente da Federação de Setúbal do Partido Socialista; Catarina Marcelino, Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas; Marisa Costa, deputada da Assembleia da República; Carlos Beato, presidente da Câmara Municipal de Grândola e Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal de Montijo, para além de diversos presidentes de concelhias socialistas e candidatos socialistas nas próximas eleições autárquicas em concelhos do distrito de Setúbal.
No ano 2001 o Barreiro era uma terra envelhecida
Amílcar Romano, presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, recordou o percurso histórico dos socialistas nas autárquicas do concelho do Barreiro, que no ano d 1993, retiraram a maioria absoluta ao PCP, em 1997 ficaram a escassos 187 votos da vitória, saudando o papel de Leal da Silva e Emídio Xavier, neste processo.
Sublinhou o líder dos socialistas que o ano de 2005 “foi muito menos feliz”, referindo que o resultado alcançado pelo PCP, que derrotou o PS, não foi “por falta de empenhamento e trabalho, nem por falta de obra e projectos”.
Segundo Amílcar Romano, no ano 2001, quando o PS venceu as eleições autárquicas “era uma terra envelhecida sem perspectivas de futuro”, salientando que o PS apresentou “um projecto para duas gerações”.
Na sua intervenção sublinhou que em Outubro o PS “vai reconquistar a Câmara do Barreiro” para “continuar o projecto” e salientou que o Barreiro, nos dias de hoje, estava muito diferente “se o PS não tivesse perdido a Câmara”.
O líder socialista referiu um conjunto de obras que foram concretizadas, segundo a sua intervenção, por acção desenvolvida pelos socialistas – a ETAR, o PLIS, o Forum Barreiro, as obras na Avenida Alfredo da Silva, a MEI e Festas do Barreiro, a UTIB, a Piscina do Lavradio.
Referiu Amílcar Romano que “hoje temos uma cidade suja” e na Câmara Municipal do Barreiro “muitos serviços não funcionam”.
“O PS não tem qualquer receio em comparar o seu mandato com a gestão do PCP” – sublinhou Amílcar Romano.
Eduardo Cabrita foi determinante na definição das estratégias
Por outro lado, o líder socialista criticou a acção política do PCP que utiliza a “autarquia para fazer oposição ao Governo”, acrescentando – “nós não queremos um Barreiro que seja conhecido pela cidade das bandeiras negras”.
Amílcar Romano, deu relevo aos investimentos do Governo na margem sul, a terceira travessia do Tejo, Novo aeroporto, plataforma logística do Poceirão, entre outras, sublinhando que “Eduardo Cabrita no Governo foi determinante na definição destas estratégias”.
A finalizar a sua intervenção o presidente da Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista afirmou - “Quem melhor que um Capitão de Abril para libertar o Barreiro das amarras que o asfixiam há longos anos, com uma pequena interrupção”, acrescentando que Nuno Santa Clara Gomes é “o melhor candidato para defender o futuro do Barreiro”.
Uma terra que nas últimas décadas tem estado estagnada
Eduardo Cabrita, candidato à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, sublinhou ser um “barreirense do coração” e o orgulho na sua terra, que no século XIX foi o centro do progresso e no século XX foi a maior plataforma industrial do país.
“Uma terra que nas últimas décadas te estado estagnada” – sublinhou, acrescentando que em Outubro “vamos mudar a imagem da Península de Setúbal”, uma mudança que “passa pelo Barreiro”.
Referiu Eduardo Cabrita que “no Barreiro a escolha é fácil”, porque é entre “a apagada e vil tristeza” e o “PS o grande partido da esquerda democrática, o grande partido da esperança”.
O candidato à presidência da Assembleia Municipal do Barreiro, sublinhou que nunca teve tanto orgulho, como com este Governo, em ser barreirense, porque, este Governo “é um Governo amigo do Barreiro”.
Referiu diversos projectos em curso, nomeadamente o retomar o papel do Barreiro como centro ferroviário, o projecto do Arco Ribeirinho Sul.
“Só o PS podia liderar o processo de construção de tantas Creches que a Câmara do Barreiro não fez” – referiu.
A actual Câmara Municipal nada tem para mostrar
Eduardo Cabrita, sublinhou o seu total empenhamento para que em Outubro, o PS conquiste a Câmara do Barreiro, porque o próximo mandato vai ser decisivo para na “recolocar o Barreiro no centro da mudança e da modernidade”.
Na sua intervenção referiu ser necessária a mudança e não de um partido que “parasita as obras do Governo”.
Eduardo Cabrita sublinhou que “a actual Câmara Municipal nada tem para mostrar senão as obras que Emídio Xavier não pode concluir”, acrescentando que “não tendo mais nada para mostrar vão à boleia dos projectos e das decisões do Governo, que são património do PS”.
O candidato socialista. Referiu que o desafio do PS é demonstrar que tema capacidade de “liderar o processo de transformação”, apelando a um “PS unido para ganhar o Barreiro”, referindo que “nós somos o Partido da Participação” que “vamos colocar o Barreiro no centro do século XXI”.
Um homem íntegro que defende os valores de Abril
Vasco Lourenço, capitão de Abril, referiu que, sendo independente, o PS é o partido que “ocupa o espaço a que pertenço”.
O militar de Abril referiu que a sua presença, nesta sessão, visava dar o seu testemunho e pela amizade que o ligava a Nuno Santa Clara Gomes, um militar de Abril da “primeira e de todas as horas, que esteve sempre no Grupo dos Nove, “um homem sério, um homem de palavra, um homem íntegro, que defende os valores de Abril”.
Vasco Lourenço, felicitou o PS e o Barreiro, por terem como presidente da Câmara Nuno Santa Clara Gomes.
Terceira Travessia do Tejo é um símbolo da nova Europa
Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes, do Secretariado Nacional do Partido Socialista, começou por salientar que “o PS é o partido do futuro e da esperança para os barreirenses” recordando que o “PS sempre foi o partido da Europa” e que “PCP sempre esteve contra a Europa”.
Referiu que a nova travessia do Tejo vai colocar o Barreiro “no centro da Área Metropolitana de Lisboa” e que “a Terceira Travessia do Tejo é um símbolo da nova Europa que queremos construir”.
Salientou que “com o PSD nada do que está projectado seria feito”, e, referiu que o PCP tem os “discursos demagógicos e oportunistas de Jerónimo Sousa” com opinião ao sabor dos locais, fazendo “do PS o seu inimigo”.
Na sua intervenção referiu, que Jerónimo Sousa é contra os grandes investimentos públicos.
Barreiro-Chelas vai corrigir uma injustiça histórica
Ana Paula Vitorino sublinhou que os projectos do Governo, para a margem esquerda, vão mudar o Barreiro.
Recordou que no dia 30 de Março foi dado mais uma passo para a construção da nova Travessia do Tejo, ao ser aberto o Concurso que torna este projecto irreversível, ao mesmo tempo, sublinhou que o corredor Barreiro-Chelas vai “corrigir uma injustiça histórica” e deu relevo à construção da Gare Sul, no Lavradio, que vai ligar o Barreiro a Lisboa em 10 minutos.
“Ninguém venha, aqui no Barreiro, apropriar-se daquilo que é exclusivamente uma decisão do PS e do governo PS” – salientou.
A Quimiparque é a alavanca para o Barreiro do futuro
Ana Paulo Vitorino referiu, igualmente que o Metro Sul do Tejo vai ligar-se a nova Gare do Sul, e salientou a importância do projecto estruturante do Arco Ribeirinho Sul, que vai definir a estratégia para os territórios da Quimiparque, Margueira e Siderurgia Nacional.
“A Quimiparque é a alavanca para o Barreiro do futuro” – sublinhou, referindo que naquele território vai ser construído o Centro Ferroviário.
Salientou igualmente que no concelho do Barreiro será localizado o Parque de Material de Oficinas do TGV.
Candidato de toda a esquerda democrática
“Estamos a criar uma nova página de progresso do Barreiro” – sublinhou, acrescentando que o Barreiro vai ficar localizado a 20 minutos do Novo Aeroporto de Lisboa.
Na sua intervenção salientou que o Barreiro tem pela frente um conjunto de oportunidades mas, disse, “o Barreiro não pode ir à boleia, deste esforço de desenvolvimento”, por essa razão, defendeu que o município do Barreiro tem que ter à sua frente “uma pessoa com força” para encarar os desafios.
Referiu que o candidato do PS, “não é apenas o candidato do PS Barreiro, é o candidato de toda a esquerda democrática”.
Devolver ao Barreiro aquilo que o Barreiro me deu
A encerrar Nuno Santa Clara Gomes, candidato independente, pelo PS, á presidência da Câmara Municipal do Barreiro, referiu algumas das razões que o motivaram a aceitar a candidatura, recordando que para ele “o Barreiro era uma terra mítica” onde as “lutas operárias e consciência cívica atingiram níveis que fizeram sonhar”.
Por essa razão, disse, decidiu - “devolver ao Barreiro aquilo que o Barreiro me deu”.
Exigir para o Barreiro tudo aquilo que merecem
Nuno Santa Clara Gomes, salientou a importância dos investimentos públicos previstos para a margem sul, que ultrapassam os limites do concelho, referindo que é necessário estar à altura dos desafios que se colocam ao barreiro do século XXI.
“Não gostaria de ver o meu nome ligado ao falhanço destes projectos” – sublinhou, porque os projectos que estão em marcha na região, salientou, os quais referiu, “não se trata de utopias, trata-se de coisas concretas” que devem contribuir para que o Barreiro tenha vida própria.
“Vamos exigir para o Barreiro tudo aquilo que as suas potencialidades merecem” – salientou, referindo que quer “contar com todas as pessoas” porque “primeiro é o Barreiro”.
S.P.
BREVE REGISTO













