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Perspectivas

Reunião Pública da Câmara Municipal do BarreiroTodos de acordo que a Ponte Barreiro-Chelas deve ter as opções ferro-rodoviária

. Câmara vai solicitar reunião com o Primeiro Ministro

. Bruno Vitorino considera que Amílcar Romano tem “uma visão redutora da política”

No decorrer da Reunião Pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada ontem em Palhais, registou-se unanimidade de posições na defesa da Ponte Barreiro-Chelas, com as suas vertentes ferroviária e rodoviária, sendo salientado que esta infraestrutura é essencial na consolidação de Lisboa “cidade de duas margens”.

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro alertou para as hesitações que estão a ser sentidas, quer oriundas da Presidência da República, quer do Poder Central e apelou à mobilização de todos na defesa da construção da Terceira Travessia do Tejo, enquanto projecto de interesse nacional, regional e para o Barreiro.

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Reunião Pública da Câmara Municipal do Barreiro Todos de acordo que a Ponte Barreiro-Chelas deve ter as opções ferro-rodoviária

Por Jornal Rostos

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que existem, actualmente, “criticas diversificadas” sobre a construção da ponte com todas as suas funções rodoviária e ferroviária.
O autarca sublinhou que “têm havido algumas hesitações” do Poder Central e expressou as suas preocupações sobre recentes declarações do Presidente da República.
“Devemos continuar atentos e actuantes” - referiu, nesse sentido referiu que a Câmara vai solicitar uma reunião com o Primeiro-Ministro para analisar esta matéria e apresentar as suas preocupações.
O autarca alertou para o facto de alguns partido políticos “não terem uma visão correcta e justa sobre este problema”, defendendo que a Terceira Travessia do Tejo “ultrapassa a dimensão do concelho do Barreiro” porque é um projecto de interesse regional e nacional.

Nova ponte pode reduzir os movimentos pendulares

Na sua opinião a construção da ponte Barreiro-Chelas é essencial para que Lisboa desenvolva a sua capacidade ao nível internacional, desenvolvendo-se como uma “cidade-região polinucleada”.
O autarca considera importante que Lisboa cresça para a margem sul, que se articule com Porto de Setúbal e Sines, contribuindo para o desenvolvimento económico da Península de Setúbal.
Carlos Humberto, salientou que a nova ponte pode ser essencial para que exista uma redução dos movimentos pendulares, desde que se aposte na criação de emprego na margem sul.

PS nesta matéria é bem claro

Amílcar Romano, vereador do Partido Socialista, reafirmou a importância da construção da Ponte Barreiro-Chelas como projecto essencial para a região.
O autarca referiu que – “não conheço hesitações do Poder Central”, acrescentando que “conheço uma forte determinação” na construção da nova ponte com as duas vertentes ferroviária e rodoviária.
“Ainda não vi nenhuma hesitação” – sublinhou.
Na sua opinião este é um projecto estruturante e recordou que pela primeira vez um Governo assumiu um papel importante no reconhecimento da importância do concelho do Barreiro e da região, estando em curso diversos projectos, nomeadamente o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, a plataforma logística do Poceirão e o projecto do Arco Ribeirinho Sul.
“É importante clarificar a posição de cada força politica, pois algumas dizem uma coisa no Barreiro e em Lisboa dizem outra coisa, o PS nesta matéria é bem claro” – referiu Amílcar Romano, recordando que “noutras forças política há contradições e custa entender o que pretendem”.
Na sua intervenção salientou que sobre esta matéria – “não pode haver confusões, nem dúvidas entre o Poder Local e o Poder Central”, porque, referiu – “os projectos são mais que os interesses do Barreiro, são de interesse regional e nacional”.
Amílcar Romano acrescentou que a Câmara deve motivar os agentes locais de forma que se assumam de forma activa na defesa deste projecto regional.

Não mudei a minha opinião sobre o assunto

Bruno Vitorino, vereador do PSD, referiu que “estou satisfeito e aplaudo a forma como o presidente da Câmara se referiu à Terceira Travessia do Tejo”, acrescentando que sobre esta matéria – “não mudei a minha opinião sobre o assunto”.
O autarca salientou que a ponte Barreiro- Chelas é essencial para a construção da cidade de duas margens, tendo por base a promoção do “desenvolvimento sustentável”.
“Estarei sempre ao seu lado, com esse discurso” – disse Bruno Vitorino dirigindo-se ao presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Amílcar Romano tem “uma visão redutora da política”

Entretanto, Bruno Vitorino, na sua intervenção teceu alguns comentários sobre uma entrevista de Amílcar Romano, editada no jornal “Noticias do Barreiro”.
O autarca referiu que Amílcar Romano tem “uma visão redutora da política”.
Bruno Vitorino contestou que a ETAR fosse uma obra da gestão socialista e recordou que esta obra só foi possível concretizar porque no Governo de Durão Barroso foram criados os instrumentos necessários, com a criação da SIMARSUL.
A gestão PS, disse, limitou-se a aderir ao sistema que outros teriam feito se o mesmo mecanismo tivesse sido criado, coisa que anteriormente não existia – “antes não existia o sistema”.
“Não é sério que se venha dizer que só avançou no anterior mandato” – disse Bruno Vitorino, classificando as posições de Amílcar Romano sobre esta matéria de “pura demagogia”.

Monopólio do estacionamento no centro da cidade

Bruno Vitorino referiu ainda que as posições que o PSD assumiu sobre a construção do Forum Barreiro, foram no sentido de “acautelar os interesses do Barreiro”, nomeadamente que venha a existir um “monopólio do estacionamento no centro da cidade”.
“Nós não estamos contra. Estamos contra a falta de transparência que é transversal aos dois mandatos” – disse.
Recordou que o pedido de inspecção solicitado ao IGAP, no decorrer da gestão socialista, no seu Relatório final, “deu-nos razão numas coisas, noutras não”.

PS votou favoravelmente os aumentos

Bruno Vitorino, recordou que Amílcar Romano agora contesta os preços da água no Barreiro, no entanto, sublinhou o PS votou favoravelmente os aumentos da água, enquanto o PSD votou contra.
“Isto não é coerência” – disse Bruno Vitorino, finalizando, a sua intervenção sublinhando que procurou deixar estes esclarecimentos “não baixando o nível”, “nem respondendo aos mimos” de Amílcar Romano.
Amílcar Romano, entretanto, referiu que o PS votou a favor do aumento de água – “de acordo com objectivos precisos que não foram cumpridos”.
Carlos Humberto, comentou – “Amílcar Romano conseguiu o que queria, que lhe dessem atenção”, acrescentando que sobre todas as matérias referenciadas “há muito para dizer”, mas na sua opinião não era a reunião pública de Câmara o momento adequado – “teremos muito tempo para esclarecer”.

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