Palhais - BarreiroIgreja de Nª Srª da Graça de Palhais foi construída por vontade do povo
Sublinhando que a Igreja de Palhais foi construída pela vontade do povo, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que esta experiência de vida dos barreirenses é importante para actualidade porque – “sempre juntámos as nossas capacidades, para em conjunto construirmos aquilo que ninguém faz por nós. Temos que trabalhar juntos, porque não há salvadores”.

Por Jornal Rostos
Na Igreja de Nª Srª da Graça decorreu hoje o lançamento do livro “A Igreja de Nª Srª da Graça na História de Palhais”, de Ana Sousa Leal, o evento contou com um agradável momento musical proporcionado pelo Grupo «Animae Vox».
Manuel Costa, presidente da Junta de Freguesia de Palhais, recordou que a génese do livro de Ana Leal remonta ao ano de 1992, no âmbito de um projecto do Centro de Cultura da Juventude do Barreiro, tendo durante este tempo a obra aguardado a possibilidade de ser editada que agora se concretizou, por iniciativa da Junta de Freguesia de Palhais.
O autarca sublinhou que um aspecto que esta obra clarifica são as cores da freguesia de Palhais, demonstrando que as mesmas são o verde e o preto.
Igrejas do concelho do Barreiro são igrejas democráticas
Ana Leal, autora da obra, sublinhou que o importante desta obra é “desmistificar a ideia que existe, não confirmada, que a Igreja de Nª Srª da Graça foi mandada construir por Paulo da Gama”.
Ana Leal salientou que “a Igreja de Palhais, como todas as Igrejas do concelho do Barreiro, são igrejas democráticas, foram construídas com donativos da população”.
“Foi a população quem as pagou” – referiu Ana Leal, recordando que a Igreja de Palhais é a única, no concelho do Barreiro, classificada como Monumento Nacional, o seu pórtico manuelino”.
O Padre José Luís expressou a sua satisfação pela edição desta obra que permite conhecer as memórias da região e da Igreja de Palhais.
Não há salvadores
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou a importância da obra de Ana Leal para proporcionar o conhecimento das história e das memórias dos barreirenses, por outro lado, evocou o facto da Igreja de Palhais ter sido construída pelo povo e na sua reflexão salientou que esta é uma característica da comunidade barreirense ao longo da sua história, existindo exemplos na construção de colectividades e instituições de solidariedade social.
“Esta é a nossa experiência de vida, sempre juntámos as nossas capacidades, para em conjunto construirmos aquilo que ninguém faz por nós. Temos que trabalhar juntos, porque não há salvadores” – referiu Carlos Humberto.
Só vivemos aquilo que conhecemos
O autarca sublinhou que a propósito das comemorações do 25º aniversário da elevação do Barreiro à categoria de cidade, deveria ser valorizado aquilo que tem sido a vida do concelho do Barreiro ao longo de muitos anos, como concelho pioneiro, como concelho de referência de novas tecnologias no século XIX e século XX – “Fazia-se no Barreiro, ao nível de utilização de tecnologias, do mais avançado existia em Portugal e na Europa”.
Carlos Humberto sublinhou que – “Não podemos permitir que a nossa história seja apagada, nem que seja esquecida. É importante que a nossa história seja conhecida, seja vivida. Nós, só vivemos aquilo que conhecemos”.
Quimiparque é a primeira prioridade do Barreiro
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que o futuro do Barreiro deve ter em conta aquilo que foi o seu passado e, neste contexto, considerou que o território da Quimiparque é “o mais importante” para o futuro do Barreiro- “esta é a primeira prioridade do Barreiro”
O autarca sublinhou que aquele território tem que ser “como foi no passado um “território de criação de riqueza”, acrescentando que “esta é a batalha a desenvolver”.
Carlos Humberto, acrescentou que a segunda prioridade é a construção da Terceira Travessia do Tejo – “porque pode ajudar a que se concretize o desenvolvimento do território da Quimiparque, mas não é determinante”.
Construção da Ponte Barreiro-Chelas é inevitável
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que sempre alertou para o facto da construção da Terceira Travessia do Tejo – “não ser um dado adquirido” e que sempre alertou para que, sobre esta matéria, ser necessário “estar actuante”, como recentes factos os estão a demonstrar, salientou.
Na sua opinião a construção da Ponte Barreiro-Chelas é inevitável, porque esta “não é uma ponte para o Barreiro, é uma ponte para Portugal”.
Carlos Humberto, salientou que “tal como no passado o povo do Barreiro construiu Igrejas e colectividades unindo vontades”, hoje, perante os desafios da actualidade - “teremos que unir vontades para todos juntos construirmos o futuro”.
S.P.













