No Auditório Municipal Augusto CabritaUma tarde de evocação de memórias de luta pela Liberdade
Nesta sessão Helder Madeira, salientou que a obra de Armando Teixeira, é “uma forma de homenagear a nossa terra e as suas gentes”, acrescentando que um livro “de grande conteúdo humano, que fala das coisas de forma frontal e sem cedências”.
Carlos Humberto, referiu que esta obra é “uma homenagem a todos os que passaram ideias ao longo dos anos e deram um contributo para construir um mundo melhor”.
Recordou que nos “presente nos querem retirar direitos conquistados pela luta de gerações”, acrescentando que esta obra é importante porque “não podemos aceitar que se reescreva ou se apague a nossa história”.

Por Jornal Rostos
No Auditório Municipal Augusto Cabrita decorreu, hoje, durante a tarde o lançamento do livro "BARREIRO, ROTEIRO DAS MEMÓRIAS da Resistência, do Trabalho e da Luta", de Armando Teixeira, uma edição da Câmara Municipal do Barreiro.
O lançamento deste 5º livro de Armando Teixeira, segundo referiu o autor, “é o último sobre a gesta do povo do Barreiro”, que neste caso trata os períodos de 1910 aos anos 70, abrangendo 64 anos “da história da luta Barreiro Operário”.
Armando Teixeira, referiu os tempos de “terror e perseguição fascista” e também um tempo que era marcado pela “força da solidariedade antifascista”.
Na sua intervenção deu relevo à evocação do Sessão promovida pelo Cine Clube do Barreiro, que contou com a participação de Zeca Afonso, no dia 11 de Novembro de 1967.
Sublinhou, igualmente, a importância das eleições de 1969, onde a campanha da CDE, foi importante para a tomada de consciência democrática. Recordou que foram eleições que no Barreiro e Moita a CDE venceu.
O autor recordou ainda a jornadas de contestação ao regime fascista, que movimentaram milhares de cidadãos e que motivaram uma forte repressão da GNR, no dia 3 de Maio de 1970.
A finalizar a sua intervenção, sublinhou que – “o sistema capitalista não é o futuro da humanidade”.
Não podemos aceitar que se reescreva ou se apague a nossa história
Nesta sessão Helder Madeira, salientou que a obra de Armando Teixeira, é “uma forma de homenagear a nossa terra e as suas gentes”, acrescentando que um livro “de grande conteúdo humano, que fala das coisas de forma frontal e sem cedências”.
Carlos Humberto, referiu que esta obra é “uma homenagem a todos os que passaram ideias ao longo dos anos e deram um contributo para construir um mundo melhor”.
“Havemos de lá chegar” – sublinhou Carlos Humberto, que salientou estar a falar como cidadão e não na sua qualidade de presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Recordou que nos “presente nos querem retirar direitos conquistados pela luta de gerações”, acrescentando que esta obra é importante porque “não podemos aceitar que se reescreva ou se apague a nossa história”.
No entanto, Carlos Humberto, sublinhou que não devemos “ficar agarrados ao passado”, sendo importante “revisitar o passado como um contributo para caminhar para o futuro”.
Na sua intervenção recordou diversos momentos da sua intervenção cívica, no Cine Clube do Barreiro, no Luso Futebol Clube e na Escola Alfredo da Silva.
Salientou que todas as lutas foram vividas com “uma grande sede de agarrar a liberdade” e que por “osmose diária ” com a luta e acção dos operários da CUF, ferroviários e corticeiros, aprendeu a viver com “o sentimento de medo, medo de ser preso, medo de ir para a Guerra Colonial”, soube aprender a a “viver em solidariedade” e fazer do medo ao medo, um caminho pela luta pela liberdade e de combate ao fascismo – “hoje querem chamar-lhe outros nomes, Estado Novo” – disse.
Carlos Humberto salientou que “a ditadura era uma ditadura de um regime económico e financeiros”.
“Dar os primeiros passos na luta contra o fascismo era uma janela que se abria”
Alfredo Matos, recordou as muitas carências da classe operária do Barreiro, as lutas que se travaram nas prisões e salientou que tudo o que for feito para evocar os tempos do fascismo é útil.
“Dar os primeiros passos na luta contra o fascismo era uma janela que se abria” para a consciência politica e democrática – salientou Alfredo Matos.
Odete Santos declamou poemas e recordou que ontem como hoje “o medo gera o medo”, nem que seja “o medo de perder o emprego”.
Claud, cantora barreirense, trouxe com a sua voz e canto a poesia recordando que “enquanto houver estradas para andar a gente vai continuar”, dedicando uma das suas canções em homenagem a Teresa Paula Brito.
O Grupo de Teatro Projéctor levou a cena um pequeno espaço teatral tendo como tema : “Inauguração da Estátua”, evocando diversas polémicas sobre a localização da estátua Alfredo da Silva.
Samuel recordou José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, Joaquim Pessoas trouxe os seus poemas, deixando a mensagem – “canta se falta a Liberdade”.
O Grupo Coral Fernando Lopes Graça encerrou esta tarde de evocação de memórias e histórias do Barreiro.













