No Debate sobre Investimentos PúblicosPonte Barreiro - Chelas uma “prioridade”
- Recebe “acordo” de deputados do PS, PSD, PCP, CDS e BE
No final, todos os deputados, expressaram a sua concordância com a construção da Ponte Barreiro-Chelas, reconhecendo ser esta uma prioridade e um investimento público que deve avançar, por ser essencial ao desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa.

Por Jornal Rostos
No debate promovido pelo «Jornal do Barreiro» tendo como tema «Investimentos Públicos no contexto da crise», de facto, a reflexão sobre a construção da Ponte Barreiro-Chelas foi um dos temas que animou o debate.
Os deputados convidados, do PS, PSD, PCP, CDS/PP e BE, que integraram o painel, no final, expressaram a concordância com a construção da Ponte Barreiro-Chelas.
CDS – Nuno Magalhães defende vertentes rodoviária e ferroviária
Nuno Magalhães, do CDS/PP, defendeu inicialmente que a Terceira Travessia do Tejo “deve ser feita quando a economia reanimar” e deverá ser construída com as duas vertentes rodoviária e ferroviária.
No final do debate, no entanto, expressou a sua concordância com a construção da Ponte Barreiro-Chelas, por outro lado, sublinhou a sua discordância sobre um eventualmente faseamento das vertentes ferroviária em primeiro e posteriormente a entrada em funcionamento da vertente rodoviária, defendida pelo Bloco de Esquerda.
PCP – Bruno Dias alerta para “negociatas tipo Lusoponte”
Bruno Dias, PCP, sublinhou que a Ponte Barreiro-Chelas é “um projecto que transforma a região numa zona polinucleada que tem deixar de ser policêntrica” e considerou que não se deve cair no erro de adiar os investimentos.
Na sua intervenção sublinhou que a Terceira Travessia do Tejo é um garante de qualidade de vida das populações, desde que existam serviços públicos ferroviários de qualidade, que contribuam para “fomentar a sua utilização”.
O deputado do PCP criticou a “barbaridade” que existe na Ponte 25 de Abril”, onde “as populações estão a ser penalizadas com tarifas muito caras” e, também, sublinhou que em cada 5 viaturas que chegam a Lisboa diariamente uma é oriunda da Margem Sul, quatro são oriundas da Margem Norte, para expressar a sua discordância da proposta de faseamento da abertura da vertente rodoviária, defendida pelo BE.
Recordou que na região de Setúbal, cada semana de trabalho, as pessoas têm “mais um dia de trabalho” que gastam nas deslocações pendulares.
Bruno Dias, referiu que tem existido “uma visão de discriminação” da Margem Sul, pelos sucessivos governos.
No final do debate, salientou que “a ponte deve avançar já, com as vertentes rodoviária e ferroviária”, no entanto, acrescentou que devem evitar-se “negociatas do tipo da Lusoponte”, sublinhando que a Lusoponte já recebeu 1.502 milhões de euros.
PS – Paulo Pedroso sublinhou que o “automóvel não é adversário da cidade”
Paulo Pedroso, PS, sublinhou que não se deve misturar no debate sobre a construção da Terceira Travessia do Tejo ou TGV com os problemas da “resposta à crise” e defendeu que “nós precisamos do investimento público”, porque tal “é necessário para combater as nossas fragilidades”.
“A Terceira Travessia do Tejo é uma oportunidade histórica de regular a capital” – referiu Paulo Pedroso, salientando que este investimento já deveria ter sido feito há 10 ou 20 anos, acrescentando que a construção da ponte Barreiro-Chelas corrige “o desastre de ter sido feita a travessia Lisboa-Montijo”.
O deputado socialista recordou que o Barreiro tem uma tradição ferroviária e que a nova travessia do Tejo, com as vertentes ferro-rodoviária, pode contribuir para recuperar essa tradição do Barreiro.
No final do debate, defendeu que a Ponte Barreiro-Chelas “deve avançar agora” com as vertentes rodoviária e ferroviária, sublinhando que esta infraestrutura é essencial para o “futuro da região”, e, defendendo que – “a Terceira Travessia do Tejo é de interesse regional e nacional”.
Na sua opinião ligar a discussão dos investimentos públicos e da Terceira Travessia do Tejo à crise – “é atirar areia para os olhos”.
O deputado socialista sublinhou, ainda, que o “automóvel não é adversário da cidade” e acrescentou “não vejo o automóvel como um inimigo”, apenas, “tem que ser domesticado” para, desta forma, contrariar a ideia da entrada faseada no tempo das vertentes ferroviária e rodoviária, defendida pelo Bloco de Esquerda.
Paulo Pedroso defendeu que para domesticar o automóvel, este, terá que ser “taxado” mas, recordou que os habitantes da Margem Sul, quando vão para Lisboa, actualmente já são taxados, o que não acontece com os habitantes da Margem Norte.
PSD – Fernando Negrão defendeu ponte integrada em estratégia da região
Fernando Negrão, PSD, defendeu que a Terceira Travessia do Tejo “é fundamental até a quinta travessia é fundamental” e considerou como “prioritária a ligação Barreiro-Chelas”.
Na sua opinião, a construção da Terceira Travessia do Tejo, “deve ser integrada numa estratégia de desenvolvimento da região e da Margem Sul”.
“O PSD não põe em causa este investimento” – sublinhou, acrescentando que é importante “ponderá-lo” porque perante a crise é preciso prevenir, no entanto, salientou “o PSD não está contra a ponte”.
Fernando Negrão alertou, no entanto, para os problemas ambientais, devido ao excesso de CO2 e criticou a inexistência de “uma estratégia ferroviária” no país.
BE – Helena Pinto defendeu “faseamento” de tempo na abertura da via rodoviária
Helena Pinto, BE, defendeu a construção da ponte Barreiro-Chelas – “já” – com as duas vertentes rodoviária e ferroviária, no entanto considerou que, devido a factores ambientais, deve existir “um faseamento de tempo entre a abertura da via ferroviária e a via rodoviária”, com a perspectiva “pedagógica” de dar um “impulso ao uso do transporte colectivo”, porque “o uso do automóvel está a tornar-se insustentável”.
Na sua intervenção, referiu que sobre a Terceira Travessia do Tejo é importante saber as posições do PS e PSD, porque o PS suspendeu as obras públicas e o PSD está contra todas as obras públicas.
“É preciso esclarecer se vai ou não haver ponte” – disse, sublinhando, que o PS e o PSD devem dizer “se são contra a Terceira Travessia do Tejo”.
S.P.













