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Perspectivas

Bloco de Esquerda – BarreiroA «Urbanizite» continua a afectar a nossa cidade

. BE expressa o seu protesto contra “urbanizações palafitas”

“Temos assistido a um discurso político da CDU a propósito da ligação da cidade ao rio, tipo canto das sereias. Ao mesmo tempo que se manifestam intenções de virar a cidade ao rio e inverter um passado de afastamento e maus tratos aos rios Coina e Tejo, tomam-se decisões urbanísticas que comprometem objectivamente o desenvolvimento da Zona Ribeirinha.” – sublinha o Bloco de Esquerda do Barreiro, em comunicado divulgado aos órgãos de comunicação social.

Mário Durval, candidato do Bloco de Esquerda à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, referiu aos jornalistas, a sua discordância por “urbanizações palafitas” e acrescentou que “a construção desenfreada, esta urbanizite, que é a doença das urbanizações, continua a afectar a nossa cidade”.

4 min de leitura
Bloco de Esquerda – Barreiro A «Urbanizite» continua a afectar a nossa cidade

Por Jornal Rostos

A apresentação das propostas da empresa fictícia «Patrimoney & Euromill & Associados», sobre “planeamento urbano” foi o leit motiv para que o Bloco de Esquerda do Barreiro, divulgasse as suas criticas sobre um projecto de urbanização na zona ribeirinha, junto ao Moinho Pequeno.
De acordo com o Bloco de Esquerda – “O interesse público sucumbiu ao interesse particular com a autorização da CMB de permitir a construção de 10 apartamentos em três blocos, em plena zona ribeirinha, desalinhando o passeio público da orla costeira, destruindo a paisagem natural e os direitos de vista dos cidadãos residentes e visitantes.”

A questão é de ordem política e não de ordem legal

Segundo o comunicado distribuído à população e aos órgãos de comunicação social, o Bloco de Esquerda considera que – “Politicamente, de pouco serve justificar-se decisões desta natureza com a presumível legalidade de uma operação engenhosa, a coberto de um PDM, ainda em vigor, mas ao arrepio dos compromissos eleitorais da CDU que se comprometeu a concluir a sua revisão neste mandato. A questão é de ordem política e não de ordem legal.”
Acrescenta o Bloco de Esquerda que – “O padrão de desenvolvimento urbano na cidade mantém a sua marcha, sob o canto das sereias que nos embalam com a ligação da cidade ao rio, o que continua a vingar nesta terra são as ligações ao rio da especulação fundiária e imobiliária.”

Destruindo a paisagem natural e os direitos de vista dos cidadãos

Segundo o BE – “Temos assistido a um discurso político da CDU a propósito da ligação da cidade ao rio, tipo canto das sereias. Ao mesmo tempo que se manifestam intenções de virar a cidade ao rio e inverter um passado de afastamento e maus tratos aos rios Coina e Tejo, tomam-se decisões urbanísticas que comprometem objectivamente o desenvolvimento da Zona Ribeirinha.”
O Bloco de Esquerda considera que – “Assim aconteceu no Largo do Moinho Pequeno no Barreiro. O interesse público sucumbiu ao interesse particular com a autorização da CMB de permitir a construção de 10 apartamentos em três blocos, em plena zona ribeirinha, desalinhando o passeio público da orla costeira, destruindo a paisagem natural e os direitos de vista dos cidadãos residentes e visitantes.”

Urbanizite continua a afectar a nossa cidade

Mário Durval, candidato do Bloco de Esquerda á presidência da Câmara Municipal do Barreiro, referiu aos jornalistas, que com esta acção, o Bloco de Esquerda tenta “demonstrar pelo absurdo” algumas das decisões que se tomam no concelho do Barreiro.
Segundo Mário Durval, o absurdo da situação demonstra aquilo que são as boas intenções, “os palavreados do Executivo, acabam, em termos práticos em ser contrariados pela realidade”.
O candidato do Bloco de Esquerda considera inadmissível a urbanização junto ao Moinho Pequeno, que Mário Durval classificou de “urbanização palafita”, salientando que “é uma situação perfeitamente inconcebível”.
Segundo Mário Durval, existe “uma relação muito intensa das autarquias, dos vários executivos, com o betão” uma situação que considera “não é desejável de todo”.
Na sua opinião “a construção desenfreada, esta urbanizite, que é a doença das urbanizações, continua a afectar a nossa cidade”.
O candidato do Bloco de Esquerda, salientou que “o PDM continua sem ser revisto, e continua sem ser revisto o número de habitantes propostos para o concelho, que é um exagero os 200 mil”.






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