Arco Ribeirinho Sul - BarreiroInvestimentos programados atingem 520 milhões de euros
. Conjunto das operações abrange cerca de 900 hectares
Francisco Correia, Ministro do Ambiente, referiu que o projecto implica um investimento de 70 milhões de euros pelos municípios, cuja articulação com o Poder Central tem sido marcada por “espírito de bom trabalho e cooperação”.
Carlos Costa Pina, Secretário de Estado do Tesouro, referiu que com o projecto do Arco Ribeirinho Sul – “temos aqui finalmente com vários concelhos uma só cidade” e sublinhou que a construção da cidade de duas margens - “não é um monopólio do município de Lisboa”.
Fonseca Ferreira, referiu que “os investimentos programados atingem 520 milhões de euros” e “não representarem encargos para o Estado.”
“Estamos a antecipar o futuro” – referiu Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordando que “há muito que defendemos uma visão estratégica que coloca o Tejo como o espaço de união das duas margens”.

Por Jornal Rostos
A sessão de apresentação do projecto do Arco Ribeirinho Sul, trouxe ao Barreiro toda a comunicação social do país, diversos governantes, presidentes de Câmara, numa cerimónia, junto às margens do Tejo, mo território da Quimiparque, que colocou o Barreiro como espaço de referência e de centralidade do futuro da Área Metropolitana de Lisboa.
“Estamos a antecipar o futuro”
“Estamos a antecipar o futuro” – referiu Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no decorrer da Sessão de Apresentação do Projecto do Arco Ribeirinho Sul, recordando que “há muito que defendemos uma visão estratégica que coloca o Tejo como o espaço de união das duas margens”.
O autarca sublinhou que “o Tejo é uma grande oportunidade” e “o maior ponto de encontro da Área Metropolitana de Lisboa e do país”, acrescentando que a Margem Sul “quer ajudar o país e Lisboa” assumindo o desígnio de “construir a cidade região”.
“A decisão que o Governo assumiu é mais um passo”
Carlos Humberto, sublinhou a importância dos territórios da Margueira, em Almada; da Siderurgia Nacional, no Seixal e da Quimiparque, no Barreiro, como áreas de grandes potencialidades, recordando que são áreas que “precisam ser revitalizadas”.
“A decisão que o Governo assumiu é mais um passo” – sublinhou.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro considerou essencial o “respeito pelo património histórico, que deve ser preservado”, referiu a importância da Terceira Travessia do Tejo, com as componentes ferroviária e rodoviária, assim como a ligação do Metro Sul do Tejo, até ao Barreiro.
Na sua intervenção o autarca recordou o trabalho que tem sido elaborado na reconversão do território da Quimiparque, assim como as “soluções integradas” que foram definidas no âmbito do Plano Estratégico do Arco Ribeirinho Sul.
Forte “envolvimento dos municípios” foi essencial
Fonseca Ferreira, presidente da CCDR-LVT, recordou que o conceito do Arco Ribeirinho Sul estava contido no PROT 2002, envolvendo uma área com 550 mil habitantes, distribuídos por seis concelhos.
O presidente da CCDR referiu que este território, do Arco Ribeirinho Sul, tem “um papel estruturante ma Área Metropolitana de Lisboa”, devendo desempenhar um papel “âncora” na criação da “cidade metrópole de duas margens” assim como desempenhar um papel de “internacionalização da economia portuguesa”.
Fonseca Ferreira, referiu que o Governo decidiu “valorizar o património público” com um projecto de “regularização urbanística” onde “não há encargos para o Estado”.
Por outro lado, sublinhou “o apoio estimulante e contributos concretos dos municípios” que para os respectivos territórios já têm “planos urbanísticos adiantados”.
Acrescentou que o forte “envolvimento dos municípios” foi essencial para o desenvolvimento do projecto do Arco Ribeirinho Sul.
Fonseca Ferreira divulgou que para os concelhos do Barreiro e Seixal será, posteriormente, constituída a Sociedade Baía do Tejo.
Investimentos programados atingem 520 milhões de euros
Fonseca Ferreira, referiu que “os investimentos programados atingem 520 milhões de euros e as operações apresentam contas equilibradas, satisfazendo a condição estipulada pelo Conselho de Ministros: não representarem encargos para o Estado.”
Recordou que “o conjunto das operações abrange cerca de 900 hectares (70 na Margueira, 536 na Siderurgia Nacional e 290 na Quimiparque) e que se prevê concretizá-las nos seguintes horizontes temporais: Margueira – 15 anos; Siderurgia – 12 anos e Quimiparque – 18 anos”.
Não é um monopólio do município de Lisboa
Carlos Costa Pina, Secretário de Estado do Tesouro, referiu que para chegar a este momento foi percorrido “um longo caminho” desde o ano 2005, um processo que define uma “reforma do património público” regra geral considerado “um parente pobre”.
Segundo sublinhou o “inegável mérito do investimento público” como um importante contributo para “dinamizar a actividade das PME’s e produzir a criação de emprego”.
Carlos Pina, salientou que “a construção da cidade de Lisboa” de duas margens, é de grande importância para o país e, tal, “não é um monopólio do município de Lisboa”.
Recordou que com o projecto do Arco Ribeirinho Sul – “temos aqui finalmente com vários concelhos uma só cidade”.
“A outra margem tem algum estigma”
Francisco Correia, Ministro do Ambiente, referiu que “estamos colectivamente a fazer história, a deixar uma marca na história desta região”, no abrir do século XXI.
“Estamos a reconfigurar a Área Metropolitana de Lisboa” – sublinhou.
O Ministro do Ambiente, sublinhou que a história da sociedade portuguesa do século XX está inscrita nesta margem sul, acrescentando que a ideia “a outra margem tem algum estigma”.
Referiu que para o século XXI, “há projectos” agora é tempo de “passar à realidade”, “fazendo uma cidade com grande qualidade e o reequilíbrio do tecido social”.
Recordou que o projecto implica um investimento de 70 milhões de euros pelos municípios, cuja articulação com o Poder Central tem sido marcada por “espírito de bom trabalho e cooperação”.
Projectos estruturantes e “importantes para o país”
José Sócrates, Primeiro-Ministro, considerou “mesquinho e retrógrado não ver a Área Metropolitana de Lisboa no conjunto das duas margens” e reconheceu o contributo da margem sul para o desenvolvimento do país.
José Sócrates referiu os três projectos Novo Aeroporto de Lisboa, Terceira Travessia do Tejo e Plataforma Logística do Poceirão, como projectos estruturantes e “importantes para o país”.
O Primeiro Ministro salientou a visão politica do projecto do Arco Ribeirinho Sul, dando um especial relevo à cooperação existente entre as Câmaras e o Estado – “todos de acordo” .
De sublinhar que nos seis concelhos do Arco Ribeirinho, onde residem cerca de 550 mil habitantes, poderão surgir mais 15 mil habitantes e serem criados 66 mil postos de trabalho.
S.P.
BREVES REGISTOS
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro - abriu a sessão
José Sócrates Primeiro Ministro encerrou a sessão
Video de apresentação do projecto













