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Perspectivas

MOITAJerónimo de Sousa na Moita
Governo vai continuar a repartir a riqueza pelos mais ricos e a repartir a pobreza pelos mais pobres

. Continuar a levantar os ideais da Revolução de Outubro

“O povo português deu ao PS legitimidade para governar, não para continuar a fazer o que eles fizeram no Governo. Este Governo não aprendeu a lição, tendo em conta o programa do Governo, que mantém o mesmo rumo” – referiu Jerónimo de Sousa, no decorrer do almoço realizado no Ginásio do Atlético Clube da Baixa da Banheira, numa organização da Comissão Concelhia da Moita do Partido Comunista Português.

“Entre a instabilidade governativa e a estabilidade social, nós preferimos a estabilidade social, mesmo que isso provoque instabilidade governativa” – afirmou o secretário-geral do PCP.

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MOITA Jerónimo de Sousa na Moita Governo vai continuar a repartir a riqueza pelos mais ricos e a repartir a pobreza pelos mais pobres

Por Jornal Rostos

Jerónimo de Sousa, no decorrer do almoço realizado no Ginásio do Atlético Clube da Baixa da Banheira, numa organização da Comissão Concelhia da Moita do Partido Comunista Português referiu que o facto novo da perda da maioria absoluta criou outras condições na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Esta devia ser uma lição para o PS

O secretário-geral do PCP salientou que nas últimas eleições os portugueses afirmaram que não queriam “o regresso do PSD e CDS ao poder” e também “condenaram o PS por não ser de esquerda e levar a efeito uma política de direita”
“Esta devia ser uma lição para o PS” – sublinhou.
“Quem lhe retirou a maioria absoluta foram os professores, os enfermeiros, os trabalhadores da Administração Pública, os que ficaram ludibriados com a propaganda da criação de 150 mi postos de trabalho” – salientou Jerónimo de Sousa.

Governo vai prosseguir no essencial a mesma politica

“O povo português deu ao PS legitimidade para governar, não para continuar a fazer o que eles fizeram no Governo. Este Governo não aprendeu a lição, tendo em conta o programa do Governo, que mantém o mesmo rumo” – referiu.
Jerónimo de Sousa salientou que José Sócrates pretende responsabilizar os outros pela estabilidade, e, afirmou que o PCP não dá nenhum acordo às politicas do Governo “a partir de questões do poder” e, disse, “este Governo vai prosseguir no essencial a mesma politica”.

Vai continuar a repartir a riqueza pelos mais ricos

“Alguém acredita que o social pode ter desenvolvimento sem desenvolvimento económico, sem mais emprego. Alguém acredita que o PIB é elástico” – referiu Jerónimo de Sousa.
“O Governo tem que fazer opções em termos de distribuição de riqueza” – sublinhou
Mas, segundo o secretário-geral do PCP, o Governo “vai manter a riqueza concentrada no grande capital”.
“Vai continuar a repartir a riqueza pelos mais ricos, repartir a pobreza pelos mais pobres, pelos menos pobres e pelos que trabalham” – sublinhou Jerónimo de Sousa.

Preferimos a estabilidade social

“Entre a instabilidade governativa e a estabilidade social, nós preferimos a estabilidade social, mesmo que isso provoque instabilidade governativa” – afirmou o secretário-geral do PCP.
Jerónimo de Sousa recordou que o governo aposta na desregularização dos horários de trabalho, na flexisegurança.
“Isto não é uma política de esquerda” – salientou.
O líder do PCP referiu - “Devemos preparar-nos para os combates que aí vêem”, e, recordou que a influência social do PCP é maior que a sua expressão eleitoral.
“Este partido é a grande referência, esperança e confiança para os trabalhadores” – sublinhou Jerónimo de Sousa.

Levantar os ideias da Revolução de Outubro

No final da sua intervenção, por ser dia 7 de Novembro, data que assinala a Revolução de Outubro de 1917, Jerónimo de Sousa, sublinhou que esta – “É uma data histórica para a humanidade, quando a classe operária arriscou tocar o céu, o céu da transformação, da justiça, da igualdade. Acreditar que era possível construir uma sociedade nova. O direito de um homem não ser explorado por outro homem”.
Jerónimo de Sousa referiu que as comemorações dos 20 anos da queda do muro de Berlim, estão a ser marcadas o por um sentido anticomunista.
O secretário-geral do PCP salientou que ps trabalhadores devem “celebrar a Revolução de Outubro” e continuarem a “levantar os ideias da Revolução de Outubro”.

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