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Perspectivas

BARREIRO - Partido SocialistaUtilizar a Câmara do Barreiro como mero instrumento de ataque político contra o Governo

Amílcar Romano, presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, em conferência de imprensa, realizada hoje, referiu que o facto de Nuno Santa Clara Gomes ter aceite pelouro na Câmara Municipal do Barreiro, foi uma atitude que viveu com alguma “perplexidade”.

O líder do Partido Socialista questionado de perante todos estes acontecimentos poderá “pedir a demissão do cargo” afirmou – “Não”.

“À luz dos factos subsequentes, somos levados a concluir que a proposta feita pelo Senhor Presidente Carlos Humberto aos vereadores do Partido Socialista não tinha como objectivo primeiro reforçar a capacidade de gestão da Câmara do Barreiro, mas sim, criar divergências no Partido Socialista” – salientou o líder do PS.

O “actual modelo de gestão autárquico é propício a gerar situações pantanosas, que Eduardo Cabrita, classificou de gerador de “prostituição política”.

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BARREIRO - Partido Socialista Utilizar a Câmara do Barreiro como mero instrumento de ataque político contra o Governo

Por Jornal Rostos

Na conferência de imprensa realizada hoje, que contou com a presença de Amílcar Romano, vereador da Câmara Municipal do Barreiro e presidente da Comissão Política Concelhia do PS Barreiro, Zélia Silva, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro; Eduardo Cabrita e João Pintassilgo, eleitos na Assembleia Municipal do Barreiro, foi divulgado a posição dos socialistas sobre o processo de aceitação e não aceitação de pelouros.

PS os melhores intérpretes de estratégia para desenvolvimento do Barreiro

Sublinhou Amílcar Romano que “o programa eleitoral do PS para as autárquicas 2009 foi subordinado ao tema – Barreiro Primeiro – estas palavras consubstanciam uma atitude e disponibilidade manifestadas pelos candidatos nas diferentes listas do PS Barreiro para assumirem as grandes transformações de que o nosso concelho está francamente dependente para assumir os desafios do futuro”.
O líder do PS sublinhou que os socialistas são “os melhores intérpretes para consolidar uma estratégia de desenvolvimento para o Barreiro, bem definida pelo Governo da República”.

O Senhor Presidente Carlos Humberto não respondeu

Referiu, Amílcar Romano, que “o presidente Carlos Humberto decidiu ouvir os vereadores eleitos na lista do Partido Socialista e apresentar-lhes uma proposta de pelouros”
Acrescentou que “apesar de defendermos que quem ganha deve governar” , o PS apresentou uma contraproposta que lhe “pareceu equilibrada e concordante com a disponibilidade partidária”.
“O Senhor Presidente Carlos Humberto não respondeu” – sublinhou Amílcar Romano.

Utilizar a Câmara do Barreiro como mero instrumento de ataque político contra o Governo

“Hoje, e à luz dos factos subsequentes, somos levados a concluir que a proposta feita pelo Senhor Presidente Carlos Humberto aos vereadores do Partido Socialista não tinha como objectivo primeiro reforçar a capacidade de gestão da Câmara do Barreiro, mas sim, criar divergências no Partido Socialista” – salientou o líder do PS.
Acrescentou ainda que – “fica claramente subentendido que os objectivos principais do actual executivo camarário passam por continuar a utilizar a Câmara do Barreiro como mero instrumento de ataque político contra o Governo, e comprometer de forma especulativa o futuro da nossa cidade”.

Perplexidade pela atitude de Nuno Santa Clara Gomes

“Sobre o facto de o Senhor Vereador Nuno Santa Clara Gomes, cabeça de lista à CMB, pelas listas do Partido Socialista, apenas podemos expressar a nossa perplexidade por tal atitude” – sublinhou Amílcar Romano.
Recordou que em 30 de Outubro, Nuno Santa Clara Gomes subscreveu a contra-proposta apresentada pelos vereadores do PS ao presidente da Câmara.
Segundo Amílcar Romano, referiu, Nuno Santa Clara Gomes, “assumiu por várias vezes e em diferentes reuniões que aceitaria a decisão maioritária do PS Barreiro”.
Por outro lado, sublinhou que o cabeça de lista do PS sabia que o presidente da Câmara – “não tinha dado qualquer resposta à nossa contra-proposta”.

CPC aprova por esmagadora maioria a moção pela não aceitação de pelouros

Referiu Amílcar Romano que o presidente da Câmara, em 3 de Novembro, dez nova proposta- “unicamente ao vereador Nuno Santa Clara Gomes”, que aceitou a proposta de pelouro, disse – “sabendo que estava marcada uma reunião da CPC do PS para o dia 6 de Novembro, com o objectivo de decidir a posição do PS Barreiro”.
Segundo referiu, o líder do PS, no dia 6 de Novembro, a CPC – “aprova por esmagadora maioria a moção pela não aceitação de pelouros pelos vereadores eleitos pelo Partido Socialista”.

Retirada da confiança politica

“A situação criada por Nuno Santa Clara Gomes, colocou em causa as regras de funcionamento do Partido Socialista, nomeadamente do órgão com capacidade para decidir sobre este tipo de matérias” – sublinhou Amílcar Romano.
De acordo com o líder concelhio do PS – “perante a ausência de respostas” de Nuno Santa Clara Gomes, foi decidida a – “retirada da confiança politica”.

O PS está comprometido com o Barreiro

Eduardo Cabrita, salientou que a tomada de posição divulgada pelo líder concelhio visava “clarificar a informação dispersa” sobre esta matéria e marcar “um virar de página”.
Sublinhou que os barreirenses podem contar com o Partido Socialista para enfrentar os desafios do século XXI.
“O PS está comprometido com o Barreiro” - disse

Actual modelo de governação é “preverso”

Eduardo Cabrita salientou que o actual modelo de governação é “preverso” e defendeu que “a lei deve ser mudada”.
Na sua opinião o actual modelo de gestão autárquico é propício a gerar situações pantanosas, que classificou de gerador de “prostituição democrática”.
“A maioria deve assumir a responsabilidade de gestão” – defendeu.

Não me sinto confortável

Amílcar Romano, questionado se sentiu traído por Nuno Santa Clara Gomes, sublinhou que “não gosto da palavra traição”, e, acrescentou “não me sinto confortável”, porque, disse, “esta atitude é contra os princípios e regras do PS”.
Por outro lado, questionado se perante os factos poderia pedir a demissão de presidente da Comissão Politica, o líder dos socialistas, respondeu – “Não!”

S.P.

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