Paulo Corte-Real, presidente da Direcção da ILGA no BARREIRO«O Estado estimulou a criminalização da homossexualidade»
Paulo Corte-Real, presidente da Direcção da ILGA Portugal -- Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero, ontem, no decorrer do debate tendo como tema – “Homossexualidade”, promovido pela Juventude Socialista do Barreiro, salientou que, com a aprovação pela Assembleia da República do casamento gay – “foi um dia histórico para Portugal” que “marcou a mudança por parte do Estado”.

Por Jornal Rostos
O líder da Associação ILGA, sublinhou que o problema do “preconceito da discriminação” dos homossexuais, “não é um problema de Portugal, é um problema mundial”.
“Somos um insulto. Crescemos com o insulto”
Paulo Corte-Real, referiu três vertentes da problemática que afecta a vida quotidiana de todos aqueles ou aquelas que “não nascem gays ou lésbicas”.
“Todos nós já experienciámos o insulto. Somos um insulto. Crescemos com o insulto” – salientou como um dos problemas do quotidiano.
“A homossexualidade é pecado, crime ou doença”
Por outro lado, recordou que “a homossexualidade tem que ser afirmada para existir”, sublinhando sendo necessário tornar “banal” que a comunidade aceite a homossexualidade, de forma aq eu seja retirada da sua situação de “invisibilidade”.
Por fim, o líder da ILGA sublinhou a situação de “isolamento”, porque todos os gays e lésbicas crescem de forma isolada, porque “a homossexualidade é pecado, crime ou doença”.
“O Estado estimulou a criminalização da homossexualidade” – sublinhou, recordando que, em Portugal, só em 1982 esta situação foi alterada.
“Todas as lésbicas e gays após essa data ficaram curados”
Referiu, igualmente, que até 1973, a Organização Mundial de Saúde considerou a homossexualidade uma doença – “todas as lésbicas e gays após essa data ficaram curados”.
Existem crianças que vivem com pessoas do mesmo sexo
Na sua intervenção, Paulo Corte-Real lamentou que as questões relativas a “parentalidade” não tenha sido reconhecidas.
O líder da ILGA salientou que sobre esta matéria “ainda existe muito por fazer”, e, referiu que hoje em Portugal - “existem crianças que vivem com pessoas do mesmo sexo, que estão em união de facto.”













