Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do BarreiroFerroviários ao longo destes 150 anos–“ajudaram a construir o Barreiro que hoje temos”
Passados 151 anos, no âmbito das comemorações da chegada dos Caminhos de Ferro ao Barreiro, foi inaugurada na Galeria Municipal de Arte, uma exposição tendo como tema : «150 Anos de Caminhos-de-Ferro no Barreiro – Património de Afectos».
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que os ferroviários ajudaram a construir um concelho reivindicativo – “um concelho que não abdica dos seus direitos”.

Por Jornal Rostos
As comemorações dos 150 anos dos Caminhos de Ferro no Barreiro são promovidas pela Câmara Municipal em colaboração com a CP – Caminhos de Ferro Portugueses, REFER – Rede Ferroviária Nacional, EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário e Fundação do Museu Nacional Ferroviário.
Ferroviários construíram um Barreiro moderno
Regina Janeiro, vereadora da área cultural da Câmara Municipal do Barreiro, no acto inaugural, agradeceu às entidades e famílias que deram um importante contributo para que a exposição de “afectos” pudesse exprimir uma visão dos sentimentos e dos relacionamentos das famílias ferroviárias.
A autarca recordou que a realização deste evento, no dia 2 de Fevereiro tinha por objectivo assinalar a data da inauguração da linha entre o Barreiro e Vendas Novas.
Sublinhou as diferentes vertentes da actividade dos ferroviários no concelho do Barreiro, desde o nível da solidariedade social, como Instituto dos Ferroviários e os Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, à vida associativa, como o Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro, a Cooperativa de Consumo Operária Barreirense ( hoje cooperativa cultural) e a actividade ao nível sindical, no Sindicato dos Ferroviários.
Regina Janeiro, sublinhou que vão ser realizadas duas exposições diferentes – “esta a primeira fala da parte humana dos trabalhadores da ferrovia”, sublinhando a autarca tudo o que “os operários ferroviários fizeram para construir este Barreiro moderno”.
A segunda exposição realiza-se em Abril, nas antigas instalações dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste.
Laços muito importantes entre o Barreiro e Vendas Novas
O presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, José Figueira, sublinhou que este momento “é extremamente significativo” para Vendas Novas, porque assinala a visita de D. Pedro V, que foi um marco no desenvolvimento de Vendas Novas.
Recordou que D. Pedro V, após essa visita mandou instalar naquela localidade a Escola Prática de Infantaria, que é, disse, “a escola de formação militar mais antiga do país”.
Liga-nos laços muito importantes entre o Barreiro e Vendas Novas, que não são só da ferrovia, mas também da indústria corticeira” – sublinhou.
Um concelho que não abdica dos seus direitos
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que os trabalhadores ferroviários do Barreiro, ao longo destes 150 anos – “ajudaram a construir o Barreiro que hoje temos”.
O autarca salientou a importância desta primeira exposição ser dedicada aos afectos, porque, disse, é fundamental valorizar o sentido humano – “porque tudo o que foi feito e tudo o que será feito tem que ser para as pessoas”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que os ferroviários ajudaram a construir um concelho reivindicativo – “um concelho que não abdica dos seus direitos”.
A inauguração da mostra contou com a actuação do Grupo Coral Alentejano Os Amigos do Barreiro, que cantou o conhecido tema popular «Quando Eu Cheguei ao Barreiro», e do Grupo Animae Vox, que apresentou a peça O Coro dos Escravos, da Ópera Nabuco, de Verdi.
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