João Lobo, presidente da Câmara Municipal da MoitaCâmara atribui anualmente 325 mil euros nos apoios ao Movimento Associativo
. Aprovados três protocolos culturais
Os protocolos propõem a atribuição num total de 55 mil euros, sendo distribuídos por :20 mil euros para o Grupo Tocá a Rufar; 15 mil euros aos Filhos de Lumiére e 20 mil euros ao Teatro Extremo.
Vítor Cabral, vereador do Partido Socialista, sublinhando a “bondade da proposta” ao “pensar no montante” referiu que este é “um valor excessivo”.

Por Jornal Rostos
Na reunião pública da Câmara Municipal da Moita foi aprovada uma proposta de protocolos a celebrar com «Os Filhos de Lumiére- Associação Cultural», com a «ASAT – Associação dos Amigos do Tocá a Rufar» e com o «Teatro Extremo – Companhia de teatro Itinerante».
Estes protocolos foi referido dão continuidade a parcerias que a Câmara Municipal da Moita tem estabelecido nos últimos anos, através dos quais são dinamizados projectos de criação e fruição artística.
Rui Garcia sublinhou que estes protocolos contribuem apara a formação de públicos e dinamizar “criativos” nestes sectores das artes.
Os protocolos propõem a atribuição num total de 55 mil euros, sendo distribuídos por :20 mil euros para o Grupo Tocá a Rufar; 15 mil euros aos Filhos de Lumiére e 20 mil euros ao Teatro Extremo.
Não é justo a atribuição desta verba a três companhias
Vítor Cabral, vereador do Partido Socialista, sublinhando a “bondade da proposta” ao “pensar no montante” referiu que este é “um valor excessivo”.
O autarca referiu que esta verba é o “montante anual que a Câmara Municipal da Moita atribui às colectividades”.
Na sua opinião “não é justo” a atribuição desta verba a três companhias, embora não ponha em causa o mérito das três instituições.
Nesse sentido referiu que o seu voto era contra a a aprovação da proposta.
Não partilho da visão de Vítor Cabral
A vereadora Maria João, do Partido Socialista, sublinhou que “não partilho da visão de Vítor Cabral”, porque tinha conhecimento na prática dos resultados dos protocolos.
Sugeriu que o âmbito da aplicação dos protocolos fosse alargado para além das escolas de forma que todas as crianças do concelho possam beneficiar desta acção.
Por outro lado, numa segunda intervenção, referiu que “concorda com este apoio”, mas pela inexistência de mais informação – “não sei se é caro ou se é barato”.
BE - excessivo valor do montante
Paulo Alfama, do Bloco de Esquerda, expressou que tinha dúvidas sobre o projecto e considerou “o excessivo valor do montante” dado que é direccionado para entidades “que não pertencem ao concelho”.
O autarca sublinhou que existem dificuldades nas colectividades do concelho e, a finalizar sugeriu que nos protocolos fosse garantidas cláusulas sobre eventual não cumprimento.
Actividade cultural não se limita ao Movimento Associativo
Rui Garcia, vice presidente da Câmara, CDU, considerou “incorrecto” estabelecerem-se valores comparativos entre estas verbas e as verbas que são atribuídas ao movimento associativo.
Por outro lado, sublinhou que os valores referidos por Vítor Cabral, sobre as verbas atribuídas ao Movimento Associativo serem idênticas aos valores do protocolo – “podem ser multiplicadas por seis”.
“Isto não é comparável” – disse.
Segundo Rui Garcia, “a actividade cultural da Câmara não se limita ao Movimento Associativo”, dado que são desenvolvidas actividades nas escolas, nas Bibliotecas.
O autarca referiu que as actividades que são desenvolvidas com base nos protocolos em apreciação – “é uma actividade insubstituível” e recordou que “não temos nos quadros da Câmara” que possa desenvolver esta formação.
Sobre os aspectos do incumprimento salientou que todos os aspectos estão contemplados na legislação.
Apoio ao Movimento Associativo atinge 325 mil euros
O presidente da Câmara Municipal da Moita, sublinhou que a Câmara Municipal da Moita atribui anualmente 325 mil euros nos apoios ao Movimento Associativo, sendo 110 mil euros para apoio a actividades.
Desta verba 115 mil euros são transferidos para as Juntas de Freguesia com o objectivo de apoiar o Movimento Associativo.
Proposta aprovada pelos vereadores da CDU
A proposta foi votada, tendo sido aprovada com os votos favoráveis da CDU, o voto contra de Vítor Cabral, PS, e de Paulo Alfama, BE. Os vereadores do PS, Maria João e Luis Coelho, optaram pela abstenção.
De referir que nesta reunião estiveram ausentes Joaquim Raminhos, BE, que foi substituido por Paulo Alfama e, também, António Duro, PS, que foi substituido por Luis Coelho.













