Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal BarreiroPonte Barreiro - Chelas “Este adiamento tem más implicações para a região”
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que a decisão do Governo de adiar a construção da Terceira Travessia do Tejo – “coloca em causa toda a estratégia desenvolvida, ao longo de mais de uma década, para a região.”
“Quero manifestar sem tibiezas a nossa discordância pelo facto desta decisão ter sido tomada” – disse.
“Vamos trabalhar e tentar concluir, ainda mais cedo o Plano de Urbanização da Quimiparque” – sublinhou Carlos Humberto.
Carlos Humberto divulgou que vão ser solicitadas reuniões ao Presidente da República, ao Primeiro Ministro e ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Por Jornal Rostos
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em conferência de imprensa, divulgou a posição da autarquia sobre a decisão tomada pelo Governo de adiamento da construção da Terceira Travessia do Tejo – Ponte Barreiro / Chelas e também do Novo Aeroporto de Lisboa.
O autarca salientou que estas suas infra-estruturas são “estruturantes” e “muito importantes para que a Área Metropolitana de Lisboa” essenciais para o desenvolvimento de “um projecto integrado sustentado, global, do país e a da AML”.
Sublinhou que estes projectos são fundamentais e indispensáveis para promover Lisboa com uma visão “polinucleada de uma grande cidade-região” que o país necessita que – “seja reforçada, diversificada nas suas valências e que tenha condições para se internacionalizar”.
Uma grande região internacional
Carlos Humberto salientou que a Ponte Barreiro- Chelas e a Alta Velocidade, são fundamentais para que Lisboa se assuma como “uma grande região internacional, uma cidade metropolitana, cidade de duas margens”.
O autarca sublinhou que a AML deve crescer e desenvolver-se para o sul, para a Península de Setúbal, para o Arco Ribeirinho Sul.
“A Área Metropolitana de Lisboa só está em condições de assumir esse papel, dinâmico, que o país necessita se, se consolidar e se construir como uma região, uma cidade das cidades” – referiu.
Revisão do PROT-AML
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que a decisão do Governo de alterar o PROT-AML, tinha por base os argumentos relacionados com a implementação de três grandes projectos a Terceira Travessia do Tejo, o Novo Aeroporto de Lisboa e a Alta Velocidade.
Referiu o autarca que a revisão do PROT-AML incorpora estas decisões.
Estado tem que continuar com os investimentos
“Quero afirmar, ao contrário de outros, que o investimento público, potencia o desenvolvimento económico, cria emprego, cria riqueza, é necessário nesta fase de crise internacional e crise nacional, para contrapor ao desemprego o emprego ” – sublinhou.
“O Estado tem que continuar com os seus investimentos” – referiu o autarca.
“Quero afirmar que não me parece aceitável esta decisão do Governo” de aprovar a Alta Velocidade até ao Poceirão, e, “adiar a possibilidade de construir a Terceira Travessia”.
Meios investimentos não atingem os objectivos
“Não há meios investimentos. Os meios investimentos não atingem os objectivos que estão previstos relativamente ao desenvolvimento do país e da região” – sublinhou.
“È possível imaginarmos que a Alta Velocidade fica no Poceirão? É possível imaginarmos que a Alta Velocidade não chega a Lisboa? ” – interrogou.
“Não me parece possível nem aceitável. Isto é um erro estratégico que se pagará caro, do ponto de vista do desenvolvimento” – sublinhou Carlos Humberto.
O autarca salientou que a Alta Velocidade deve ligar Lisboa ao resto da Europa e isso é “indissociável da Terceira Travessia do Tejo” e também do Novo Aeroporto de Lisboa.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que com a opção que está tomada pelo Governo, as coisas ficam “desarticuladas” e vão funcionar de forma “casuística”.
Recordou que quem utilize a Alta Velocidade de Madrid ao Poceirão – “pode demorar o mesmo tempo de Madrid ao Poceirão, como do Poceirão a Lisboa”.
Manifestar sem tibiezas a nossa discordância
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que esta decisão do Governo coloca em causa toda a estratégia desenvolvida, ao longo de mais de uma década, para a região.
“Quero manifestar sem tibiezas a nossa discordância pelo facto desta decisão ter sido tomada” – sublinhou, admitindo que a “crise internacional tem que se ter em conta”, esta crise “não se combate cedendo a pressões”.
“Quero reafirmar a nossa discordância, contra esta decisão e que tudo faremos, que esteja ao nosso alcance, para que seja reposta a decisão anterior” – referiu.
Avançar com o projecto da GARE SUL
“Vamos manter a estratégia de desenvolvimento que temos para o concelho do Barreiro” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, defendendo o futuro do concelho como “uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa”.
“Vamos trabalhar e tentar concluir, ainda mais cedo o Plano de Urbanização da Quimiparque” - referiu.
O autarca salientou que a autarquia vai acelerar a realização do protocolo com a RAVE e PARQUEXPO, para a conclusão do estudo da GARE SUL.
Carlos Humberto divulgou que vão ser solicitadas reuniões ao Presidente da República, ao Primeiro Ministro e ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
Por outro lado, salientou que ao nível local e regional vão ser promovidas reuniões e contactos, no sentido de ser promovida uma reflexão sobre esta matéria.
Intensificar os contactos com os Agentes económicos
“Vamos intensificar os contactos com os Agentes económicos que têm manifestado interesse em investir no concelho do Barreiro” – referiu.
“Reafirmamos o que sempre dissemos a Terceira Travessia do Tejo é um elemento importante para o Barreiro, mas não é o único, na minha opinião nem é o principal, mas é muito importante ”- sublinhou.
A ponte não é a Qumiparque
O autarca no diálogo com os jornalistas, que a decisão do Governo não coloca em causa a construção das infraestruturas – “adia a decisão”.
Carlos Humberto alertou para existência de adversários destes projectos.
O autarca sublinhou que o conceito de desenvolvimento que existe para o território da Quimiparque e para o concelho do Barreiro vai ser mantido, com ou sem ponte, pode é levar mais tempo na sua concretização.
“A ponte potencializa o Plano de Urbanização da Quimiparque, mas a ponte não é o Plano de Urbanização da Quimiparque” – salientou.
Ponte Barreiro-Seixal
Sobre a construção da Ponte Barreiro - Seixal, o autarca parte do pressuposto que “tudo se mantém”.
“Os estudos para a ponte incluem a Ponte Barreiro – Seixal”, sendo concursos de adjudicação distintos admitiu que possam desenvolver-se – “de forma sucessiva”.
Solicitar medidas compensatórias
O autarca admitiu que nas reuniões que foram solicitadas vai ser colocado sobre a mesa a possibilidade de existirem “medidas compensatórias”, dado que há entidades que estão a desenvolver projectos de investimento no concelho do Barreiro que estão associados à implementação da construção da Terceira Travessia do Tejo.
Oficinas Alta Velocidade no Barreiro
Sobre o facto de a Alta Velocidade findar no Poceirão, o autarca interrogado sobre o facto se, tal, coloca em causa a construção das Oficinas de Alta Velocidade no território do Barreiro, referiu - “Se não há linha para chegar ao Barreiro, também não há linha para chegar às Oficinas que se localizam no Barreiro”.
No entanto, acrescentou – “é preciso deixar baixar a poeira”.
O Governo cedeu a pressões
“O Governo cedeu a pressões” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“Este recuo é mau para o país, é mau para o desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa, é mau para cada um dos concelhos da AML, é, consequentemente mau para a população portuguesa e mau para a população da AML e do Barreiro” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
“Este adiamento tem más implicações para a região” – sublinhou.
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