Francisco Lopes, deputado do Partido Comunista Português - SetúbalAlta Velocidade, Ponte Barreiro – Chelas e novo Aeroporto de Alcochete são indissociáveis
“O investimento público é estruturante para o desenvolvimento do país” – referiu o deputado do PCP.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que a construção da Terceira Travessia do Tejo deve contribuir para criar emprego na margem sul, de forma a alterar a realidade dos dias de hoje – “70% da população activa, residente no Barreiro, trabalha fora da cidade do Barreiro”.

Por Jornal Rostos
Francisco Lopes, deputado do Partido Comunista Português, eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, ontem à tarde, na Biblioteca Municipal do Barreiro, no decorrer da Audição Pública sobre a Terceira Travessia do Tejo, que decorreu no âmbito das Jornadas Parlamentares, sublinhou que – “quando se colocam em causa os investimentos públicos nós estamos naturalmente contra”.
“O investimento público é estruturante para o desenvolvimento do país” – referiu o deputado do PCP.
Francisco Lopes, salientou que – “há muitos anos que defendemos a ponte Barreiro – Chelas, com a componente ferroviária e rodoviária”, acrescentando que a Alta Velocidade para ligação à Europa - “passa também por aí”.
O deputado referiu que a Alta Velocidade, a ponte Barreiro – Chelas e o novo Aeroporto de Alcochete – “são indissociáveis”.
Francisco Lopes, referiu que ao defender estes investimentos – “estamos a pensar no desenvolvimento da região, no Barreiro, mas, principalmente no desenvolvimento do país”.
“Não admitimos que estes investimentos possam ser postos em causa” – sublinhou.
É preciso avançar com o troço Poceirão – Lisboa
O deputado do PCP sublinhou que “era ridículo que a Alta Velocidade ficasse no Poceirão, era a negação da Alta Velocidade”.
“É preciso avançar com o troço Poceirão – Lisboa” – referiu Francisco Lopes.
Ainda sobre a Terceira Travessia do Tejo o deputado do PCP referiu que adiar para mais a construção da ponte com a vertente rodoviária irá custar mais se avançar já com as vertentes rodo-feroviária.
“Tem que haver uma ligação harmoniosa entre as acessibilidades da Terceira Travessia do Tejo e as ligações com os concelhos da Moita e do Barreiro” – referiu.
Francisco Lopes defendeu a necessidade de articulação entre o Poder Central e o Poder Local na definição das acessibilidades.
Por outro lado sublinhou que nos investimentos a realizar deve existir um esforço no sentido de “garantir a maior incorporação nacional”.
Como exemplo referiu a possibilidade de – “voltar de novo a existir material circulante produzido em Portugal”.
O que o PS diz é o que PS não faz
Francisco Lopes salientou o facto de sobre os investimentos e a Ponte Barreiro – Chelas existir uma posição única do PCP, ao nível nacional, regional e local.
Por outro lado criticou as contradições do PSD que no Barreiro defende mas na Assembleia da República chumba os investimentos.
Recordou, igualmente as posições do Bloco de Esquerda que defendeu, inicialmente, apenas a vertente ferroviária na Terceira Travessia do Tejo.
Quanto ao Partido Socialista salientou que na campanha eleitoral referiu que votar no PS era a garantia do avanço destes projectos, mas, sobre o PS salientou, - “já estarmos habituados, porque, normalmente, o que o PS diz é o que PS não faz”.
AML motor de desenvolvimento do país
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que o país precisa de crescer e para crescer carece que a Área Metropolitana de Lisboa, onde reside ¼ da população do país se transforme no motor de desenvolvimento do país e da sua internacionalização.
O autarca sublinhou a importância dos territórios da antiga CUF, da Siderurgia Nacional e Margueira, como territórios estruturantes para a construção da cidade de duas margens.
Carlos Humberto referiu que a construção da Terceira Travessia do Tejo deve contribuir para criar emprego na margem sul, de forma a alterar a realidade dos dias de hoje – “70% da população activa, residente no Barreiro, trabalha fora da cidade do Barreiro”.













