Jaime Ferreira da Costa, um homem do Tejo – MoitaHá uma mística que leva as pessoas a estarem ligadas ao mar
No decorrer da sessão foi prestada uma homenagem ao Mestre Jaime Ferreira da Costa, um nome ligado às memórias do Rio Tejo e uma referência nas actividades náuticas.
“O meu pai dignificou o estaleiro em todos os dias da sua vida. Foi o fundador dos Estaleiros. Há uns anos para cá que ele não ia ao estaleiro, mas eu, continuei com o seu trabalho. Sabe, existe uma mística aqui na terra que leva as pessoas a estarem ligadas ao mar. Isto está enraizado na minha família.” – sublinhou ao Rostos, Jaime Costa, filho do homenageado.

Por Jornal Rostos
Jaime Ferreira da Costa tinha 86 anos, faleceu no passado dia 4 de Junho.
Natural de Pardilhó, na região de Aveiro, residia no concelho da Moita desde 1955, ano em que fundou os estaleiros do Gaio.
Foi sempre uma porta aberta para as pessoas da terra
“Nunca tinha sido homenageado por uma vida de trabalho. Foi uma lembrança que considero muito significativa por parte do clube naval.” – sublinhou ao Rostos, seu filho Jaime Costa.
“Nós temos contribuído ao longo destes anos para o desenvolvimento da nossa terra.
O meu pai vivia a situação do clube Naval todos os dias, eu próprio também vivo.
O clube, neste dia lembrou-se do meu velhote, reconhecendo como ele contribuiu a vida inteira para o clube, e, de facto, o meu pai foi sempre uma porta aberta para as pessoas da terra” – salienta Jaime Lopes.
Uma mística que leva as pessoas a estarem ligadas ao mar
“O meu pai dignificou o estaleiro em todos os dias da sua vida. Foi o fundador dos Estaleiros.
Há uns anos para cá que ele não ia ao estaleiro, mas eu, continuei com o seu trabalho.
Sabe, existe uma mística aqui na terra que leva as pessoas a estarem ligadas ao mar
Isto está enraizado na minha família.
Eu nasci no Gaio, mas tenho a minha vida ligada aqui a Sarilhos, porque considero que esta é uma terra maravilhosa.” – sublinha Jaime Lopes, notando-se a emoção nos seus olhos.
Ele deu-nos sempre tudo o que precisávamos
José Fernandes, presidente da direcção da Associação Naval Sarilhense, refere que – “Nós decidimos prestar uma homenagem ao Mestre Jaime Costa, pela atitude que ele sempre teve para com o nosso clube.
Ele deu-nos sempre tudo o que precisávamos.
Era um homem que estava por dentro de tudo o que são os barcos tradicionais.
Ele dava materiais, dava apoio, até nos emprestou um Armazém, onde colocámos as nossas embarcações e materiais.”
Das pessoas que mais sabia das artes
“Nós temos muito a agradecer ao Senhor Jaime Costa.
Ele foi uma referência na Arte Naval, foi das pessoas que mais sabia das artes.” – sublinha José Fernandes, presidente da direcção da Associação Naval Sarilhense.
Para que fique como um exemplo da vida associativa, foi oferecido um quadro com a sua fotografia, que ficará nos escritórios, “onde ela passava os dias”.
“É uma forma de ser recordado.” – refere José Fernandes.
Preservar as memórias do Tejo
José Costa, presidente da Junta de Freguesia de Sarilhos Pequenos, referiu que o Mestre Jaime Costa - “foi um exemplo para as nossas vivências, como aldeia sempre ligada ao Tejo”.
Salientou, igualmente, que a Associação Naval Sarilhense tem dado um importante contributo para preservar as memórias do Tejo.
O autarca sublinhou que a Junta procura manter sempre uma estreita relação com na Associação e com os homens do mar.
Recordou que muitos jovens, nos dias de hoje, estão a descobrir o prazer de desfrutar do Rio Tejo.
Uma pessoa que muito valorizou o Rio Tejo
Vivina Nunes, vereadora responsável pela área Cultural da Câmara Municipal da Moita, em breve diálogo com o jornal Rostos, sublinhou que Mestre Jaime – “É sem dúvida uma pessoa de um inestimável valor, que fica na história do concelho, e, naturalmente, não só do concelho, também do distrito e, deste rio grande que atravessa Portugal.
O Mestre Jaime, é uma pessoa que muito valorizou o Rio Tejo.”













