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Perspectivas

Fernando Nobre na Península de SetúbalNo dia da Greve Geral estarei ao lado dos trabalhadores

O candidato à presidência da República, Fernando Nobre, ontem, iniciou uma visita aos nove concelhos da Península de Setúbal.
Em Sesimbra o candidato presidencial contactou pescadores e lançou o alerta sobre a destruição do sector produtivo das pescas

No Montijo em breve diálogo com o «Rostos» sublinhou que - “O Orçamento de Estado prejudica as famílias, vai originar mais desemprego, mais pobreza”.

“Pessoalmente, enquanto cidadão e simultaneamente enquanto candidato presidencial, faço questão de no dia 24 de Novembro estar ao lado dos trabalhadores” - referiu.

7 min de leitura
Fernando Nobre na Península de Setúbal No dia da Greve Geral estarei ao lado dos trabalhadores

Por Jornal Rostos

Fernando Nobre referiu ao «Rostos» que no decorrer da visita que efectuou a Sesimbra, ontem pela manhã, teve oportunidade de mais uma vez, à semelhança do que pode verificar na Póvoa de Varzim e em Gaia, que o sector produtivo das pescas - “está à deriva”.

Uma sensação de abandono por parte dos pescadores

“O sentimento é sempre o mesmo, um sentimento de um tecido produtivo que foi muito importante para o nosso país e que agora está à deriva, sentindo-se uma sensação de abandono por parte dos pescadores e de ausência de futuro” – sublinhou Fernando Nobre.
“Os pescadores já não vêem futuro para eles” – referiu.

O mar como desígnio nacional

Fernando Nobre salienta que o que está a verificar-se com o sector das pescas - “está errado do ponto de vista estratégico para o nosso país”.
“Eu tenho afirmado que nós devíamos ter alguns desígnios, já o tenho dito há bastante tempo, um deles devia ser o nosso mar, o subsolo” – sublinha o candidato à presidência da República
Fernando Nobre refere que nesta matéria de se apontar o mar como desígnio nacional está de acordo com o seu adversário Cavaco Silva.
“Sim, nisso estou de acordo com ele, isso, já está escrito nos meus livros há alguns anos” – sublinha.
“Os Pescadores e os seus problemas são um problema nacional. É tempo que nos debrucemos sobre esta questão, que atalhemos, e, que se comece a inverter esta marcha de destruição do tecido produtivo do sector das pescas, uma destruição que dura há vinte anos” – sublinhou o candidato à presidência da República.

Internacionalização pelas comunidades portuguesas

Fernando Nobre referiu ao «Rostos» que outros desígnios deviam ser – “a Agricultura, a Justiça, a Educação e a nossa internacionalização pelas comunidades portuguesas que existem no mundo todo”.
“Quem olha para o mundo como eu, vê Portugal na dimensão do mundo” – salientou Fernando Nobre.

Crianças tenham que deixar de frequentar as Creches

Fernando Nobre candidato à Presidência da República, ao fim da tarde, no Forum Montijo, referiu ao «Rostos» que - “orçamento de Estado prejudica as famílias, vai originar mais desemprego, mais pobreza”.
O candidato presidencial, no concelho de Palmela foi recebido por Ana Teresa Vicente, presidente da Câmara Municipal de Palmela, acompanhado pelo seu Mandatário do Distrito de Setúbal, Carlos Sousa, ex-presidente das Câmaras Municipais de Setúbal e de Palmela.
Fernando Nobre no âmbito dos contactos que manteve, em Palmela, salientou o sentimento e preocupações que lhe foram expressos pelos pais afectados pelos cortes nos abonos de família.
“Pode acontecer que crianças tenham que deixar de frequentar as Creches.
Há uma grande preocupação das famílias com o corte nos Abonos de Família, que vão afectar famílias com rendimentos de 625 euros, o que é sinceramente muito mau” – referiu o candidato presidencial.

Orçamento de Estado prejudica as famílias

Fernando Nobre salientou que - “até hoje não ouvi ninguém dizer que era um bom orçamento, ouvi dizer que era mau, que era muito mau.
Ouvi o actual Presidente da República dizer-se muito triste com a situação do país, mas, até hoje, não ouvi ninguém dizer que era um bom orçamento.
Sempre ouvi dizer que era mau, muito mau até péssimo, mas que era importante aprová-lo”

Orçamento não serve, não é bom, mas temos que o aprovar

“Costumo dizer, utilizando uma metáfora, já que sou médico, que esta situação é como se estivesse a tratar um doente com uma pneumonia. Um doente que estivesse muito mal.
Aproximo-me do doente com um medicamento e digo-lhe : ‘Este medicamento não o vai ajudar em nada a sua saúde, até vai agravá-la e até pode matá-lo, mas tem que o tomar’.
O doente diria que eu sou incompetente como médico. Ao fim e ao cabo é isso que tenho ouvido.
O orçamento não serve, não é bom, mas temos que o aprovar.” – salientou Fernando Nobre.

Não valeria a pena termos um pouco de mais tempo para pensar

“O que pergunto: Será que não poderíamos reflectir um pouco mais? Tendo em conta que sabemos que vamos agravar a pobreza no país, que vamos agravar o desemprego e vamos hipotecar o nosso crescimento, e, vamos mergulhar possivelmente numa recessão” – refere o candidato à presidência.
“Será que não valeria a pena termos um pouco de mais tempo para pensar?” – interroga.

Há muitos idosos com reformas de 250 euros

O candidato presidencial referiu que no que diz respeito aos idosos as conversas que manteve “são sempre as mesmas”, as pessoas têm reformas muito baixas, temos no país para cima milhares de idosos que vivem com 200 euros.
“Estou triste. Há muitos idosos com reformas de 250 euros, 220 euros, 75 euros, já encontrei situações destas. Há uma injustiça profunda perante um grupo importante da nossa população que trabalhou a vida inteira e que agora vive com reformas de mendicidade” – referiu Fernando Nobre.

A caminho de uma profundíssima crise económica e social

Nos contactos de rua, nos Centros Comerciais, como no Montijo, ou Pinhal Novo, Fernando Nobre sublinhou que – “vi as ruas comercias vazias, lojas vazias. Esta é a imagem de um país que está a caminho de uma profundíssima crise económica e social.
Um país desmotivado, desmobilizado. Um país triste.”

Compreendo a greve de 24 de Novembro

“É preciso chamar os cidadãos. É preciso que nos mobilizemos. É preciso que nos ergamos e que façamos tudo para inverter a marcha, duma sinfonia macabra que nos está a ser tocada há muitos anos, já, por isso, eu, sinceramente, tenho afirmado e reafirmado, mais de uma vez, que compreendo a greve de 24 de Novembro” – sublinhou Fernando Nobre.
“Há 22 anos que duas Centrais Sindicais nunca tinham chegado a um acordo, para uma Greve comum, isso demonstra que estamos a viver um momento particularmente grave no país.
Não vale a pena esconder o sol com a peneira e dizer que um candidato presidencial não se deve pronunciar sobre uma Greve Geral.” – sublinhou.

No dia 24 de Novembro estar ao lado dos trabalhadores

“Acho que um candidato presidencial é um cidadão, está a viver em Portugal, está consciente dos problemas que os portugueses estão a viver, e, não é ser populista, é, sim, transmitir uma preocupação humana, para com milhões de portugueses que estão a ver o seu futuro hipotecado.
Por isso, eu digo, pessoalmente, enquanto cidadão e simultaneamente enquanto candidato presidencial, faço questão de no dia 24 de Novembro estar ao lado dos trabalhadores.
Vou estar junto com as centenas de milhares de portugueses que nesse dia irão manifestar a sua preocupação, o seu desalento e a sua tristeza.
Faço questão estar ao pé deles, senão seria desmentir todo um percurso de vida, que foi o meu, que foi sempre de estar ao lado dos mais desfavorecidos, porque essa é a marca da minha vida.” – sublinhou o candidato a Presidente da República.

Não vermos apenas números, vermos pessoas

“Nós, temos que enfrentar os problemas, não vermos apenas números, vermos pessoas, rostos humanos, e, é isso que eu tenho feito na minha vida. Por isso lá estarei no dia 24 de Novembro.” – referiu ao «Rostos» Fernando Nobre.

PROGRAMA DA VISITA

CONCELHOS DE MOITA, BARREIRO E ALCOCHETE

4 DE NOVEMBRO (5ª feira)

MOITA

10H00 – Visita ao Mercado da Moita
10H40 – Bairro da Quinta da Fonte da Prata
11H45 – Mercado da Baixa da Banheira

BARREIRO

12H30 – Almoço no Fórum Barreiro
14H00 – Santa Casa da Misericórdia do Barreiro
15H00 – Passeio a pé no centro do Barreiro

ALCOCHETE

16H30 – Passeio na zona histórica da Alcochete

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