30 Anos de Arteviva - Companhia de Teatro do BarreiroUma obra pensada por dentro…das memórias
“Família”, “paixão”, “trabalho”,”criatividade”, “emoção”, “vida”,”crescimento”, “equipa”, “muito barulho”, “muitos risos”, “coragem” – estas algumas das palavras que, segundo os protagonistas da história do ArteViva, definem estes 30 anos de acção teatral.

Por Jornal Rostos
A Companhia de TeatroArteviva celebra este ano o seu 30º Aniversário, no âmbito das comemorações foi realizada uma exposição no Auditório Municipal Augusto Cabrita e, hoje, foi efectuado o lançamento do livro «30 Anos de Arteviva - Memórias... e outras estórias da Companhia de Teatro do Barreiro», de Paula Magalhães, uma obra que é o resultado de um trabalho de investigação e reunião de materiais que espelham o trabalho da Companhia ao longo destes 30 anos de actividade teatral.
Família”, “paixão”, “trabalho”…
Na abertura da apresentação foi apresentado um trabalho audivisual que permitiu uma «viagem» pelas memórias da Companhia de Teatro Arteviva, tendo sido escutados diversos depoimentos de muitos protagonistas destes 30 anos de vida.
“Família”, “paixão”, “trabalho”,”criatividade”, “emoção”, “vida”,”crescimento”, “equipa”, “muito barulho”, “muitos risos”, “coragem” – estas algumas das palavras que, segundo os protagonistas da história do ArteViva, definem estes anos de acção teatral activa.
“Comecei aqui a namorar” e “tive aqui os meus filhos” – recordou Manuela Félix.
O Teatro é a casa das perguntas
Jorge Cardoso, encenador, recordou que ao longo de 30 anos de vida passaram pela Companhia de Teatro ArteViva cerca de 200 pessoas.
Referiu que nem todos iria referir, evocando alguns nomes como Gracinda Pereira – “a avó”, que actualmente vive em Chaves, que disse – “foi uma grande lição para todos nós”.
Os «Antónios» Barro, Pereira e Chaves, o Horácio Serafim e seu irmão, estes a viver actualmente um nos Açores, outro em Inglaterra.
“O que nos trás ao teatro?” – interrogou Jorge Cardos, respondendo que “é a sede de perguntas e interrogações”.
“O Teatro é a casa das perguntas” – sublinhou Jorge Cardoso.
Uma companhia inclusa
Jorge Cardoso salientou que “o espírito do Arte Viva” é ser “uma companhia inclusa”, uma companhia de “porta aberta”, uma companhia onde se “aprende fazendo”.
“O nosso projecto de formação é a causa e a consequência de sermos uma Companhia aberta” – sublinhou Jorge Cardoso.
“A Escola de Teatro coloca a necessidade de ser companhia aberta! – referiu.
Neste contexto, salientou a acção de Carina Silva, como educadora que “cativa as novas gerações” e integra os novos no projecto.
“É a mulher que dá vida ao Arte Viva” – sublinhou.
O momento de viragem
Prestando homenagem ao público, no seu global como “entidade abstracta”, Jorge Cardoso destacou António João Sardinha e sua esposa, como rostos de referência que desde sempre acompanharam todo o percurso da companhia.
O encenador do Arte Viva saudou os autarcas que sempre contribuíram para o desenvolvimento da Companhia de Teatro ArteViva – “com quem partilhámos muitos sonhos”.
Recordou Pedro Canário, que enquanto Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, soube fazer “escolhas” e contribuiu para um “momento de viragem” ao decidir com “uma escolha acertada” optar por ter uma Companhia residente no Teatro Municipal do Barreiro.
Uma obra pensada por dentro
João Pimenta, responsável pelo trabalho de design do livro, expressou a sua satisfação por ter participado na concretização do livro que conta os 30 anos de história do Arte Viva.
Paula Magalhães, a autora, recordou o percurso que conduziu ao nascimento do livro, fruto de muitas conversas, sublinhando que – “a história do Arte Viva é de todas as pessoas que estão aqui”.
Salientou a importância da edição do livro, porque o Arte Viva tem muitas estórias que são importantes registar porque a “memória perde-se”.
Paula Magalhães referiu que esta obra foi pensada para dentro, por dentro – “é uma publicação para nós,” para partilhar, com um olhar para o passado, para o presente e para o futuro.
Apoio da Transtejo e Tipografia Belgráfica
De salientar que a edição deste livro foi possível com o apoio da Transtejo e Tipografia Belgráfica.
Na sessão de lançamento esteve presente Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro; Regina Janeiro, vereadora responsável pela área Cultural e João Pintassilgo, Presidente do Conselho de Administração da Transtejo.
O livro «30 Anos de Arteviva - Memórias... e outras estórias da Companhia de Teatro do Barreiro» pode ser adquirido por 15 euros.













