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Perspectivas

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres no BarreiroRegistados 12 casos de violação desde 2009

. Criar linha telefónica de apoio às vitimas de violação objectivo para 2011

. Foram identificadas 132 crianças em situação de risco

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo, promoveu, hoje, para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, uma conferência no âmbito da qual Irene Cristina, enfermeira, divulgou que no ano 2009 foram registados no Hospital do Barreiro 5 casos de violação doméstica e 3 casos de violação, e, no ano 2010 já foram registados 4 casos de violação.

Ana Celeste Agostinho, enfermeira, divulgou dados sobre «Maus Tratos em Crianças e Jovens: A Realidade do Núcleo Hospitalar de Apoio a Crianças e Jovens em Risco», salientando que a temática das “crianças mal tratadas” é “um problema de saúde pública”.

4 min de leitura
Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres no Barreiro Registados 12 casos de violação desde 2009

Por Jornal Rostos

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo, promoveu, hoje, para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, uma conferência no âmbito da qual Irene Cristina, enfermeira, divulgou o «Protocolo para Situações de Violação - Serviço de Urgência Obstétrica e Ginecológica».
Irene Cristina, sublinhou que o Protocolo tem por objectivo proporcionar a sistemática “recolha de informação” e “tratamento de dados”.
Referiu diversos aspectos do Protocolo, nomeadamente sobre terapêuticas, encaminhamentos e acompanhamentos, das vitimas de violação.

Registados 12 casos de violação desde 2009

Na sua intervenção divulgou que no ano 2009 foram registados no Hospital do Barreiro 5 casos de violação doméstica e 3 casos de violação, no ano 2010 já foram registados 4 casos de violação.
Irene Cristina, referiu que os concelhos predominantes dos casos de violação são Moita e Barreiro, sendo os casos mais habituais de violação aqueles que ocorrem entre «namorados ou entre ex-namorados».

Criar linha telefónica de apoio às vitimas de violação

Nos objectivos perspectivados concretizar no próximo ano 2011, no âmbito do «Protocolo para Situações de Violação - Serviço de Urgência Obstétrica e Ginecológica», aponta-se a implementação de uma linha telefónica de apoio à violação.
Recordou, Irene Cristina, que o Serviço de Urgência tem uma equipa rotativa 24 horas por dia, que, pretende-se envolver em todo o projecto.
“Em nenhum momento pode faltar a palavra às mulheres vitimas de violação” – salientou Irene Cristina ao encerrar a sua intervenção.

Crianças mal tratadas um problema de saúde pública

Ana Celeste Agostinho, enfermeira, divulgou dados sobre «Maus Tratos em Crianças e Jovens: A Realidade do Núcleo Hospitalar de Apoio a Crianças e Jovens em Risco», salientando que a temática das “crianças mal tratadas” é “um problema de saúde pública”.
Referiu que desde 2008 tem vindo a ser implementada a Rede Nacional de Núcleos de Apoio às Crianças e Jovens em Risco, tendo por objectivo criar este tipo de apoio em todos os hospitais do país.
Em Julho de 2009, foi criado o Núcleo no Hospital do Barreiro que iniciou o seu funcionamento em Setembro desse mesmo ano.

8 situações de abuso sexual

Ana Celeste Agostinho, referiu que – “até chegar ao Núcleo realizou-se um trabalho, ao longo de muitos anos”.
Por outro lado, alertou para a “necessidade de articulação” da actividade do Núcleo com diversas entidades.
Ana Celeste Agostinho, salientou que entre 2009 e 2010, foram identificadas 132 crianças, em situação de risco, nomeadamente devido a situações de “carência económica” e de “negligência”.
Referiu que 48% destes casos foram relativos a recém-nascidos ( 64 casos).
Por outro lado, sublinhou que no conjunto existiam 8 situações de abuso sexual, relativo a crianças – “violadas pelos pais” .

Uma forma de hereditariedade social

Ana Celeste Agostinho, sublinhou a importância de ser dada continuidade ao trabalho que o Núcleo tem vindo a desenvolver e alertou para o facto desta tipologia de situações ter que ser caracterizada como – “uma forma de hereditariedade social” .
Sublinhou, - “se nada se fizer para combater” esta problemática continuará a projectar-se em futuras gerações.

NOTA DA REDACÇÃO

De referir que nesta Conferência participou Maria Barroso, cuja intervenção pode ser lida noutro trabalho de reportagem editado no Rostos on line.
Igualmente, Rosa Pantaleão, enfermeira, revelou nesta conferência que no ano 2009, deram entrada no Serviço de Urgência Geral do Hospital do Barreiro, 170 mulheres, vitimas de maus tratos, estando registados 568 desde o ano 2007.
A sua intervenção pode ser lida noutra peça, editada no Rostos on line.

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