Manuel Alegre em visita à MoitaCandidato pede uma “segunda volta” para garantir a vitória nas eleições
O candidato às presidenciais, Manuel Alegre, esteve ontem, 8 de Dezembro, na Moita e apelou ao voto na Esquerda. “Não há saída da crise que não seja pela Esquerda”, disse.
Manuel Alegre acusou ainda o actual Presidente da República de querer “acabar com o SNS, com a Escola Pública, com a Segurança Social, com os direitos fundamentais dos trabalhadores” e de ser “co-responsável” pela situação do país.
Manuel Alegre acusou ainda o actual Presidente da República de querer “acabar com o SNS, com a Escola Pública, com a Segurança Social, com os direitos fundamentais dos trabalhadores” e de ser “co-responsável” pela situação do país.

Por Jornal Rostos
Após uma concentração na Praça da República, na Moita, o candidato Manuel Alegre seguiu com os seus apoiantes para um almoço nas instalações do ‘1º de Maio Futebol Clube Sarilhense’, em Sarilhos Pequenos.
Neste almoço, onde reuniu dezenas de apoiantes, Manuel Alegre lembrou que “não há saída da crise que não seja pela Esquerda”, apelando ao voto de todos no próximo dia 23 de Janeiro. Em discurso, o candidato acusou o actual Presidente, Cavaco Silva, de ser “co-responsável” pela actual situação do país e do mesmo querer “acabar com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a Escola Pública, com a Segurança Social e com os direitos fundamentais dos trabalhadores”.
Manuel Alegre compreende que “muita gente esteja descontente e zangada com a política” e sublinha que aí se encontra a razão da sua candidatura. “Candidato-me para dar a volta à política, porque também eu estou zangado. Não foi para chegarmos a esta situação que fizemos o 25 de Abril e que entrámos na Europa”, desenvolveu.
“O modelo económico está esgotado”
Ainda em discurso, o candidato salientou que é necessário “criar um novo paradigma” para “dar a volta” a este modelo económico que “está esgotado”.
Manuel Alegre acredita que é necessário “riscar” do vocabulário político a palavra “fatalidade” e avançar para uma “nova esperança democrática para o povo e para o país”.
O candidato às presidenciais lembra que a adesão à Europa foi feita com a intenção de “participar num projecto de prosperidade partilhada entre estados soberanos iguais” e lamenta que, ao invés disto, se assista a uma “desconstrução desse projecto europeu”. “O que se está a assistir é a um reforço do poder do centro contra os estados periféricos e a um triunfo do capitalismo financeiro completamente desregulado”, acrescentou.
“Estamos a pagar os custos daquilo que foi a socialização das perdas”
Manuel Alegre reforçou que o que se está a praticar nos países periféricos é “uma política de austeridade”, à qual está associada “a recessão, o desemprego, a desigualdade” e o “bloqueio do crescimento económico”. Para reverter esta situação, Manuel Alegre acredita que é necessário “refazer o modelo de desenvolvimento”, o qual inclui uma “redescoberta da agricultura”. “Não podemos ser um país com a dependência que temos. Temos que refazer o tecido industrial e competitivo. E isso resolve-se com a inovação tecnológica e social e com uma estratégia política que consolide a democracia”, disse.
“Uma segunda volta vai garantir a vitória nas eleições”
O candidato às próximas eleições presidenciais apelou ao voto de “todos os que acreditaram no 25 de Abril”e sublinhou que “uma segunda volta vai garantir a vitória nas eleições” e a “salvaguarda da democracia”.
“O Presidente, [Cavaco Silva], disse várias vezes que a situação era explosiva e insustentável mas isso não serviu para nada porque ele não usou os seus poderes presidenciais. Por isso, é co-responsável pela situação que vivemos e não pode lavar as mãos como Pilatos”, concluiu.
Vanessa Sardinha
Neste almoço, onde reuniu dezenas de apoiantes, Manuel Alegre lembrou que “não há saída da crise que não seja pela Esquerda”, apelando ao voto de todos no próximo dia 23 de Janeiro. Em discurso, o candidato acusou o actual Presidente, Cavaco Silva, de ser “co-responsável” pela actual situação do país e do mesmo querer “acabar com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a Escola Pública, com a Segurança Social e com os direitos fundamentais dos trabalhadores”.
Manuel Alegre compreende que “muita gente esteja descontente e zangada com a política” e sublinha que aí se encontra a razão da sua candidatura. “Candidato-me para dar a volta à política, porque também eu estou zangado. Não foi para chegarmos a esta situação que fizemos o 25 de Abril e que entrámos na Europa”, desenvolveu.
“O modelo económico está esgotado”
Ainda em discurso, o candidato salientou que é necessário “criar um novo paradigma” para “dar a volta” a este modelo económico que “está esgotado”.
Manuel Alegre acredita que é necessário “riscar” do vocabulário político a palavra “fatalidade” e avançar para uma “nova esperança democrática para o povo e para o país”.
O candidato às presidenciais lembra que a adesão à Europa foi feita com a intenção de “participar num projecto de prosperidade partilhada entre estados soberanos iguais” e lamenta que, ao invés disto, se assista a uma “desconstrução desse projecto europeu”. “O que se está a assistir é a um reforço do poder do centro contra os estados periféricos e a um triunfo do capitalismo financeiro completamente desregulado”, acrescentou.
“Estamos a pagar os custos daquilo que foi a socialização das perdas”
Manuel Alegre reforçou que o que se está a praticar nos países periféricos é “uma política de austeridade”, à qual está associada “a recessão, o desemprego, a desigualdade” e o “bloqueio do crescimento económico”. Para reverter esta situação, Manuel Alegre acredita que é necessário “refazer o modelo de desenvolvimento”, o qual inclui uma “redescoberta da agricultura”. “Não podemos ser um país com a dependência que temos. Temos que refazer o tecido industrial e competitivo. E isso resolve-se com a inovação tecnológica e social e com uma estratégia política que consolide a democracia”, disse.
“Uma segunda volta vai garantir a vitória nas eleições”
O candidato às próximas eleições presidenciais apelou ao voto de “todos os que acreditaram no 25 de Abril”e sublinhou que “uma segunda volta vai garantir a vitória nas eleições” e a “salvaguarda da democracia”.
“O Presidente, [Cavaco Silva], disse várias vezes que a situação era explosiva e insustentável mas isso não serviu para nada porque ele não usou os seus poderes presidenciais. Por isso, é co-responsável pela situação que vivemos e não pode lavar as mãos como Pilatos”, concluiu.
Vanessa Sardinha




















