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Vieira da Silva Ministro da Economia no BarreiroEmpresas como a FISIPE são indispensáveis na nossa economia

Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, inaugurou hoje, pela manhã, a nova Central de Cogeração e a Instalação Piloto para a Produção de Fibra Carbono.
Vieira da Silva referiu que estes dois investimentos têm “objectivos empresariais e objectivos nacionais”, e, sublinhou o contributo que a FISIPE “está a dar para a modernização da nossa economia”.

João Dotti, Administrador da FISIPE, salientou que a Central de Cogeração significou um investimento de 30 milhões de euros, um projecto desenvolvido em parceria com a EDP

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Vieira da Silva Ministro da Economia no Barreiro Empresas como a FISIPE são indispensáveis na nossa economia

Por Jornal Rostos

Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, inaugurou hoje, pela manhã, a nova Central de Cogeração e a Instalação Piloto para a Produção de Fibra Carbono, os dois últimos grandes investimentos da FISIPE, no concelho do Barreiro.
No acto inaugural Vieira da Silva esteve acompanhado por Carlos Zorrinho, Secretário de Estado da Energia e da Inovação; Manuel Malheiros, Governador Civil de Setúbal, e, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Produzir em Portugal fibras acrílicas

João Dotti, Administrador da FISIPE, iniciou a cerimónia divulgando diversos dados de caracterização da empresa, recordando que a sua origem remonta ao ano 1973, com base num consórcio entre a CUF e a Mitsubishi, com o objectivo de produzir em Portugal “fibras acrílicas”.
Referiu que a empresa viveu diversos períodos de crescimento e recuos, ao ponto de no ano 2005 atingir uma situação de “falência técnica”.
João Dotti recordou que quando o Grupo CUF considerou que a empresa “não era estratégica” para o Grupo, um conjunto de quadros da empresa decidiu “comprar o capital à CUF”.

Produção da FISIPE 99% é para exportação

A FISIPE sublinhou ocupa uma área de 20 hectares – em “terrenos recuperados ao Tejo” – tem, actualmente, um volume de negócios na ordem dos 100 milhões de euros anuais e emprega 330 colaboradores, entre os quais 57 possuem como habilitação o Ensino Superior.
A sua produção é essencialmente para exportação – 99% da sua produção – para 40 países. O volume de vendas em Portugal ronda 1% da produção.
João Dotti sublinhou que a FISIPE é actualmente o “maior produtor mundial de fibras FLAT, um produto que imita peles de animais”.

Produtos de qualidade e marcas próprias

O Administrador da FISIPE referiu que a empresa produz 3% das fibras acrílicas ao nível mundial e 10% da produção ao nível da Europa, sendo o segundo maior produtor mundial de fibras “gel dyed”.
João Dotti sublinhou que a empresa aposta em produtos de qualidade, promovendo marcas próprias, uma estratégia que tem contribuído para a sua afirmação no mercado mundial do sector, onde, salientou 10 empresas – “encerraram nos últimos dez anos”.
Na sua apresentação salientou o facto de a FISIPE desenvolver uma forte aposta na sua Estrutura de Inovação e Desenvolvimento, que conta com 40 elementos.

Investimento de 30 milhões de euros

João Dotti, referiu que a Central de Cogeração significou um investimento de 30 milhões de euros, um projecto desenvolvido em parceria com a EDP – 51% do investimento EDP, 49 % do investimento da FISIPE.
O Administrador da FISIPE sublinhou que a construção da Central de Cogeração foi realizado num período de 15 meses, sem atrasos e, disse, “estava apta a funcionar no dia planeado”, quando do encerramento da Central da EDP no Lavradio.
De referir que este projecto foi concretizado no âmbito dos apoiso atribuídos pelo QREN.

Uma missão impossível que foi gratificante

João Manso Neto, da EDP, referiu que a construção da Central de Cogeração, vai ter custos de produção de energia para a FISIPE com custos 2/3 mais baixos que da antiga Central do Lavradio, para além de proporcionar benefícios ambientais.
Recordou que quando da adjudicação do projecto existia a sensação de “uma missão impossível” mas, afinal, disse, “foi gratificante a construção deste projecto”.
“Esta é uma central que viabiliza uma empresa nacional” – sublinhou, acrescentando que – “traduz uma matriz de sustentabilidade energética”.
João Manso Neto referiu que a construção da Central de Cogeração é um projecto que tem uma vertente ambiental e também uma vertente social.

Contributo da FISIPE na modernização da economia

Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, sublinhou o contributo que a FISIPE “está a dar para a modernização da nossa economia”.
O ministro referiu que a empresa está “desenvolvendo uma nova área de negócio” e mudanças de modelo em parceria com a EDP.
Sublinhou que são projectos “que têm uma mais valia por si” e que têm mais valor “se olhados em articulação”.
Vieira da Silva salientou que os projectos que estão a ser dinamizados pela FISIPE – Central de Cogeração e Instalação Piloto para a Produção de Fibra Carbono - têm “objectivos empresariais e objectivos nacionais”.

Inovação é essencial para a nossa economia

“A inovação é essencial para a nossa economia. A inovação e exportação é essencial para o futuro da nossa economia” – sublinhou, referindo que empresas como a FISIPE contribuem para que Portugal possa atingir metas “ambiciosas” ao nível da exportação.
Recordou Vieira da Silva que Portugal tem um deficit energético, sendo positivas todas as iniciativas que possam contribuir para reduzir a importação de energias.
“Empresas como a FISIPE são indispensáveis na nossa economia” – referiu o Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento.

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