Francisco Lopes defende no Barreiro«Ruptura e mudança são hoje uma emergência nacional»

Por Jornal Rostos
O candidato às presidenciais acredita que o momento, “particularmente difícil”, que o país atravessa, obriga a tomada de determinadas opções para o futuro. Opções essas que, defendeu, passam por uma “apreciação do poder local e da sua evolução”.
Neste sentido, Francisco Lopes alertou que “o Presidente da República, com as responsabilidades que tem, precisa de ter presente a importância do poder local e as suas necessidades”. A este respeito, o candidato do PCP acrescentou que, o facto do poder local representar “uma expressão directa da vontade popular”, e de ser “uma afirmação do carácter progressista e avançado do regime democrático resultante de Abril”, leva a que o Governo “limite a autonomia dos poderes locais” e “reduza os seus recursos financeiros”. Tudo isto, sublinha, “com o silêncio e a cumplicidade” de quem está na Presidência da República e que “devia garantir a sua autonomia, tal como está consagrada na Constituição”.
Criação de regiões administrativas
Durante a sua intervenção, Francisco Lopes defendeu também a criação de regiões administrativas como sendo a condição principal para uma “coerente reforma da administração pública” e para uma “política de desenvolvimento regional”.
O candidato acredita que, desta forma, é possível proceder ao “aproveitamento dos recursos de cada região, combater as assimetrias e contribuir para a coesão regional”.
Francisco Lopes acrescentou ainda a necessidade de “uma política de defesa de um regime de finanças locais” que consagre a “autonomia e o reforço da capacidade financeira das autarquias”, assente no objectivo de uma “maior e mais equilibrada partilha de recursos entre o poder central e local”.
“O momento em que se realizam estas eleições presidenciais vem marcado por uma situação de agudização de todos os problemas do país. Este facto que reforça a característica que referimos na nossa candidatura, uma candidatura patriótica e de esquerda”, disse.
Vanessa Sardinha













